domingo, 26 de setembro de 2021

Livro: O Último Segredo


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E o último domingão de setembro amanheceu muito quente e apesar do vento que está soprando a copa das árvores, ainda dá para sentir que hoje vai ser mais um dia daqueles.

Como sempre faço aos domingos estava buscando um livro interessante para adquirir e deparei-me com José Antonio Afonso Rodrigues dos Santos; é um jornalista, correspondente de guerra, professor universitário e escritor português nascido na antiga província ultramarina portuguesa de Moçambique. Eu nunca li nada escrito por ele e encontrei uma lista enorme de romances, inclusive o que vou citar aqui O Último Segredo de 2011.

O livro é um Bestseller na Europa. Uma série de assassinatos, uma organização misteriosa e o maior segredo da Bíblia Uma paleógrafa é brutalmente assassinada na Biblioteca Vaticana enquanto consultava um dos mais antigos manuscritos da Bíblia: o Codex Vaticanus. 

Então, a polícia italiana convoca o célebre historiador e criptoanalista português, Tomás Noronha, e lhe mostra uma estranha mensagem deixada pelo assassino ao lado do cadáver. Valentina Ferro, a inspetora encarregada do caso, o convence a ajudá-la na investigação. 

Mas uma série de homicídios semelhantes em diversos lugares do mundo leva os investigadores a suspeitarem de que as vítimas estariam envolvidas em algo muito maior. Para solucionar os crimes, Tomás e Valentina precisam desvendar enigmas da Bíblia que os conduzirão à Terra Santa e os colocarão diante do maior segredo do Novo Testamento: a verdadeira identidade de Cristo.

sábado, 25 de setembro de 2021

Alguns motivos para maratonar a série Round 6

 Round 6 - Série 2021 - AdoroCinema

E o último sábado de Setembro chegou e mesmo não tendo postado nas últimas semanas estou antenada com tudo que acontece. E a série que está bombando na Netflix é Round 6 e aqui vai alguns motivos para assistir.
 

"Round 6, série sul-coreana, estreou na Netflix em 17 de agosto para apresentar aos espectadores um universo distópico em que pessoas endividadas fazem de tudo para serem milionários — inclusive participar de jogos mortais.

Com drama, suspense, muita violência e terror, a série desenvolve os personagens com maestria. O protagonista é Gi-Hun (Lee Jung-jae), um homem com a vida financeira em apuros, devendo a um agiota, com problemas familiares e que decide participar de uma competição para, talvez, ganhar uma quantia de cerca de R$ 200 milhões.Round 6 tem nove episódios de uma hora responsáveis por desenvolver a competição mortal de seis etapas e apenas um vencedor.
 Cruel e divertida, "Round 6", da Netflix, é imperdível | A Gazeta

1. Jogos mortais

Para prender a atenção dos espectadores, a série apresenta a competição mortal com jogos infantis da Coreia e de fácil compreensão — assim, fica muito evidente o que acontecerá naquela etapa.

O fator lúdico, adicionado à característica mortal da competição, entrega uma narrativa envolvente ao espectador, que acompanha cada episódio com a expectativa de saber quem será o grande milionário ao final.
Netflix revela macabra nova série de suspense 

2. Cenas violentas

Com ritmo frenético, muito sangue e cenas impactantes, a violência da série é um ponto de destaque. Para quem não é sensível a esse tipo de conteúdo, as cenas violentas dão o aspecto de surpresa e tiram o fôlego do espectador, potencializando o suspense do que seguirá.
Round 6: a nova série coreana da Netflix no estilo "Jogos Mortais" 

3. Cenários deslumbrantes

Ao misturar o lúdico a uma competição mortal, Round 6 oferece cenários deslumbrantes. Há uma ambiguidade no diálogo entre ambientes infantis com cores vibrantes e desenhos, mas que, em simultâneo, oferecem cenas brutais.

Ao apresentar esses ambientes extremamente coloridos e infantis programados para serem palco de cenas sangrentas, a série é certeira. Round 6 consegue mostrar a frieza, o terror e a violência em cenários incríveis e distópicos que brincam com as proporções e dimensões.

