Eu já postei sobre o amor de Bobby Singer por Sam e Dean Winchester, chegando mesmo a ser considerado um "pai adotivo" para os mesmos depois da morte de John. Também já falei que a morte dele foi tão triste quanto a de John; que todos torcemos para que eles voltem com mais frequência...
Mas, qual o motivo deles terem brigado e ficado sem se comunicarem por tantos anos? Lendo o "Guia de Caça de Bobby Singer", encontramos a resposta...
John Winchester sempre que precisava deixar os meninos em um lugar seguro ia ao encontro de Bobby Singer. John não se sentia à vontade fazendo uso exagerado disso, mas também compreendia que precisava dar aos garotos companhia de alguém de confiança que fosse capaz de substituí-lo por alguns dias.
"Um dia, os Winchesters apareceram na minha porta e Dean tinha uma arma no seu cinto. Ele tinha 12 anos e Sam 9 anos. John deixou-os comigo para ir em uma viagem para caçar em Montana, disse que ia ficar fora uma semana.
Depois de dez dias, comecei a ficar preocupado. Ele já tinha um telefone celular nessa altura, mas não estava atendendo. Secretamente, comecei a ligar para os hospitais e necrotérios em Montana, vendo se seu corpo tinha aparecido em algum lugar.
Depois de duas semanas, comecei a ligar para todos os caçadores que
eu conhecia, para ver se alguém podia ir lá ver se ele estava bem.Tudo o
que eu podia fazer era continuar esperando.
Era verão, então os meninos não estavam na escola. Fiz o meu melhor para mantê-los ocupados, para evitar que eles fizessem perguntas sobre onde John estava e quando ele voltaria. Sam foi o pior, já que era menor e ainda inocente.
Depois de um mês, aceitei o fato de que John estava morto. Eu tinha lágrimas nos meus olhos quando eu disse finalmente: "Meninos, seu pai não vai voltar dessa vez".
Sam ficou tão chocado que não conseguia nem chorar. Dean, ele gritou comigo. Dean e eu nunca brigamos tão sério desde então.Na tentativa de fazer Dean entender, eu disse coisas sobre John que não podia retirar.
Eu disse que John era um idiota, um imbecil por perseguir a coisa que tinha matado sua mãe e que seria melhor se eles tivessem sido colocados em um orfanato depois que Mary morreu ao invés de serem arrastados por John. Todo pensamento ruim que eu já tinha tido sobre ele, eu botei para fora ali mesmo.
Dean saiu em disparada, desapareceu na floresta perto da minha casa. Por dez horas, esperei ele voltar. À meia-noite, ouvi passos nos meus degraus da frente. Quando eu abri a porta, ali estava Dean, segurando a mão de John Winchester.
Ele estava vivo. E quando ele voltou, achou seu filho na beira da estrada, tentando pegar uma carona para Montana para ir atrás dele. Quando John me viu, havia gelo em seus olhos. Ele estava tão puto comigo, pelo que eu disse para Dean e Sam, que podia ter me socado. Ele chamou Sam, que estava dormindo no sofá. Disse que eles estavam indo embora, ficar com alguns amigos de verdade.
Peguei a espingarda com sal grosso na minha prateleira e persegui John para fora da minha propriedade, atingindo a traseira do Impala com sal, enquanto ele derrapava para fora da minha propriedade.
Passei os próximos anos lamentando o que tinha acontecido. Caçar pode ser uma vida solitária e era muito mais solitário sem os Winchesters"
quinta-feira, 7 de julho de 2016
quarta-feira, 6 de julho de 2016
A Brasileira que Salvou Judeus do Holocausto
Pouca gente já ouviu falar de Aracy Carvalho Guimarães Rosa, a mulher que salvou muitos judeus de morrer nos campos de concentração nazistas. Ela era fluente em alemão, francês e inglês, conseguiu emprego no consulado
brasileiro em Hamburgo, onde logo se tornou responsável pelo setor de
vistos.
