O ator de 21 anos Josh Hutcherson admite que teve uma excelente experiência com
sua colega de 23, Jennifer Lawrence, anos no set de filmagem de "Jogos Vorazes: Em Chamas",
porque ela tem uma personalidade engraçada e contagiosa.
Falando com a MTV
News, ele disse: "É incrível trabalhar com Jennifer, de verdade, ela é
tão divertida e tão 'idiota', mas um gênio ao mesmo tempo. Eu
simplesmente amo estar próximo a ela e nós tivemos uma excelente
experiência juntos."
O loiro interpreta o interesse amoroso da protagonista Katniss Everdeen, Peeta Mellark, no filme de aventura,
mas também divide a atenção da heroína com o personagem de Liam
Hemsworth, Gale Hawthorne, e Josh disse que isso foi difícil de
assistir.
Ele disse anteriormente: "Eu não me importei em dividir Jennifer com Liam. Não foi fácil, mas eu não me importei em dividir.".
E nós como fãs ardorosos amamos os dois juntinhos exatamente como acontece com a Katniss e o Peeta nos Jogos Vorazes.
sexta-feira, 7 de março de 2014
quinta-feira, 6 de março de 2014
Poemas para Todas as Mulheres Vinicius de Moraes
No teu branco seio eu choro.
Minhas lágrimas descem pelo teu ventre
E se embebedam do perfume do teu sexo.
Mulher, que máquina és, que só me tens desesperado
Confuso, criança para te conter!
Oh, não feches os teus braços sobre a minha tristeza não!
Ah, não abandones a tua boca à minha inocência, não!
Homem sou belo
Macho sou forte, poeta sou altíssimo
E só a pureza me ama e ela é em mim uma cidade e tem mil e uma portas.
Ai! teus cabelos recendem à flor da murta
Melhor seria morrer ou ver-te morta
E nunca, nunca poder te tocar!
Mas, fauno, sinto o vento do mar roçar-me os braços
Anjo, sinto o calor do vento nas espumas
Passarinho, sinto o ninho nos teus pêlos...
Correi, correi, ó lágrimas saudosas
Afogai-me, tirai-me deste tempo
Levai-me para o campo das estrelas
Entregai-me depressa à lua cheia
Dai-me o poder vagaroso do soneto, dai-me a iluminação das odes, dai-me o [cântico dos cânticos
Que eu não posso mais, ai!
Que esta mulher me devora!
Que eu quero fugir, quero a minha mãezinha quero o colo de Nossa Senhora!
Minhas lágrimas descem pelo teu ventre
E se embebedam do perfume do teu sexo.
Mulher, que máquina és, que só me tens desesperado
Confuso, criança para te conter!
Oh, não feches os teus braços sobre a minha tristeza não!
Ah, não abandones a tua boca à minha inocência, não!
Homem sou belo
Macho sou forte, poeta sou altíssimo
E só a pureza me ama e ela é em mim uma cidade e tem mil e uma portas.
Ai! teus cabelos recendem à flor da murta
Melhor seria morrer ou ver-te morta
E nunca, nunca poder te tocar!
Mas, fauno, sinto o vento do mar roçar-me os braços
Anjo, sinto o calor do vento nas espumas
Passarinho, sinto o ninho nos teus pêlos...
Correi, correi, ó lágrimas saudosas
Afogai-me, tirai-me deste tempo
Levai-me para o campo das estrelas
Entregai-me depressa à lua cheia
Dai-me o poder vagaroso do soneto, dai-me a iluminação das odes, dai-me o [cântico dos cânticos
Que eu não posso mais, ai!
Que esta mulher me devora!
Que eu quero fugir, quero a minha mãezinha quero o colo de Nossa Senhora!
quarta-feira, 5 de março de 2014
Aspásia de Mileto
"Aspásia, que nasceu em Mileto, na região leste da Grécia, chegou a
Atenas por volta de 450 a.C. Como vinha de fora, por lei, não podia se
casar; tornou-se então, uma das mulheres do grupo conhecido como hetera –
mulheres de excelente educação e que, por serem solteiras, tinham
liberdade para estudar, assistir a palestras e até participar de debates
com homens.