4. Críticas sociais

Além de abordar críticas ao discurso de meritocracia e privilégios, a trama entrega ao espectador uma dura denúncia da crueldade da sociedade capitalista, voltada para o lucro e para a obtenção de dinheiro a todo custo."

Round 6 final explicado: o que acontece na série da Netflix - Mix de Séries



domingo, 19 de setembro de 2021

100 anos de Paulo Freire e continua irritando os Incultos

 Rubens Otoni on Twitter: "♦️⭐️100 ANOS DE PAULO FREIRE  https://t.co/9LhuGddpyA" / Twitter

O último domingo do Inverno já novamente deixar a temperatura na casa dos 40º C. E como a pandemia ainda não acabou, mesmo com o avanço da vacinação, e o número de casos assusta o Brasil. Então, só nos resta ficar em casa e aumentar nosso arcabouço teórico, pois no Brasil o número de incultos só aumenta.
 

 "Dia 19 de setembro de 1921. Há exatos 100 anos nasceu, em Recife, Paulo Reglus Neves Freire - ou, simplesmente, Paulo Freire - Patrono da Educação Brasileira. Um século depois de seu nascimento, Paulo Freire é homenageado por diversas autoridades e personalidades, como o ex-presidente Lula, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), o ex-candidato à Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), o professor Silvio Almeida, entre outros.

Porém, por outro lado, bolsonaristas têm o atacado - não só hoje, dia do centenário de seu nascimento, mas há algum tempo. O próprio filho do presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, usou suas redes sociais para criticar uma recente decisão da Justiça, que proibiu o ataque à honra do educador.

"Educação do país de péssima qualidade e não se pode nem criticar o patrono desta bagunça? Isso não é justiça, é militância doentia. Nunca foi tão difícil fazer o certo e consertar o Brasil. Mas nós somos chatos e estamos certos, então vamos adiante", disse o deputado federal (PSL-SP).

(...)

Mas por que os bolsonaristas se irritam tanto com o legado de Paulo Freire, mesmo após 24 anos depois de sua morte? O iG entrevistou o professor Thiago José de Biagio, mestre em história social, para entender tal obsessão.

Para o especialista, a proposta pedagógica de Paulo Freire faz um contraponto à pedagogia tradicional e hierárquica. "Ele pensava na autonomia do ser humano, principalmente, o excluído. Pensava naquele que não tinha condições de se enquadrar - ou não queria se enquadrar - no modelo de educação burguesa, no qual o professor só vai depositando informações", argumentou Biagio.

O professor também citou o livro mais famoso de Freire: "A Pedagogia do Oprimido". "A obra vai ao encontro da ideia de emancipação do sujeito, uma consciência da condição social do oprimido. A proposta do Paulo Freire é de uma educação baseada no diálogo. Há um incentivo ao questionamento e à ação social. Portanto, o professor não é o topo da hierarquia, aquele que tudo sabe", continuou Biagio.

"Ele prega que não haja o medo da liberdade. Inclusive, uma frase de Paulo Freire que representa esta proposta é 'Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor'”, pontuou o professor.

Em relação ao bolsonarismo, Biagio disse que o "ódio" é o combustível dos apoiadores do presidente, inclusive do próprio líder do Executivo brasileiro. "Para eles, só existe uma verdade. So existe uma forma de se comportar e enxergar o mundo, sendo que a pedagogia do Paulo Freire estimula a autonomia. Uma perspectiva tradicional de sociedade, como é defendida pelos bolsonaristas, defende que deva haver uma hierarquia, uma obediência militar, quase cega, em relação ao professor. Paulo Freire entendia que a educação precisava ser dialógica e que o professor devia escutar seus alunos também", justificou.

Biagio ainda afirmou que os bolsonaristas prezam por uma sociedade fatalista e de medo, enquanto o patrono da Educação Brasileira pregava a "esperança e a alegria". "Portanto, aquele oprimido, que está desesperançado, deve ter na pedagogia um meio de resgatar essa esperança", disse.