Chamada de “Anjo de Hamburgo”, Aracy é a única mulher citada no Museu do Holocausto, em Israel, entre os 18 diplomatas que salvaram judeus da morte – o embaixador Luiz de Souza Dantas também mereceu a honraria. Em 1982, ela foi reconhecida como “Justa entre as Nações”, um título dado pelo governo israelense a pessoas que correram riscos para ajudar judeus perseguidos.
Existe um documentário “Esse Viver Ninguém Me Tira”, dirigido por Caco Ciocler, busca reconstituir o período vivido por Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa em Hamburgo, Alemanha, no final da década de 1930 e início de 1940. E por incrível que pareça é pouco conhecido entre os professores e estudantes brasileiros.
"A brasileira Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, segunda esposa do escritor Guimarães Rosa, não podia ficar de fora desta lista. Aracy foi muito além dos deveres como uma funcionária que trabalhava no departamento de vistos na embaixada brasileira em Hamburgo, na Alemanha.
Ela usou sua posição como chefe da Seção de Passaportes – e contrariou ordens – para conceder vistos a judeus entre os anos de 1938 até 1942, quando o Brasil se juntou aos Aliados. O chamado Anjo de Hamburgo não só fornecia vistos, como também ajudava os refugiados financeiramente e com suprimentos para a viagem ao Brasil comprados com o dinheiro de seu próprio bolso. Ela ainda abrigava alguns deles.
Em 1938, entrou em vigor no Brasil a Circular Secreta 1.127, que restringia a entrada de judeus no país. Aracy ignorou a ordem oficial e continuou preparando vistos para judeus, permitindo a entrada deles por aqui. Como despachava documentos com o Cônsul Geral, a paranaense colocava os vistos entre a papelada para ser assinada. Para obter a aprovação dos vistos, Aracy simplesmente deixava de por neles a letra J, que identificava quem era judeu.
Nessa época, Guimarães Rosa era Cônsul Adjunto e eles ainda não eram casados. Ele soube do que ela fazia e apoiou sua atitude, com o que Aracy intensificou aquele trabalho, livrando muitos judeus da prisão e da morte. O “anjo” viveu até os 102 anos de idade, e faleceu apenas em 2011. Certamente podemos dizer que ela mereceu estes anos extras."(hypescience.com)
Chamada de “Anjo de Hamburgo”, Aracy é a única mulher citada no Museu do Holocausto, em Israel, entre os 18 diplomatas que salvaram judeus da morte – o embaixador Luiz de Souza Dantas também mereceu a honraria. Em 1982, ela foi reconhecida como “Justa entre as Nações”, um título dado pelo governo israelense a pessoas que correram riscos para ajudar judeus perseguidos.
Existe um documentário “Esse Viver Ninguém Me Tira”, dirigido por Caco Ciocler, busca reconstituir o período vivido por Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa em Hamburgo, Alemanha, no final da década de 1930 e início de 1940. E por incrível que pareça é pouco conhecido entre os professores e estudantes brasileiros.
"A brasileira Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, segunda esposa do escritor Guimarães Rosa, não podia ficar de fora desta lista. Aracy foi muito além dos deveres como uma funcionária que trabalhava no departamento de vistos na embaixada brasileira em Hamburgo, na Alemanha.
Ela usou sua posição como chefe da Seção de Passaportes – e contrariou ordens – para conceder vistos a judeus entre os anos de 1938 até 1942, quando o Brasil se juntou aos Aliados. O chamado Anjo de Hamburgo não só fornecia vistos, como também ajudava os refugiados financeiramente e com suprimentos para a viagem ao Brasil comprados com o dinheiro de seu próprio bolso. Ela ainda abrigava alguns deles.
Em 1938, entrou em vigor no Brasil a Circular Secreta 1.127, que restringia a entrada de judeus no país. Aracy ignorou a ordem oficial e continuou preparando vistos para judeus, permitindo a entrada deles por aqui. Como despachava documentos com o Cônsul Geral, a paranaense colocava os vistos entre a papelada para ser assinada. Para obter a aprovação dos vistos, Aracy simplesmente deixava de por neles a letra J, que identificava quem era judeu.
