Domingão, com uma forte garoa, olhando de longe parece que estamos em pleno outono, e brisa sacudindo as folhas das árvores. Uma manhã deliciosa e perfeita para colocar as leituras e séries em dias.
E por falar em série, na Netflix estreou Locke e Key, eu comecei a assistir e descobri que é baseada numa HQ do mesmo nome, publicada em 2008. E todos já devem saber que gibis/HQs são minha paixão desde criança né?
O autor das HQs Joe Hill(sim, filho de Stephen King e autor de livros como A Estrada da Noite, Fantasmas do Séc. XX, Tempo Estranho, O Pacto, entre outros) nos mostra uma história inteligente e extremamente
original, mesmo usando muitos elementos de H.P. Lovecraft na trama.
O
horror e a violência em Locke & Key – Bem-vindo a Lovecraft parecem
reais e não são para os fracos de coração. O estilo artístico de
Gabriel Rodriguez é muito animado, consistindo de linhas claras e
nítidas. E na maior parte das cenas, ficamos analisando os detalhes,
pois cada arte nos faz refletir todo o plano de fundo que não são
contados.
"Locke & Key – Bem Vindo a Lovecraft é o primeiro Volume, dividido em 6 partes, e conta uma estória sobre a família Locke e suas chaves, segredos, e com direito a referências ao H.P Lovecraft e ao seu mundo criado. Algo que foi deixado de lado propositalmente na série.
A Família Locke é uma família muito rica, dona de uma ilha chamada Lovecraft em Massachusetts (A Massachusetts de Lovecraft, não a real). A Família Locke é formada por Nina (mãe), Rendell (pai), Bode (filho caçula), Tyler e Kinsey (Irmãos mais velhos).
O enredo de Locke & Key – Bem vindo à Lovevcraft gira em torno da família Locke. Logo após o assassinato brutal do pai, os três irmãos e sua mãe se mudam para sua casa ancestral em Lovecraft, Massachusetts. A mansão é chamada de Keyhouse e possui chaves e portas mágicas, dando aos portadores das chaves poderes mágicos. Por exemplo, uma das chaves dá o poder de morrer temporariamente e se transformar em um fantasma. Outra chave muda seu sexo. A família Locke logo descobrirá que um demônio enganador, que foi mantido em cativeiro em um poço na Keyhouse, também está de olho nas chaves e está disposto a derramar sangue para obtê-las.
Além disso temos o Algoz da Família Locke: Ram Lesser, que assassinou Rendell e fugiu do centro de detenção juvenil para voltar a atormentar os Lockes e, para chegar até eles, mostra o quão cruel ele pode ser."
Sábado chuvoso, perfeito para relaxar maratonando uma série interessante ou lendo um bom livro. Mas, diante da notícia de que o governo de Rondônia mandou recolher clássicos da literatura brasileira, eu resolvi postar aqui a minha indignação.
Nossos alunos já não apreciam a leitura de uma HQ, de um livro de duzentas páginas ou o próprio livro didático, imagina se todos os clássicos da literatura brasileira e estrangeira forem recolhidos das poucas bibliotecas?
De acordo com o memorando do governo de Rondônia, os livros "deveriam ser recolhidos das escolas do Estado por conterem “conteúdos inadequados” a crianças e adolescentes." Isso era comum na Alemanha nazista ou no Brasil de Getúlio Vargas, ou seja, em governo totalitários ou ditatoriais.
Em pleno séc. XXI, o Brasil vive uma nova Idade das Trevas, onde a censura e a ignorância podem levar a população inculta, a queimar livros em nome de governantes conservadores e fascistas.!
Manter os estudantes incultos é interessante para os governos, uma vez que críticos podem manifestar sua indignação sobre os problemas como miséria, fome, escolas desestruturadas, corrupção... Aliás, o presidente já disse que os livros " possuem muitas coisas escritas, o que tornava necessário a suavização disso." Então, seus aliados pensarem da mesma forma é normal ou não?!
"O governo de Rondônia, extremo norte do país, determinou o recolhimento de 42 obras literárias por considerar de “conteúdo inadequado’ para as escolas da rede pública do estado. Alguns livros da lista de censura são clássicos da literatura brasileira de nomes como Machado de Assis, Euclides da Cunha, Mário de Andrade, Nelson Rodrigues, Ferreira Gullar, Rubem Fonseca, entre outros.
O governador do estado é o coronel Marcos Rocha (PSL), que reza pela cartilha ideológica de Olavo de Carvalho, o guru do presidente Bolsonaro. Do “index” bolsonarista não escapou nem os geniais Edgar Allan Poe e Franz Kafka (sim, aquele mesmo que o analfabeto funcional que ainda ocupa o MEC trocou por kafta).