Em entrevista à DW Brasil, o sociólogo Abdeljalil Akkari, da Universidade de Genebra, declarou: "A essência da obra de Freire é totalmente política, no sentido nobre do termo, não no sentido da política partidária. Por isso, em todas as regiões do mundo, sua obra é lembrada como algo muito interessante para refletir sobre o futuro da educação contemporânea", analisou.

Professor do curso de pedagogia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Ítalo Francisco Curcio disse, também à DW Brasil, que os que rejeitam Paulo Freire, em grande parte, nem são especialistas em educação: "Eles acabam repetindo frases apregoadas por líderes com os quais se identifica. Isso é muito ruim. Quem padece é a própria população, desde a criança até o adulto", opinou."

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Descoberto na Inglaterra uma Igreja de 900 anos

Restos de igreja anglo-saxã de 900 anos são descobertos na Inglaterra -  Revista Galileu | Arqueologia
E depois de alguns dias estamos de volta com a notícia de uma descoberta arqueológica no sul da Inglaterra. Sim, foi uma igreja anglo-saxã  medieval de 900 anos mais ou menos. É claro que os ingleses têm o maior respeito por essas descobertas e a construção da rede ferroviária foi parada até que o local seja devidamente identificado para futuros estudos.

 

"Um time de pesquisadores estava realizando um trabalho de escavação em Stoke Mandeville, no sul da Inglaterra, para a construção da rede ferroviária High Speed ​​2 (HS2), quando se deparou com vestígios de uma paróquia normanda. O que eles não esperavam é que iriam encontrar uma igreja anglo-saxã sob a estrutura.

Os arqueólogos descobriram tijolos romanos, paredes e pedaços de piso sob a igreja conhecida como St. Mary’s Old, que foi construída em 1080, pouco depois da conquista dos normandos. Embora bastante antiga, ela foi restaurada nos séculos 13, 14 e 15, mas acabou se tornando ruínas na década de 1960 com o desuso.
Restos de igreja anglo-saxã de 900 anos são descobertos na Inglaterra -  Revista Galileu | Arqueologia 

A surpresa maior foi com o que estava embaixo da igreja, que datava do período pré-normando. Segundo os especialistas envolvidos no trabalho de campo, a fundação encontrada no local é bastante parecida com a de uma igreja anglo-saxã localizada na cidade de Barton, o que os levou a pensar que também se trata de uma capela.

Os estudiosos acrescentaram que foi encontrada uma vala circular na igreja que remonta à 900 anos atrás, onde provavelmente estiveram enterradas pessoas. Restos humanos e artefatos também foram encontrados, embora a identificação dos objetos ainda não tenha sido divulgada ao público.

“O trabalho realizado na St. Mary’s Old é uma oportunidade arqueológica única para escavar uma igreja paroquial medieval com mais de 900 anos de significado para a comunidade local”, disse a arqueóloga Rachel Wood, líder das escavações, em nota, repercutida pela revista Galileu.
“Também nos dá a chance de aprender mais sobre a comunidade que usou a igreja e entender as vidas que tiveram”, acrescentou.

"Todos os artefatos e restos humanos descobertos serão tratados com dignidade, cuidado e respeito e nossas descobertas serão compartilhadas com a comunidade por meio de dias abertos e palestras de especialistas”, afirmou Helen Wass, chefe de patrimônio do HS2."

Restos de igreja anglo-saxã de 900 anos são descobertos na Inglaterra -  Revista Galileu | Arqueologia

 

terça-feira, 7 de setembro de 2021

S.Paulo guarda os monumentos sobre a Independência do Brasil

7 de setembro: o feriado será mantido? - São Paulo Secreto
O feriado do 7 de setembro nunca foi tão comentado e aguardado, isso porque o presidente chamou a população para defendê-lo e ao seu governo. Os apoiadores se entusiasmaram e foram para às ruas, já as  manifestações contra o presidente se unem ao tradicional Grito dos Excluídos e das Excluídas, que denuncia os problemas sociais brasileiros.