Nessa época, Guimarães Rosa era Cônsul Adjunto e eles ainda não eram casados. Ele soube do que ela fazia e apoiou sua atitude, com o que Aracy intensificou aquele trabalho, livrando muitos judeus da prisão e da morte. O “anjo” viveu até os 102 anos de idade, e faleceu apenas em 2011. Certamente podemos dizer que ela mereceu estes anos extras."(hypescience.com)
terça-feira, 5 de julho de 2016
Manhã de Inverno - Machado de Assis
As manhãs de inverno são sempre convidativas, seja para ouvir uma boa música, ler um livro ou saborear um café quentinho enrolada no cobertor...
Manhã de Inverno Coroada de névoas, surge a aurora
Por detrás das montanhas do oriente;
Vê-se um resto de sono e de preguiça,
Nos olhos da fantástica indolente.
Névoas enchem de um lado e de outro os morros
Tristes como sinceras sepulturas,
Essas que têm por simples ornamento
Puras capelas, lágrimas mais puras.
A custo rompe o sol; a custo invade
O espaço todo branco; e a luz brilhante
Fulge através do espesso nevoeiro,
Como através de um véu fulge o diamante.
Vento frio, mas brando, agita as folhas
Das laranjeiras úmidas da chuva;
Erma de flores, curva a planta o colo,
E o chão recebe o pranto da viúva.
Gelo não cobre o dorso das montanhas,
Nem enche as folhas trêmulas a neve;
Galhardo moço, o inverno deste clima
Na verde palma a sua história escreve.
Pouco a pouco, dissipam-se no espaço
As névoas da manhã; já pelos montes
Vão subindo as que encheram todo o vale;
Já se vão descobrindo os horizontes.
Sobe de todo o pano; eis aparece
Da natureza o esplêndido cenário;
Tudo ali preparou co'os sábios olhos
A suprema ciência do empresário.
Canta a orquestra dos pássaros no mato
A sinfonia alpestre, — a voz serena
Acordo os ecos tímidos do vale;
E a divina comédia invade a cena.
Manhã de Inverno Coroada de névoas, surge a aurora
Por detrás das montanhas do oriente;
Vê-se um resto de sono e de preguiça,
Nos olhos da fantástica indolente.
Névoas enchem de um lado e de outro os morros
Tristes como sinceras sepulturas,
Essas que têm por simples ornamento
Puras capelas, lágrimas mais puras.
A custo rompe o sol; a custo invade
O espaço todo branco; e a luz brilhante
Fulge através do espesso nevoeiro,
Como através de um véu fulge o diamante.
Vento frio, mas brando, agita as folhas
Das laranjeiras úmidas da chuva;
Erma de flores, curva a planta o colo,
E o chão recebe o pranto da viúva.
Gelo não cobre o dorso das montanhas,
Nem enche as folhas trêmulas a neve;
Galhardo moço, o inverno deste clima
Na verde palma a sua história escreve.
Pouco a pouco, dissipam-se no espaço
As névoas da manhã; já pelos montes
Vão subindo as que encheram todo o vale;
Já se vão descobrindo os horizontes.
Sobe de todo o pano; eis aparece
Da natureza o esplêndido cenário;
Tudo ali preparou co'os sábios olhos
A suprema ciência do empresário.
Canta a orquestra dos pássaros no mato
A sinfonia alpestre, — a voz serena
Acordo os ecos tímidos do vale;
E a divina comédia invade a cena.
segunda-feira, 4 de julho de 2016
Independence Day - O Filme
Alguns filmes são feitos para serem lembrados a vida toda. "Independence Day" completou ontem 20 anos e ainda me lembro do impacto que ele provocou ao redor do mundo. A cena em que a nave alienígena detona o Capitólio americano é tão surpreendente que as pessoas dentro do cinema aplaudiram com entusiasmo exagerado...
"O lançamento estava marcado para 3 de julho de 1996, mas devido à grande expectativa para o filme, muitos cinemas começaram a exibi-lo já na noite anterior, mesma data em que o enredo começa. A obra teve uma renda bruta de bilheteria, a nível mundial, de mais de $816,969,268 de dólares, a segunda maior da história do cinema até então.