Em pleno século XXI ainda temos que lidar com manifestações tão absurdas de obscurantismo e atraso. Apenas a eterna vigilância da sociedade pode assegurar o primado da liberdade contra os impulsos neofascistas do governo de extrema-direita e de seus aliados nos diversos escalões da República.
A lista de livros tem títulos como “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de
Machado de Assis; “A vida como ela é” e “Beijo no asfalto”, de Nelson
Rodrigues; “Contos de terror, de mistério e de morte”, de Edgar Allan
Poe; “O castelo”, de Franz Kafka; “Macunaíma”, de Mario de Andrade, “Os
Sertões”, de Euclides da Cunha, além de livros de Carlos Heitor Cony.
O memorando trazia ainda uma observação: “Todos os livros do Rubem Alves devem ser recolhidos”. O escritor mineiro, morto em 2014, escrevia sobre educação e questionava o formato tradicional da escola no Brasil."
Sextouuuuuu, as férias se aproximam e depois de muita luta é hora de relaxar...
Meus alunos nunca param de me deixar indignada: muitos não gostam de desenhos animado e animes japonês. Eu sempre pergunto: vocês não tiveram infância? É inadmissível que uma criança ou mesmo um adulto não goste de animação. Sou apaixonada desde adolescente e costumo passar horas assistindo dos clássicos aos atuais.
Os alunos de 2019 me deixaram preocupada: não assistem animes/desenhos, séries, filmes, não gostam de livros físicos nem digitais, não conhecem museu, muitos desconhecem bandas de rock clássico... Tomara que os de 2020 sejam diferentes, caso contrário ficarei mais indignada ainda, uma vez que na Era da Informação a falta de Cultura só aumenta.!
Então, para quem não conhece ou não gosta irei indicar apenas dois por enquanto...
"Talvez quase todos já tenham passado por este cenário: você está sentado em uma roda de amigos, conversando a respeito de filmes e séries quando, de repente, o assunto entra na temática de animes.
Tornando-se um referencial cada vez mais forte dentro da cultura popular, as animações japonesas começaram a se popularizar no cotidiano de muitos jovens brasileiros desde que a extinta TV Manchete trouxe, na década de 90, diversas produções asiáticas. Cavaleiros do Zodíaco, Yu Yu Hakusho, Sailor Moon, Shurato, Super Campeões... a lista não é pequena.
No entanto, há quem nunca tenha se entusiasmado muito pela ideia de passar a tarde assistindo animes e acabou deixando a ideia para lá.
Por mais que o imaginário ocidental, ao longo do tempo, tenha criado um estereótipo ao redor das animações japonesas e sua estética "exagerada", muitas produções fogem completamente do estilismo que vem à mente de tantas pessoas quando falamos sobre animes. Se você quer iniciar uma trajetória neste peculiar universo oriental, ou até mesmo está a procura da apreciação de algumas obras diferentes, mas sem cair no medo de achar algo infantilizado, veio ao lugar certo. Vamos lá?
1. DEATH NOTE
Sinopse: Quando acaba encontrando um misterioso caderno que o permite matar qualquer pessoa apenas escrevendo seu respectivo nome em alguma das folhas, o estudante Light Yagami passa a fazer justiça com as próprias mãos. No entanto, rapidamente ele é tomado pelo poder e percebe que a origem do caderno é muito mais complexa do que se imagina.
Razões para assistir: Provavelmente, Death Note é a primeira opção quando se fala em animes que se popularizaram dentro do gosto daqueles que não estão acostumados a assistir este tipo de produção. Boa parte disso vem, justamente, por sua estética que foge um pouco do padrão oriental e sua narrativa investigativa com toques pontuais de sobrenaturalidade. Além do mais, a série possui pouquíssimos episódios: em apenas 37 capítulos a história inicia e se encerra perfeitamente.
2. COWBOY BEBOP
Sinopse: Ambientado quase 100 anos no futuro, o anime parte do ponto em que a humanidade já migrou da Terra para outras colônias especiais devido a problemas que tornavam nosso planeta inabitável. Nesta realidade (não tão paralela), a população aumentou consideravelmente e a polícia já não dá conta de resolver os problemas, criando a necessidade de recrutar caçadores espaciais chamados de cowboys. Dentre estes, o grupo formado por Spike, Jet, Valentine, Ed e Ein se destaca dentre suas missões e detalhes de suas vidas pessoais.