O interessante é que a grande maioria da população sequer conhece a História da Independência do Brasil ou a figura do Imperador D. Pedro I, d. Leopoldina, José Bonifácio e outros. Eles preferem permanecer como ignorantes de sua própria História e se perguntar sobre o famoso grito: "Independência ou Morte", ainda vão fazer cara de paisagem e perguntar: o quê?

Ainda bem que temos uma minoria de intelectuais e  gente simples que conhece e se orgulha do momento da ruptura com a Metrópole portuguesa. E para quem não conhece S. Paulo, eu recomendo visitar alguns lugares para se inteirar sobre o  7 de setembro.

 

" Foi às margens do riacho Ipiranga, há 199 anos, em um 7 de setembro como hoje, que Dom Pedro I (1789-1834) declarou a independência do Brasil em relação a Portugal. O Brasil então se torna uma monarquia e Dom Pedro I passa a ser imperador.

Esse “grito” de independência, proclamado por Dom Pedro I na região do Ipiranga, onde hoje se encontra o Parque Independência, na capital paulista, foi retratado de forma idealizada na imensa pintura Independência ou Morte, de Pedro Américo, que faz parte do acervo do Museu Paulista, mais conhecido como o Museu do Ipiranga.

Ilustrada em diversos livros didáticos, a famosa pintura ajudou a criar o mito de que a Independência do país ocorreu de forma isolada, num único dia, com Dom Pedro I empunhando sua espada e gritando “Independência ou Morte” em cima de um cavalo, espada ao céu, cercado de soldados. Mas isso não ocorreu de forma tão rápida ou imediata como se imaginava.

Apaziguar os ânimos porque o Brasil, naquele momento, vivia uma crise, cheia de conflitos e revoltas. "É claro que, perto das independências latino-americanas, a brasileira fica bem discreta. Mas a gente tem uma ideia de que não houve guerra pela independência. E isso não é verdade. Bahia, Pará, Maranhão: tivemos diversas províncias que se rebelaram contra Portugal. Ainda que a gente não tenha tido uma guerra unificada, de modo geral, também não fomos tão pacíficos”, explicou.

Em São Paulo, onde a independência foi declarada, diversos museus e monumentos ajudam a contar essa história e a entender que esse acontecimento foi um processo e não se encerrou no momento do grito.
Parque da Independência – Wikipédia, a enciclopédia livre 

1. Parque da Independência, no Ipiranga

"O melhor lugar para se pensar sobre esse evento é o Parque da Independência, ali no Ipiranga, que tem o edifício monumento, que é o famoso Museu Paulista [Museu do Ipiranga], que foi a primeira construção em celebração à independência. E ainda temos o Monumento à Independência, feito em 1922, para comemoração do centenário", disse a historiadora Natália Godinho.

O Museu Paulista foi o primeiro edifício-monumento à independência criado nessa região como marco histórico. Depois vieram o Jardim Francês, o Monumento à Independência e uma escultura em bronze e granito instalada próxima ao córrego do Ipiranga0, a Cripta Imperial e o próprio parque.
Museu Paulista quer pôr em xeque heróis bandeirantes de suas obras ao  reabrir - 25/01/2021 - Ilustrada - Folha 

2. Museu Paulista

Antes do parque e de todas essas construções, a primeira tentativa havia sido marcar o lugar onde o grito foi dado com uma pedra. Mas essa pedra se perdeu e o local exato dessa declaração de Dom Pedro I nunca foi conhecido. “Esse marco não existe mais, mas já mostra que nas décadas posteriores à declaração da Independência já havia uma preocupação em marcar aquele lugar como o berço simbólico da nação porque ali aconteceu a declaração de ruptura formal entre o Brasil e Portugal”, disse Marins.