Hoje, ocupa a 38º posição na lista das maiores arrecadações de todos os tempos, superando outros filmes de catástrofes de grande escala e de ficção científica lançados na segunda metade da década de 1990. Independence Day também ganhou o Oscar de melhores efeitos visuais e também foi nomeado para melhor mixagem de som.
O filme foi premiado num total de 15 premiações e mais de 40 categorias, uma delas foi o OSCAR, levando duas estatuetas!
Academy Awards
"O lançamento estava marcado para 3 de julho de 1996, mas devido à grande expectativa para o filme, muitos cinemas começaram a exibi-lo já na noite anterior, mesma data em que o enredo começa. A obra teve uma renda bruta de bilheteria, a nível mundial, de mais de $816,969,268 de dólares, a segunda maior da história do cinema até então.
Hoje, ocupa a 38º posição na lista das maiores arrecadações de todos os tempos, superando outros filmes de catástrofes de grande escala e de ficção científica lançados na segunda metade da década de 1990. Independence Day também ganhou o Oscar de melhores efeitos visuais e também foi nomeado para melhor mixagem de som.
O filme foi premiado num total de 15 premiações e mais de 40 categorias, uma delas foi o OSCAR, levando duas estatuetas!
Academy Awards
-
- Categoria Melhor Efeitos Visuais Especiais (Volker Engel, Clay Pinney, Douglas Smith e Joe Viskocil)
-
- Categoria Melhor Diretor (Roland Emmerich)
- Categoria Melhor Filme de Ficção Científica
- Categoria Melhor Efeitos Visuais Especiais (Volker Engel, Clay Pinney, Douglas Smith e Joe Viskocil)
-
- Categoria Melhor Filme Estrangeiro (Roland Emmerich)
-
- Categoria Prêmio BMI Film Music David Arnold
-
- Categoria Melhor Ator de Ficção Científica (Will Smith)
-
- Categoria Prêmio Box Office
-
- Categoria Prêmio Golden Screen
- Categoria Prêmio Golden Screen com 1 estrela
- Categoria Prêmio Golden Screen com 2 estrelas
-
- Categoria Melhor Composição Instrumental escrita para filme (David Arnold)
-
- Categoria Efeitos Visuais Eletrônicos Andrea D’Amico, Greg Kimble, Lawrence Littleton, Kenneth Littleton, Jennifer German e Michael Peterson
-
- Categoria Melhor Filme
-
- Categoria Melhor Beijo Will Smith e Vivica A. Fox
-
- Categoria Melhor Filme em Lingua Estrangeira Roland Emmerich
-
- Categoria Melhor Filme Dramático
-
- Categoria Melhor Edição David Brenner
- Categoria Melhor Efeitos Visuais Volker Engel e Douglas Smith
-
- Categoria Melhor Ator de Ficção Científica Will Smith
- Categoria Melhor Cinematografia Karl Walter Lindenlaub
- Categoria Melhor Diretor Roland Emmerich
- Categoria Melhor Filme de Ficção Científica
- Categoria Melhor Trilha Sonora para um Filme David Arnold
- Categoria Melhor Atriz Coadjuvante Vivica A. Fox
- Categoria Melhor Efeitos Especiais Volker Engel, Clay Pinney, Douglas Smith e Joe Viskocil
- Categoria Melhor Roteirista Dean Devlin e Roland Emmerich".(tommo.com.br)
domingo, 3 de julho de 2016
A Trilogia Millennium - Os Livros
Lá fora, um sol delicioso de inverno, 19º C, brilha enquanto uma brisa fresca balança as folhas das árvores. Os pássaros executam seu canto mavioso e eu ouço os clássicos na rádio Centro América FM.
Domingo além de ser um dia de descanso, é perfeito para colocar as leituras em dias. E entre uma xícara de chocolate quente e uma mordida de deliciosos biscoitos, vamos indicar a Trilogia Millennium...