Conhecida por sua genialidade e grande beleza. Aspásia abriu uma escola de filosofia e retórica. Em pouco tempo, sua casa de transformou em um dos salões mais importantes de Atenas, freqüentada pelos estudiosos, políticos e artistas que mais se destacavam na época, inclusive por Platão, que afirmou que ela havia lhe ensinado a teoria do amor, e Sócrates, que disse ter sido ela que lhe ensinou a arte da eloqüência. Também freqüentava a casa de Aspásia, o juiz mais importante de Atenas, Péricles (495-429 a.C). Durante seus 30 anos de governo, período que posteriormente ficou conhecido como a era Péricles, Atenas se tornou um estado democrático e reinou como centro intelectual e artístico do país.
Péricles se apaixonou por Aspásia, mas como ela não era natural de Atenas, e conseqüentemente não podia se tornar sua esposa legal, ele se divorciou de sua esposa e a fez sua consorte. A partir de então, Aspásia tornou-se sua conselheira política e confidente, apoiando-o em sua luta contra a aristocracia em prol do estabelecimento da democracia. Alguns historiadores a consideram responsável pela desastrosa Guerra da Peloponeso (431 a.C.), que teria sido declarada por Péricles devido à sua insistência. Outros atribuem a ela a redação do eloqüente discurso feito por Péricles a suas tropas ao final da guerra. Aspásia também o convenceu a mudar as leis que restringiam os papéis das mulheres na sociedade grega.
Após a morte de seus dois filhos com sua primeira mulher, Péricles sancionou uma lei tornando seu filho com Aspásia, também chamado Péricles, cidadão ateniense. Mais tarde, o jovem Péricles se tornou general do exército. Impossibilitados de criticar Péricles diretamente, os atenienses, que se ressentiam do seu relacionamento com Aspásia a acusaram de faltar ao respeito para com os deuses. Depois da defesa veemente e lacrimosa de Péricles, Aspásia foi considerada inocente."(História.com)
Conhecida por sua genialidade e grande beleza. Aspásia abriu uma escola de filosofia e retórica. Em pouco tempo, sua casa de transformou em um dos salões mais importantes de Atenas, freqüentada pelos estudiosos, políticos e artistas que mais se destacavam na época, inclusive por Platão, que afirmou que ela havia lhe ensinado a teoria do amor, e Sócrates, que disse ter sido ela que lhe ensinou a arte da eloqüência. Também freqüentava a casa de Aspásia, o juiz mais importante de Atenas, Péricles (495-429 a.C). Durante seus 30 anos de governo, período que posteriormente ficou conhecido como a era Péricles, Atenas se tornou um estado democrático e reinou como centro intelectual e artístico do país.
Péricles se apaixonou por Aspásia, mas como ela não era natural de Atenas, e conseqüentemente não podia se tornar sua esposa legal, ele se divorciou de sua esposa e a fez sua consorte. A partir de então, Aspásia tornou-se sua conselheira política e confidente, apoiando-o em sua luta contra a aristocracia em prol do estabelecimento da democracia. Alguns historiadores a consideram responsável pela desastrosa Guerra da Peloponeso (431 a.C.), que teria sido declarada por Péricles devido à sua insistência. Outros atribuem a ela a redação do eloqüente discurso feito por Péricles a suas tropas ao final da guerra. Aspásia também o convenceu a mudar as leis que restringiam os papéis das mulheres na sociedade grega.
Após a morte de seus dois filhos com sua primeira mulher, Péricles sancionou uma lei tornando seu filho com Aspásia, também chamado Péricles, cidadão ateniense. Mais tarde, o jovem Péricles se tornou general do exército. Impossibilitados de criticar Péricles diretamente, os atenienses, que se ressentiam do seu relacionamento com Aspásia a acusaram de faltar ao respeito para com os deuses. Depois da defesa veemente e lacrimosa de Péricles, Aspásia foi considerada inocente."(História.com)
terça-feira, 4 de março de 2014
Hypatia de Alexandria
Hipácia, também conhecida como Hipátia,
nasceu na cidade de Alexandria, então o caldeirão cultural da região
que hoje corresponde ao Egito, em cerca de 355 d.C. Ela era filha de
Theon, famoso filósofo, astrônomo e mestre de matemática no Museu desta
cidade; graças a sua influência ela se destacaria no cenário intelectual
posterior.
A filósofa, mulher guerreira, pioneira na arte de desbravar os árduos caminhos da Matemática, cultivava não somente um cérebro privilegiado, mas também o corpo saudável. Visava, assim, implantar em sua própria existência esta antiga aspiração helênica.