Mas a ideia de marcar o lugar para criar um memorial em homenagem a essa história não foi abandonada. E foi assim que surgiu, no Ipiranga, um primeiro monumento, um memorial, que mais tarde viria a se transformar no Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga.
TURISMO E HISTÓRIA丨Nos jardins do Museu Imperial | Esmeril 

3. Cripta

No interior desse novo Monumento à Independência foi criada a Cripta Imperial. O primeiro corpo a ser guardado nessa cripta é o da Imperatriz Leopoldina, a primeira esposa de Dom Pedro I, que estava enterrada no Rio de Janeiro. “É importante falar que ela teve um papel político na independência muito importante. Ela articulou muito bem todo esse cenário da independência: ela estava no Rio de Janeiro fazendo política e aconselhando o próprio Dom Pedro", explicou Natália.

 D. Leopoldina | Imperadores do brasil, Brasil imperial, Império brasileiro

Em 1972, chegam ao Brasil os restos mortais de Dom Pedro I, vindos de Portugal. Dez anos depois, chegam os restos mortais da Imperatriz Amélia, a segunda esposa de Dom Pedro I. “Eles trouxeram o corpo dela para ficar ao lado de Dom Pedro mais para atender a sua demanda, que queria ficar enterrada ao lado dele, mas não porque ela tenha participado do processo [de Independência]”, disse Natália."


Casa do Grito – Wikipédia, a enciclopédia livre

Casa do Grito

Monumento à Independência (7 de setembro) | SP da garoa

Monumento a Independência

Solar da Marquesa de Santos reabre para visitação neste sábado (19) |  Viagem e Turismo

Solar da Marquesa de Santos/S. Paulo
 

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Livro: A Carne e o Sangue

 A carne e o sangue: A Imperatriz D. Leopoldina, D. Pedro I e Domitila, a  Marquesa de Santos eBook : Priore, Mary del: Amazon.com.br: Livros

As vésperas do 7 de setembro, dia da Independência do Brasil, é interessante lembrar que a princesa Leopoldina teve um papel fundamental nesse episódio tão importante. E a Historiadora Mary del Priore nos apresenta o livro "A Carne e o Sangue", com os bastidores do mais famoso triângulo amoroso da História do Brasil do séc. XIX. 
 
Antes de conhecer os reais motivos do 7 de setembro, aliás o que no Brasil apenas os alunos e alguns curiosos sabem, eu recomendo a leitura desse livro que é um deleite para os apaixonados pelas intrigas palacianas.

 
"Dividido entre uma princesa pura, leal e sofredora e uma mulher independente, forte e fogosa, Dom Pedro I viveu, paralelamente às convulsões que tornariam o Brasil independente de Portugal, uma vida pessoal igualmente complicada. Em conflito entre a carne e o sangue – o seu desejo e as obrigações com a família que o obrigavam a se casar com mulheres de sangue real – o Imperador do Brasil conduziu sua vida afetiva com o mesmo fervor com que conduziu o país à independência de sua metrópole: a sociedade da época assistia, chocada, Dom Pedro consumar publicamente a paixão pela amante, da mesma forma que, com o Grito do Ipiranga, fazia chegar a Portugal, em alto e bom som, a independência do Brasil. Em A carne e o sangue – A imperatriz D. Leopoldina, D. Pedro I e Domitila, a marquesa de Santos, a historiadora Mary del Priore parte de vasta bibliografia e fontes primárias, incluindo trechos inéditos de cartas, para retratar o triângulo amoroso que escandalizou a então insipiente e imatura sociedade brasileira.

Apesar das belezas naturais, tudo era fétido e abandonado no que era a capital da Coroa Portuguesa. Faltava água, higiene e os costumes não eram melhores: o conteúdo dos penicos era esvaziado pelas janelas das casas. Foi este o cenário encontrado pela futura mulher do jovem D. Pedro I, junto com a corte de D. João VI, a arquiduquesa Maria Leopoldina Josefa Carolina Francisca Ferdinanda Beatriz da Áustria. Filha do último soberano do Sacro Império Romano-Germânico Francisco I, ela era uma moça gorda de 20 anos, nem bonita nem feia, de olhos azuis reluzentes. Olhos azuis que, com o decorrer dos anos, perderiam seu brilho. Primeiro, por uma certa inadequação aos costumes atrasados dos trópicos, e depois pela vocação extraconjugal de D. Pedro I. Principalmente, quando se tratava da amante chamada Domitila de Castro Canto e Melo.