Em relação aos filmes eu particularmente prefiro os de 2009, com os mesmos atores nos dois papéis centrais – Michael Nyqvist interpreta Mikael Blomkvist e Noomi Rapace faz Lisbeth Salander. O filme recente é estrelado por Daniel Craig que não sou fã.
"Com mais de 27 milhões de exemplares vendidos no mundo, a trilogia Millennium é uma das mais bem-sucedidas séries policiais dos últimos anos. Quer seja tratando da violência contra as mulheres, quer seja enfocando os crimes cometidos por magnatas ou pelo Estado, a saga cumpre sua principal missão: a de nos envolver numa leitura absorvente e cheia de mistérios.
Os Homens que não Amavam as Mulheres
Primeiro volume de trilogia cult de mistério que se tornou fenômeno mundial de vendas,Os Homens que não Amavam as Mulheres traz uma dupla irresistível de protagonistas-detetives: o jornalista Mikael Blomkvist e a genial e perturbada hacker Lisbeth Salander. Juntos eles desvelam uma trama verdadeiramente escabrosa envolvendo a elite sueca. Vem da Suécia um dos maiores êxitos no gênero de mistério dos últimos anos: a trilogia Millennium – da qual este romance, Os Homens que não Amavam as Mulheres, é o primeiro volume.
A Menina que Brincava com Fogo
Larsson é o grande noir da Suécia […] [Lisbeth Salander] é uma heroína diferente de todas as outras. […] O clímax é um festim sangrento.” – The Times. “Não há inocentes. Apenas diferentes graus de responsabilidade”, raciocina Lisbeth Salander, a protagonista de A menina que brincava com fogo, o segundo volume da trilogia Millennium, de Stieg Larsson. Nada é o que parece ser nas histórias de Larsson. Lisbeth parece uma garota frágil, mas é uma mulher determinada, ardilosa, perita tanto nas artimanhas da ciberpirataria quanto nas táticas do pugilismo, que sabe atacar com precisão quando se vê acuada.
A Rainha do Castelo de Ar
Neste terceiro e último volume da série, Lisbeth Salander se recupera, num hospital, de ferimentos que quase lhe tiraram a vida, enquanto Mikael Blomkvist procura conduzir uma investigação paralela que prove a inocência de sua amiga, acusada de vários crimes. Mas a jovem não fica parada, e muito mais do que uma chance para defender-se, ela quer uma oportunidade para dar o troco."(lelivros.black)
Domingo além de ser um dia de descanso, é perfeito para colocar as leituras em dias. E entre uma xícara de chocolate quente e uma mordida de deliciosos biscoitos, vamos indicar a Trilogia Millennium...
Em relação aos filmes eu particularmente prefiro os de 2009, com os mesmos atores nos dois papéis centrais – Michael Nyqvist interpreta Mikael Blomkvist e Noomi Rapace faz Lisbeth Salander. O filme recente é estrelado por Daniel Craig que não sou fã.
"Com mais de 27 milhões de exemplares vendidos no mundo, a trilogia Millennium é uma das mais bem-sucedidas séries policiais dos últimos anos. Quer seja tratando da violência contra as mulheres, quer seja enfocando os crimes cometidos por magnatas ou pelo Estado, a saga cumpre sua principal missão: a de nos envolver numa leitura absorvente e cheia de mistérios.
Os Homens que não Amavam as Mulheres
Primeiro volume de trilogia cult de mistério que se tornou fenômeno mundial de vendas,Os Homens que não Amavam as Mulheres traz uma dupla irresistível de protagonistas-detetives: o jornalista Mikael Blomkvist e a genial e perturbada hacker Lisbeth Salander. Juntos eles desvelam uma trama verdadeiramente escabrosa envolvendo a elite sueca. Vem da Suécia um dos maiores êxitos no gênero de mistério dos últimos anos: a trilogia Millennium – da qual este romance, Os Homens que não Amavam as Mulheres, é o primeiro volume.