Hipátia se tornou a maior pesquisadora da Alexandria nos campos da matemática e da filosofia, legando ao futuro grandes descobertas nestas disciplinas, bem como na física e na astronomia. Ela se devotou igualmente à prática da poética e ao exercício das artes, sobressaindo-se na Retórica.
Na adolescência ela foi para a cidade de Atenas, atual capital da Grécia, com o objetivo de concluir seus estudos na Academia Neoplatônica. Aí Hipátia logo ficou em relevo, por suas tentativas de unir a matemática do algebrista Diofanto ao neoplatonismo de Plotino. Melhor dizendo, ela empreendeu a adequação da razão matemática à ideia da mônada das mônadas, cultivada pelos adeptos do neoplatonismo.
Infelizmente essa trajetória brilhante teve um desfecho sinistro, que parece ter se configurado a partir de 412, com a ascensão do patriarca Cirilo ao poder. Ele era um cristão fanático, árduo defensor da Igreja e acirrado adversário dos que ele considerava serem hereges.
Hipácia foi violentamente atingida por um grupo de desvairados cristãos repletos de ódio. Eles a levaram para o interior de uma Igreja e lá extraíram sua pele com conchas, cortaram-na em pedaços e os queimaram, em 415 d.C. Vítima de uma vingança ou de um surto de intolerância, Hipátia seria imortalizada pela posteridade.(Ana L. Santana - Infoescola)
A filósofa, mulher guerreira, pioneira na arte de desbravar os árduos caminhos da Matemática, cultivava não somente um cérebro privilegiado, mas também o corpo saudável. Visava, assim, implantar em sua própria existência esta antiga aspiração helênica.
Hipátia se tornou a maior pesquisadora da Alexandria nos campos da matemática e da filosofia, legando ao futuro grandes descobertas nestas disciplinas, bem como na física e na astronomia. Ela se devotou igualmente à prática da poética e ao exercício das artes, sobressaindo-se na Retórica.
Na adolescência ela foi para a cidade de Atenas, atual capital da Grécia, com o objetivo de concluir seus estudos na Academia Neoplatônica. Aí Hipátia logo ficou em relevo, por suas tentativas de unir a matemática do algebrista Diofanto ao neoplatonismo de Plotino. Melhor dizendo, ela empreendeu a adequação da razão matemática à ideia da mônada das mônadas, cultivada pelos adeptos do neoplatonismo.
Infelizmente essa trajetória brilhante teve um desfecho sinistro, que parece ter se configurado a partir de 412, com a ascensão do patriarca Cirilo ao poder. Ele era um cristão fanático, árduo defensor da Igreja e acirrado adversário dos que ele considerava serem hereges.
Hipácia foi violentamente atingida por um grupo de desvairados cristãos repletos de ódio. Eles a levaram para o interior de uma Igreja e lá extraíram sua pele com conchas, cortaram-na em pedaços e os queimaram, em 415 d.C. Vítima de uma vingança ou de um surto de intolerância, Hipátia seria imortalizada pela posteridade.(Ana L. Santana - Infoescola)
segunda-feira, 3 de março de 2014
A Nave Espacial Challenger
"Em 28 de janeiro de 1986, a nave espacial Challenger é lançada do Cabo
Canaveral, Flórida. A bordo estava Christa McAuliffe, a primeira cidadã
comum dos Estados Unidos a viajar pelo espaço sideral. McAuliffe,
professora de Estudos Sociais de New Hampshire, 37 anos, havia ganho a
chance por meio de uma competição.
O lançamento foi adiado repetidamente devido às condições climáticas e problemas técnicos. No entanto, em 28 de janeiro, exatamente 73 segundos depois da decolagem, centenas de pessoas ao redor do mundo e os familiares dos passageiros, entraram em choque ao ver a nave explodir, lançando uma coluna bifurcada de fumaça e fogo. Não houve sobreviventes.
No dia seguinte à explosão, o presidente Ronald Reagan nomeou uma comissão especial para determinar o que tinha dado errado e adotar futuras medidas corretivas. A comissão presidencial foi encabeçada pelo ex-Secretário de Estado William Rogers e incluía o ex-astronauta Neil Armstrong e o ex-piloto de teste Chuck Yeager.
A investigação determinou que a explosão foi causada pela falha de um anel de vedação em um dos dois foguetes de combustível sólido. O anel de vedação não correspondeu às expectativas devido à fria temperatura por ocasião do lançamento, o que desencadeou uma cadeia de ocorrências que resultou na grande explosão.