Razões para assistir: Com apenas 26 episódios, Cowboy Bebop consegue dissecar seus personagens e entregar uma narrativa objetiva e concisa, abrindo espaço ainda para diversas interpretações sobre como o mundo chegou no estado atual em que se encontra. Além de já ter tido uma versão cinematográfica em 2001, há um live-action confirmado para o futuro. O anime é hoje considerado uma das influências mais importantes para a concepção das animações japonesas como conhecemos hoje."
A maldição existe há mais de 2.500 anos e algumas tábuas de chumbo comprovam isso.
"Trinta tábuas de chumbo de pelo menos 2.500 anos foram encontradas em um poço de água no antigo cemitério de Cerâmico, em Atenas, na Grécia. Como relatam os profissionais do Instituto Arqueológico Alemão, responsáveis pela descoberta, as inscrições nos artefatos mostram que elas são exemplares de placas "enfeitiçadas" ou "amaldiçoadas".
Segundo os especialistas, essas maldições eram textos ritualísticos destinados a causar danos a outras pessoas. Havia quatro principais razões para amaldiçoar alguém: vencer um processo jurídico, ter sucesso nos negócios, vencer competições esportivas e assuntos que envolvem amor e ódio. "A pessoa que encomendava uma maldição nunca era mencionada pelo nome, apenas o destinatário", disse Jutta Stroszeck, uma das pesquisadoras, ao Haaretz.
As pequenas tábuas eram gravadas com maldições antigas e "invocavam os deuses do submundo", por isso acreditava-se que a melhor forma de enviar a mensagem às entidades era colocar os objetos sobre as tumbas. Mesmo que fossem praticadas, na época, as chamadas "artes obscuras" eram reprovadas em Atenas e proibidas por lei.
Para não deixarem de "amaldiçoar" seus rivais, os gregos começaram a lançar os artefatos em poços de água de cemitérios, dedicando as tábuas à sua ninfa da água. Segundo Stroszeck, a água, principalmente potável era considerada sagrada — e lançar uma placa de chumbo tornando-a turbulenta era uma forma de irritar a entidade.
"Na religião grega, a água era protegida por ninfas, que podiam se tornar muito maliciosas quando a água era maltratada", explicou a especialista. Portanto, além de lançar a tábua identificada pelo nome do inimigo, o que "ativaria" a fúria da ninfa, a pessoa também jogava oferendas no poço.
Portanto, não foram apenas as placas amaldiçoadas que os arqueólogos encontaram em Cerâmico. Segundo os pesquisadores, outros itens foram descobertos, como copos, recipientes para vinho, luminárias de barro, panelas, moedas orgânicas, caroços de frutas e até artefatos de madeira destinados ao uso pessoal dos atenienses da época.
De longe, a descoberta mais interessante para os arqueólogos foram as tábuas "amaldiçoadas". Segundo os cientistas, os gregos antigos costumavam contratar escritores profissionais de maldições, pois acreditava-se que eles tinham poderes sobrenaturais, algo útil na criação de feitiços.
Outro fato interessante destacado por Stroszeck, em entrevista à Haaretz, é a origem dessa tradição. De acordo com ela, estima-se que o hábito tenha surgido no século 5 a.C., durante o julgamento de um cidadão da época. Enquanto uma das partes defendia sua causa, sua mandíbula se quebrou repentinamente e, para as testemunhas, parecia que ele havia sido amaldiçoado. "(revistagalileu)

O vírus que está deixando o Mundo apavorado se chama Cornonavírus e até momento, o surto de Coronavírus já matou 425 pessoas e infectou mais de 20 mil em 25 países — uma pessoa morreu nas Filipinas e outra em Hong Kong.
O Coronavírus já existe desde meados de 1960. Ele, na verdade, faz parte de uma grande família de vírus que podem causar desde resfriados – que podem passar despercebidos pelo corpo – até mesmo síndromes respiratórias mais graves que precisam de um acompanhamento médico mais intenso.
O que está alarmando atualmente toda a comunidade mundial é uma nova variação desse vírus, denominado cientificamente e chamado de 2019-nCoV. Essa diferenciação torna essa patologia perigosa para humanos, causando surtos como o que estamos presenciando atualmente.
É importante salientar que uma pessoa contaminada pelo coronavírus pode apresentar sintomas variados, desde infecções em vias aéreas superiores bem parecidas com um resfriado comum ou até casos de pneumonia ou insuficiências respiratórias agudas. Por se tratar de uma doença nova, quaisquer indícios de dificuldades respiratórias merecem atenção especial.