A Menina que Brincava com Fogo
Larsson é o grande noir da Suécia […] [Lisbeth Salander] é uma heroína diferente de todas as outras. […] O clímax é um festim sangrento.” – The Times. “Não há inocentes. Apenas diferentes graus de responsabilidade”, raciocina Lisbeth Salander, a protagonista de A menina que brincava com fogo, o segundo volume da trilogia Millennium, de Stieg Larsson. Nada é o que parece ser nas histórias de Larsson. Lisbeth parece uma garota frágil, mas é uma mulher determinada, ardilosa, perita tanto nas artimanhas da ciberpirataria quanto nas táticas do pugilismo, que sabe atacar com precisão quando se vê acuada.
A Rainha do Castelo de Ar
Neste terceiro e último volume da série, Lisbeth Salander se recupera, num hospital, de ferimentos que quase lhe tiraram a vida, enquanto Mikael Blomkvist procura conduzir uma investigação paralela que prove a inocência de sua amiga, acusada de vários crimes. Mas a jovem não fica parada, e muito mais do que uma chance para defender-se, ela quer uma oportunidade para dar o troco."(lelivros.black)
sábado, 2 de julho de 2016
A Múmia da Senhora de Cao/Peru
Eu adoro a Arqueologia tanto quanto a História e fico indignada com a proposta da Base Curricular Comum que tirou dos 1º anos do Ensino Médio a História Antiga. Como ignorar as descobertas arqueológicas que acontecem quase que diariamente?
O Mundo Ocidental é herdeiro das Civilizações Antigas e como não explicar para os alunos a riqueza cultural desses povos? Ah! eles podem buscar na internet, sim podem, mas não fazem, então, nós como professores devemos desenvolver neles o gosto pelas pesquisas pelos conhecimentos a respeito de outros povos.
"Por Reynaldo Muñoz LIMA, 17 mai (AFP) - A descoberta da múmia da Senhora de Cao, que viveu há mais de 1.500 anos na costa norte do Peru, representa um marco arqueológico para o país. Pela primeira vez, foi encontrada uma mulher que era governante e semideusa, combinando poder e magia, afirmou seu descobridor.
"Esse é um fato sensacional, não houve descoberta semelhante na América Latina. Nós, cientistas, achávamos que o poder era mantido por homens ou chefes militares, mas agora isso muda a história, porque se trata de uma mulher", comentou o arqueólogo Regulo Franco.
A múmia da Senhora de Cao foi encontrada quase intacta em 2005, por pesquisadores peruanos e americanos, no sítio arqueológico de El Brujo, mas a notícia só foi divulgada ontem, em Washington. Segundo os pesquisadores, ela pertence à cultura moche, que floresceu no norte do Peru entre os séculos III e VIII. Estima-se que essa região constitua uma grande reserva arqueológica, onde existiriam 200 construções da cultura moche, com numerosas pirâmides enterradas.
Até agora, pensava-se que na cultura moche a mulher desempenhasse um papel secundário em relação aos governantes, como aparecia na iconografia sobre as cerimônias importantes. "Mas a múmia mostra que nessa cultura havia uma abertura para a mulher, o que muda radicalmente a visão sobre os antigos peruanos, pois nunca antes haviam sido encontrados restos de uma mulher com emblemas de governante", assinalou Franco.
Calcula-se que a Senhora de Cao tivesse entre 25 e 30 anos no momento de sua morte. Ela mantinha o poder no vale de Chicama, perto da cidade de Trujillo. O elevado grau de conservação de seus restos permite observar tatuagens em seus braços, tornozelos e pés, em que predominam imagens de serpentes e aranhas, que Franco atribui a seus conhecimentos na arte da magia.

Entre os objetos enterrados com a múmia, os estudiosos se surpreenderam ao encontrar duas clavas e 23 disparadores de lanças. Até agora, esses símbolos bélicos tinham sido achados exclusivamente em tumbas de homens da cultura moche.
"A questão é saber por que na sepultura de uma mulher havia armas", comentou ontem o antropólogo John Verano, da Universidade americana de Tulane, durante a apresentação da descoberta.