Com isso, a NASA deixou de enviar astronautas ao espaço por mais de dois anos enquanto redesenhava inúmeras alterações nas espaçonaves."(Jornal Zero Hora)
O lançamento foi adiado repetidamente devido às condições climáticas e problemas técnicos. No entanto, em 28 de janeiro, exatamente 73 segundos depois da decolagem, centenas de pessoas ao redor do mundo e os familiares dos passageiros, entraram em choque ao ver a nave explodir, lançando uma coluna bifurcada de fumaça e fogo. Não houve sobreviventes.
No dia seguinte à explosão, o presidente Ronald Reagan nomeou uma comissão especial para determinar o que tinha dado errado e adotar futuras medidas corretivas. A comissão presidencial foi encabeçada pelo ex-Secretário de Estado William Rogers e incluía o ex-astronauta Neil Armstrong e o ex-piloto de teste Chuck Yeager.
A investigação determinou que a explosão foi causada pela falha de um anel de vedação em um dos dois foguetes de combustível sólido. O anel de vedação não correspondeu às expectativas devido à fria temperatura por ocasião do lançamento, o que desencadeou uma cadeia de ocorrências que resultou na grande explosão.
Com isso, a NASA deixou de enviar astronautas ao espaço por mais de dois anos enquanto redesenhava inúmeras alterações nas espaçonaves."(Jornal Zero Hora)
domingo, 2 de março de 2014
Geração Harry Potter
Eu sou fã de várias sagas inclusive do Harry Potter. Nos anos 2.000 através de meus alunos, com idades entre 14 a 17 anos, tomei conhecimento das aventuras do bruxinho adolescente. Quando foi lançado o primeiro filme Harry Potter e A Pedra Filosofal eu ainda não tinha lido nenhum dos livros.
Foi através de uma colega, professora Ana Paula de química, uma fã fanática que me emprestou os seus livros e entrei para sempre na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. A partir do terceiro filme eu já havia me tornado uma das milhares de fãs e com todos os livros e dvds em minha estante.
O psicanalista e escritor Mário Corso escreveu um artigo interessante sobre os livros de Harry Potter e vou transcrever apenas alguns trechos de seu artigo aqui para compartilhar com todos.
"O observador desavisado pode pensar o fenômeno Harry Potter apenas como um investimento bilionário da indústria cultural. Depois da história se provar viável, a mídia investiu forte e fez dela o que é: marco literário da ficção para jovens.
Podemos inclusive falar que existe uma "geração Harry Potter". São jovens que estão hoje ao redor dos seus 20 anos, que nasceram em torno da década de 90 e pegaram a onda quando chegavam à puberdade ou no começo da adolescência.
O universo que J.K.Rowling criou é partilhado por fãs, até então mais velhos, de sagas como Star Trek, O Senhor dos Anéis ou Star Wars.
Quem imagina o mundo encantado de Rowling como refúgio idílico onde encontraremos as bondades do Papai Noel vai se sentir traído: ele é mais assustador e perigoso que o nosso. Não existem concessões, meio termo, nem ilhas de sossego. O que encontramos lá é uma luta política contínua, com traições, mortes e golpes baixos a todo o momento. Os heróis dessa saga sofrem sem tréguas e a mensagem é que só o engajamento e a disputa corajosa podem resolver seus destinos e os daquele reino.
Para a primeira geração, foi uma experiência de independência: seus pais não eram iniciados nos assuntos do bruxinho, já para os filhos desta, talvez ele se torne personagem de uma história familiar.
O que possamos dizer sobre isso é que esses universos mágicos nos apaixonam também porque não somos obrigados a entrar. A porta está aberta e espiamos por suspeitar que ali vamos nos divertir, nos assustar e ter contato com dimensões do humano que só a literatura nos proporciona."
Foi através de uma colega, professora Ana Paula de química, uma fã fanática que me emprestou os seus livros e entrei para sempre na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. A partir do terceiro filme eu já havia me tornado uma das milhares de fãs e com todos os livros e dvds em minha estante.
O psicanalista e escritor Mário Corso escreveu um artigo interessante sobre os livros de Harry Potter e vou transcrever apenas alguns trechos de seu artigo aqui para compartilhar com todos.