Os filmes de ficção sobre vírus existem aos montes, entretanto, um me deixa arrepiada e seu nome Contágio dá uma dimensão do que pode acontecer no Mundo globalizado do séc. XXI. Recomendo para quem não viu e mesmo sendo de 2011 é bastante atual e apavorante!.
" O crescente surto de Coronavírus, que pode se espalhar pelo mundo, vem fazendo que o filme Contágio, lançado em 2011, volte a ser um dos mais procurados no iTunes nos EUA. Isso porque, como o próprio nome diz, o longa retrata como um vírus misterioso contamina uma cidadã norte-americana na China e, logo depois, passa a infectar não apenas os cidadãos chineses, mas também milhões de pessoas mundo afora, matando-as em 24 horas e transformando-se em uma epidemia global.
O filme começa com Beth Emhoff (Gwyneth Paltrow) em uma viagem de negócios em Hong Kong. Já no aeroporto, preparando-se para voltar a Mineápolis, ela conversa com o amante por telefone, já apresentando alguns sintomas estranhos. Ao chegar nos EUA, ela encontra o marido Mitch (Matt Damon) e o filho Clark (Griffin Kane). Seu estado de saúde piora e, horas depois, ela e o filho estão mortos. Ao mesmo tempo, diversos cidadãos chineses e japoneses que tiveram contato (ou não) com Beth também morrem em poucas horas. Em território norte-americano, a mesma coisa acontece. O vírus desconhecido começa a ganhar o mundo e, rapidamente, se transforma em uma pandemia, uma espécie de "Peste Negra 2.0".
Contágio é um filme de terror de primeira linha porque mostra que o pior horror não são monstros, acontecimentos sobrenaturais, demônios ou serial killers que nunca morrem. Na verdade, nosso pior pesadelo é a própria humanidade. No caos em que o mundo se transforma, casas, mercados, farmácias e hospitais são saqueados, roubos e assassinatos ganham escala assustadora, sequestros viram rotina e as ruas se transformam em uma espécie de Mad Max contemporâneo.
E o ponto alto do filme é mostrar que o terror está nos detalhes: nas ruas, lojas e aeroportos das grandes metrópoles vazias ou cheias de lixos e cadáveres, vítimas do vírus. No close fechado em maçanetas, copos, suportes de ônibus e tosses que podem trazer a doença... ou não. Nos atos violentos de pessoas desesperadas em manterem-se vivas.
Enfim, o medo maior está naquilo que presenciamos diariamente e que pode se multiplicar por mil quando milhões de pessoas resolvem entrar em pânico ao mesmo tempo."
Domingão com tempo esquisito, parece que vai chover, mas uma brisa balança a copa das árvores e traz o odor exótico da dama da noite. Eu já li o jornal físico e encontrei no digital sobre como a estudante Ana Luísa de Teresina conseguiu 980 pontos na Redação graças aos 90(noventa) livros que leu em 2019.
Eu gostaria de dar um abraço nessa leitora voraz... Ler 90 livros não é para qualquer um no Brasil de estudantes que só querem assistir vídeos sem nexo, de piadas e de celebridades com poucos neurônios.! Na Era da Informação o número de estudantes incultos só aumenta...
E por incrível que pareça revisei uma pesquisa diagnóstica que efetuei em fev/2019 na semana passada e a maioria dos alunos disseram que não haviam lido nenhum livro. E o livro didático só responderam as páginas solicitadas e sequer ousaram folhear o restante!
Eles também continuam não gostando de séries, filmes, animes, hqs, música de qualidade e não conhecem museus; nem os daqui e nem os de fora do Estado. Como é que vão fazer uma redação de trinta linhas no Enem se não conseguem ler nem um parágrafo de um livro?
"A estudante Ana Luísa Monteiro, 17 anos da escola pública, Centro de Educação de Tempo Integral (CETI) Didácio Silva, no bairro Dirceu Arcoverde, Zona Sudeste de Teresina, conseguiu 980 pontos na redação do Enem após fazer a leitura de 90 livros no ano 2019. Segundo a estudante suas primeiras leituras tiveram início aos sete anos através do incentivo da mãe que inseriu a leitura na vida da jovem por meio dos gibis da Turma da Mônica.
“Eu gosto muito de ler, sempre gostei muito. Se tenho um tempo estou lendo. Quando estava em casa fazia as atividades e revisões da escola em seguida iniciava as leituras que seguiam até à noite, consigo ler muito rápido e absorvo bem as histórias” disse.
Ana Luísa tem afinidade com distopias e um carinho especial por obras da escritora Sarah J. Maas. Segundo a jovem, a autora faz uma crítica social bastante construtiva sobre problemas de relacionamentos.