"Ela não era uma mulher qualquer, e sim tinha um status muito importante e era tratada como uma semideusa, com qualidades particulares e que combinava magia e poder", explicou Franco. Seu status de governante é deduzido por ela ter sido sepultada em um mausoléu decorado com elementos do mundo mágico-religioso dos moches.
O alto grau de conservação da múmia se deve ao fato de os antigos peruanos usarem sulfato de mercúrio, que evita a decomposição e permitiu que as tatuagens resistissem à passagem do tempo. "Nunca antes havia sido encontrada uma múmia tatuada", assinalou Franco.
A descoberta aconteceu após 16 anos de trabalhos de escavação na área. De acordo com o especialista, as pesquisas científicas continuarão por mais alguns anos. "Ainda há muito a ser descoberto", frisou ele."(noticias.uol.com.br)
O Mundo Ocidental é herdeiro das Civilizações Antigas e como não explicar para os alunos a riqueza cultural desses povos? Ah! eles podem buscar na internet, sim podem, mas não fazem, então, nós como professores devemos desenvolver neles o gosto pelas pesquisas pelos conhecimentos a respeito de outros povos.
"Por Reynaldo Muñoz LIMA, 17 mai (AFP) - A descoberta da múmia da Senhora de Cao, que viveu há mais de 1.500 anos na costa norte do Peru, representa um marco arqueológico para o país. Pela primeira vez, foi encontrada uma mulher que era governante e semideusa, combinando poder e magia, afirmou seu descobridor.
"Esse é um fato sensacional, não houve descoberta semelhante na América Latina. Nós, cientistas, achávamos que o poder era mantido por homens ou chefes militares, mas agora isso muda a história, porque se trata de uma mulher", comentou o arqueólogo Regulo Franco.
A múmia da Senhora de Cao foi encontrada quase intacta em 2005, por pesquisadores peruanos e americanos, no sítio arqueológico de El Brujo, mas a notícia só foi divulgada ontem, em Washington. Segundo os pesquisadores, ela pertence à cultura moche, que floresceu no norte do Peru entre os séculos III e VIII. Estima-se que essa região constitua uma grande reserva arqueológica, onde existiriam 200 construções da cultura moche, com numerosas pirâmides enterradas.
Até agora, pensava-se que na cultura moche a mulher desempenhasse um papel secundário em relação aos governantes, como aparecia na iconografia sobre as cerimônias importantes. "Mas a múmia mostra que nessa cultura havia uma abertura para a mulher, o que muda radicalmente a visão sobre os antigos peruanos, pois nunca antes haviam sido encontrados restos de uma mulher com emblemas de governante", assinalou Franco.
Calcula-se que a Senhora de Cao tivesse entre 25 e 30 anos no momento de sua morte. Ela mantinha o poder no vale de Chicama, perto da cidade de Trujillo. O elevado grau de conservação de seus restos permite observar tatuagens em seus braços, tornozelos e pés, em que predominam imagens de serpentes e aranhas, que Franco atribui a seus conhecimentos na arte da magia.

Entre os objetos enterrados com a múmia, os estudiosos se surpreenderam ao encontrar duas clavas e 23 disparadores de lanças. Até agora, esses símbolos bélicos tinham sido achados exclusivamente em tumbas de homens da cultura moche.
"A questão é saber por que na sepultura de uma mulher havia armas", comentou ontem o antropólogo John Verano, da Universidade americana de Tulane, durante a apresentação da descoberta.
"Ela não era uma mulher qualquer, e sim tinha um status muito importante e era tratada como uma semideusa, com qualidades particulares e que combinava magia e poder", explicou Franco. Seu status de governante é deduzido por ela ter sido sepultada em um mausoléu decorado com elementos do mundo mágico-religioso dos moches.
O alto grau de conservação da múmia se deve ao fato de os antigos peruanos usarem sulfato de mercúrio, que evita a decomposição e permitiu que as tatuagens resistissem à passagem do tempo. "Nunca antes havia sido encontrada uma múmia tatuada", assinalou Franco.