"O observador desavisado pode pensar o fenômeno Harry Potter apenas como um investimento bilionário da indústria cultural. Depois da história se provar viável, a mídia investiu forte e fez dela o que é: marco literário da ficção para jovens.
Podemos inclusive falar que existe uma "geração Harry Potter". São jovens que estão hoje ao redor dos seus 20 anos, que nasceram em torno da década de 90 e pegaram a onda quando chegavam à puberdade ou no começo da adolescência.
O universo que J.K.Rowling criou é partilhado por fãs, até então mais velhos, de sagas como Star Trek, O Senhor dos Anéis ou Star Wars.
Quem imagina o mundo encantado de Rowling como refúgio idílico onde encontraremos as bondades do Papai Noel vai se sentir traído: ele é mais assustador e perigoso que o nosso. Não existem concessões, meio termo, nem ilhas de sossego. O que encontramos lá é uma luta política contínua, com traições, mortes e golpes baixos a todo o momento. Os heróis dessa saga sofrem sem tréguas e a mensagem é que só o engajamento e a disputa corajosa podem resolver seus destinos e os daquele reino.
Para a primeira geração, foi uma experiência de independência: seus pais não eram iniciados nos assuntos do bruxinho, já para os filhos desta, talvez ele se torne personagem de uma história familiar.
O que possamos dizer sobre isso é que esses universos mágicos nos apaixonam também porque não somos obrigados a entrar. A porta está aberta e espiamos por suspeitar que ali vamos nos divertir, nos assustar e ter contato com dimensões do humano que só a literatura nos proporciona."
sábado, 1 de março de 2014
Crepúsculo de Outono Manoel Bandeira
Em dezenove dias começa o outono. Mesmo que aqui no Estado de Mato Grosso não exista estações definidas, é possível apreciar as mudanças que o tempo provoca principalmente nas árvores. O vento fresco pela manhã, a garoa fina e as folhas caindo amareladas é um espetáculo maravilhoso. O poema de Manoel Bandeira é simplesmente envolvente.
"O crepúsculo cai, manso como uma benção.
Dir-se-á que o rio chora a prisão de seu leito…
As grandes mãos da sombra evangélicas pensam
As feridas que a vida abriu em cada peito.
O outono amarelece e despoja os lariços.
Um corvo passa e grasna, e deixa esparso no ar
O terror augural de encantos e feitiços.
As flores morrem. Toda a relva entra a murchar.
Os pinheiros porém viçam, e serão breve
Todo o verde que a vista espairecendo vejas,
Mais negros sobre a alvura unânime da neve,
Altos e espirituais como flechas de igrejas.
Um sino plange. A sua voz ritma o murmúrio
Do rio, e isso parece a voz da solidão.
E essa voz enche o vale…o horizonte purpúreo…
Consoladora como um divino perdão.
O sol fundiu a neve. A folhagem vermelha
Reponta. Apenas há, nos barrancos retortos,
Flocos, que a luz do poente extática semelha
A um rebanho infeliz de cordeirinhos mortos.
A sombra casa os sons numa grave harmonia.
E tamanha esperança e uma tão grande paz
Avultam do clarão que cinge a serrania,
Como se houvesse aurora e o mar cantando atrás."
"O crepúsculo cai, manso como uma benção.
Dir-se-á que o rio chora a prisão de seu leito…
As grandes mãos da sombra evangélicas pensam
As feridas que a vida abriu em cada peito.
O outono amarelece e despoja os lariços.
Um corvo passa e grasna, e deixa esparso no ar
O terror augural de encantos e feitiços.
As flores morrem. Toda a relva entra a murchar.
Os pinheiros porém viçam, e serão breve
Todo o verde que a vista espairecendo vejas,
Mais negros sobre a alvura unânime da neve,
Altos e espirituais como flechas de igrejas.
Um sino plange. A sua voz ritma o murmúrio
Do rio, e isso parece a voz da solidão.
E essa voz enche o vale…o horizonte purpúreo…
Consoladora como um divino perdão.
O sol fundiu a neve. A folhagem vermelha
Reponta. Apenas há, nos barrancos retortos,
Flocos, que a luz do poente extática semelha
A um rebanho infeliz de cordeirinhos mortos.
A sombra casa os sons numa grave harmonia.
E tamanha esperança e uma tão grande paz
Avultam do clarão que cinge a serrania,
Como se houvesse aurora e o mar cantando atrás."
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