Domitila ou Titília, como era carinhosamente chamada, era praticamente um reflexo oposto de Leopoldina: independente, bela, esplêndida. Pele acetinada e sem marcas de varíola, uma massa de cabelos escuros e brilhantes, boca pequena, mas “bem mobiliada” de dentes. Sua personalidade era forte. Nasceu em São Paulo e cresceu em um meio que expunha a instabilidade dos laços matrimoniais, repleto de mulheres que eram chefes de família. Domitila, ao contrário da frágil e sofredora Leopoldina, lutava pelo que queria. E o que ela mais queria era o coração de D. Pedro I. O corpo, ela já tinha.

O triângulo amoroso real estendeu-se por anos. A paixão de D. Pedro por Domitila rendeu a ela privilégios e ele chegou a levá-la para a corte. Uma decisão que o colocou em xeque com a população que, apesar de admirá-lo, não podia admitir um caso aberto de adultério. Para piorar, Leopoldina sublimou a lealdade e o amor que tinha por D. Pedro em prol do Brasil e seu povo: ela era querida e amada demais para tolerarem tamanho insulto à sua imagem, que ficou mais poderosa ainda quando faleceu. O que seria de Domitila agora que sua rival ficou mais presente entre o casal de amantes do que quando era viva?

Escrito com clareza de estilo e ritmo de romance, A carne e o sangue traça um vívido panorama das intrigas políticas e amorosas que atormentavam a corte brasileira no período que vai da independência do Brasil às vésperas da abdicação, em 1831, que levaria o caçula Pedro II ao trono imperial aos cinco anos de idade. Em meio a tais conflitos, surge um retrato de Leopoldina um tanto mais melancólico e até mesmo infeliz com a vida no Brasil do que a imagem perpetuada da imperatriz que amava a terra em que vivia e teria participado ativamente do processo de independência do Brasil."

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Parabéns, Keanu Reeves

Ficheiro:Keanu Reeves (25448963336) (cropped).jpg – Wikipédia, a  enciclopédia livre

 E hoje é o aniversário de Keanu Reeves, um dos atores mais amados do cinema. Vida longa e próspera para ele.

"Nascido no dia 2 de setembro de 1964, em Beirute, Líbano, Keanu Reeves é filho do havaiano Samuel Norlin Reeves Jr. com a inglesa Patricia Taylor.

O destaque na carreira de Keanu Reeves veio  em 1991, quando ele estrelou Garotos de Programa junto de River Phoenix. Os dois se tornaram melhores amigos durante as filmagens.

Dois anos depois, River Phoenix faleceu e Reeves ficou arrasado e sempre declarou em entrevista que poderia ter feito mais por ele.

 Em 1999, o ator estrelaria Matrix, filme que faria o nome dele decolar em Hollywood. Ele não era nem a primeira opção das diretoras Wachowski para atuar como Neo.

No período entre 2004 e 2014, o ator participou apenas de 12 filmes, nenhum deles foi um sucesso igual Matrix. Rumores afirmam que isso se deve aos acontecimentos trágicos da vida pessoal dele.

Só em 2014 a carreira dele voltou a estar em evidência. A franquia John Wick estreava nos cinemas e se tornaria um sucesso mundialmente conhecido e bem falado. Daquele ano até 2019, ele fez mais filmes do que entre 2004 e 2014."

No Brasil, Keanu Reeves posa com governador João Dória - O Fuxico
Keanu Reeves existe no universo de Cyberpunk 207771 MATRIX ideas | matrix, the matrix movie, matrix quotesJohn Wick Kapitel 4: Kinoabenteuer mit Keanu Reeves ist gerade in der  Entwicklung - BOULEWAHR!21 May 2021 Is Being Hailed As Keanu Reeves Day And People Want It To Be  National Holiday - LADbible
CONSTANTINEKeanu Reeves é imortal, e aqui está a prova