A descoberta aconteceu após 16 anos de trabalhos de escavação na área. De acordo com o especialista, as pesquisas científicas continuarão por mais alguns anos. "Ainda há muito a ser descoberto", frisou ele."(noticias.uol.com.br)
sexta-feira, 1 de julho de 2016
Descoberta Joias em Caneca no Museu de Auschwitz-Birkenau
Esta notícia é do mês de maio/2016, mas achei surpreendente e resolvi postá-la...
"A descoberta foi feita durante o restauro de caneca exposta no museu de Auschwitz-Birkenau, na Polônia. Um fundo falso escondeu, desde a II Guerra Mundial, há mais de 70 anos, um anel e um colar. Foram as joias que um judeu escondeu ao ser enviado para o infame campo da morte nazi.
A caneca com o colar e o anel de ouro fazia parte de um largo espólio de utensílios de esmalte (mais de 12 mil) que estão a ser restaurados.
“As joias estavam muito bem escondidas, mas, com o passar do tempo, a caneca foi-se desgastando e o fundo falso separou-se”, explicou Hanna Kubik, a funcionária responsável pela descoberta do tesouro.
Piotr Cywinski, o diretor do museu, realçou que o infame campo de Auschwitz-Birkenau, onde terão morrido cerca de milhão e meio de pessoas, continua a revelar segredos mais de sete décadas após a libertação dos prisioneiros.
“As joias escondidas provam que, por um lado, as vítimas sabiam que a deportação significava que iam ser roubadas e, por outro, que as famílias judaicas tinham um raio de esperança de que mais tarde viriam a reclamar os seus pertences”.
O diretor do museu acrescentou que os nazis ‘permitiam’ que os presos levassem alguns conteúdos quando eram deportados para os poderem confiscar, pelo que afirmavam tratar-se apenas de uma relocalização.
“Acreditando numa vida noutro lugar, as vítimas podiam levar uma pequena bagagem para os campos. Desta forma, os alemães acreditavam que, na mala, além de roupas e itens pessoais, os judeus levassem joias e objetos de valor”, complementou.
O colar e o anel de ouro, que terão sido manufaturados na Polônia entre 1921 e 1931, serão classificados como patrimônio do museu (e guardados em segurança), dado que “não há pistas nos objetos que ajudem a identificar de quem são”.(ptjornal.com)
"A descoberta foi feita durante o restauro de caneca exposta no museu de Auschwitz-Birkenau, na Polônia. Um fundo falso escondeu, desde a II Guerra Mundial, há mais de 70 anos, um anel e um colar. Foram as joias que um judeu escondeu ao ser enviado para o infame campo da morte nazi.
A caneca com o colar e o anel de ouro fazia parte de um largo espólio de utensílios de esmalte (mais de 12 mil) que estão a ser restaurados.
“As joias estavam muito bem escondidas, mas, com o passar do tempo, a caneca foi-se desgastando e o fundo falso separou-se”, explicou Hanna Kubik, a funcionária responsável pela descoberta do tesouro.
Piotr Cywinski, o diretor do museu, realçou que o infame campo de Auschwitz-Birkenau, onde terão morrido cerca de milhão e meio de pessoas, continua a revelar segredos mais de sete décadas após a libertação dos prisioneiros.
“As joias escondidas provam que, por um lado, as vítimas sabiam que a deportação significava que iam ser roubadas e, por outro, que as famílias judaicas tinham um raio de esperança de que mais tarde viriam a reclamar os seus pertences”.
O diretor do museu acrescentou que os nazis ‘permitiam’ que os presos levassem alguns conteúdos quando eram deportados para os poderem confiscar, pelo que afirmavam tratar-se apenas de uma relocalização.
“Acreditando numa vida noutro lugar, as vítimas podiam levar uma pequena bagagem para os campos. Desta forma, os alemães acreditavam que, na mala, além de roupas e itens pessoais, os judeus levassem joias e objetos de valor”, complementou.
O colar e o anel de ouro, que terão sido manufaturados na Polônia entre 1921 e 1931, serão classificados como patrimônio do museu (e guardados em segurança), dado que “não há pistas nos objetos que ajudem a identificar de quem são”.(ptjornal.com)
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