“De todos os livros que li ao longo do ano passado o que mais gostei foi um a história de fantasia a Corte de Espinhos e Rosas e o Trono de Vidro da escritora Sarah J. Maas. Em a Corte de Espinhos e Rosas a autora consegue abordar em como a personagem principal, Feyre, sofre um relacionamento abusivo e tóxico em que ela não se dá conta no quanto isso é prejudicial, já em Trono de Vidro, uma distopia, ela consegue abordar um cenário completamente remoto em que a população é liderada por um déspota e mostra como as personagens femininas podem mudar o mundo”, contou.
A jovem falou que leu também clássicos da literatura como: O Cortiço de Aluísio Azevedo, O Quinze de Rachel de Queiroz, Vida Seca obra de Graciliano Ramos, O Ateneu de Raul Pompeia e que essas obras ajudaram no repertório literário para a obtenção dos 980 pontos na prova de redação do Enem.
Ana Luisa, ainda tem dúvida de que curso escolher, contou que se identifica com áreas da licenciatura. “Gosto muito da área de licenciatura, e confesso que tenho bastante dúvida sobre qual curso escolher, tenho afinidade com história e letras português, mas também gosto muito de psicologia”, explicou.
A jovem estudava em tempo integral das 7h às 17h de segunda a sexta e aos sábados fazia cursos. “Passava o dia todo na escola, tentava ao máximo otimizar meu tempo, fazendo as atividades que tinham que ser feitas na escola, para não ter que levar para casa e quando chegava em casa revisava as disciplinas que eu mais tinha dificuldades”
Ana Luísa contou que ao termino de cada livro costumava fazer resenhas e assim ter controle da quantidade de livros. A maioria dos livros foram lidos pelo celular, outros foram emprestados de amigos e biblioteca da escola.
“A leitura pra mim sempre foi algo muito importante, umas das minhas maiores paixões são os livros, é como se eu sempre pudesse viajar o mundo todo sem ter que sair de casa”, ressaltou."
Num Brasil miscigenado não deveria haver racismo, entretanto, em pleno séc. XXI isso acontece diariamente. E muitas pessoas acham normal uma mulher negra ser humilhada, tratada como objeto exatamente igual aos anos em que a escravidão vigorou no país. Mas, para satisfação de muitos, Lélia Gonzalez quebrou essa regra e hoje está sendo homenageada pelo google. Desconhecida entre muitos brasileiros, mas reverenciada nos meios acadêmicos por sua luta em prol da visibilidade das negros e negros do Brasil.
"Lélia Gonzalez
foi uma ativista e intelectual negra; denunciou o racismo e o sexismo
como formas de violência que subalternizam as mulheres negras.
Nascida em Belo Horizonte, no dia 1° de fevereiro de 1935, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde graduou-se em História e Geografia, fez mestrado em Comunicação e doutorado em Antropologia Política. Atuou como professora em escolas de nível médio, faculdades e universidades.
Iniciou o primeiro curso de Cultura Negra na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV). Para Lélia Gonzalez, o conceito de cultura deveria ser pensado em pluralidade e servir como elemento de conscientização política. Neste sentido, por meio do curso de Cultura Negra, propunha uma análise da contribuição africana na formação histórica e cultural brasileira, tendo incorporado ao currículo aulas práticas de dança afro-brasileira, capoeira e o conhecimento das religiões de matriz africana.
Foi uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado contra Discriminação e o Racismo (MNUCDR), em 1978, atualmente Movimento Negro Unificado (MNU), principal organização na luta do povo negro no Brasil e, integrou a Assessoria Política do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras.
Lélia também ajudou a fundar o Grupo Nzinga, um coletivo de mulheres negras e integrou o conselho consultivo da Diretoria do Departamento Feminino do Granes Quilombo.
Uma das primeiras obras publicadas pela ativista foi o artigo “Mulher negra: um retrato” e, na década de 80, publicou seu primeiro livro “Lugar de negro” em parceria com o sociólogo Carlos Hasenbalg. A obra trouxe um panorama histórico do modelo econômico de 1964, a inserção da população negra neste cenário e o resgate histórico dos movimentos sociais negros. Publicou em 1987 o livro “Festas Populares no Brasil”, onde registra as festas populares espalhadas pelo Brasil, traduzindo a diversidade das manifestações culturais de cunho religioso ou não. Além da festividade a obra mostra os laços indissociáveis entre Brasil e África.
Lélia faleceu em 10 de julho de 1994, seu legado através de sua obra acadêmica e militância contribuíram para impulsionar não apenas a problemática racial no Brasil, mas também o papel da mulher negra na sociedade."