domingo, 15 de setembro de 2019

O Médico e o Monstro - Livro

Mais um domingão de 42º C e umidade abaixo de 10%, então a pedida é ficar largateando em casa em companhia de um clássico da literatura mundial. "O Médico e o Monstro" de Stevenson, mesmo tendo passado mais de cem anos ainda é fascinante e polêmico. Por isso, eu recomendo sua leitura para os apaixonados por boas histórias.
 

Robert Louis Stevenson [1850 - 1894] foi poeta e escritor. Nascido na Escócia, redigiu clássicos como A Ilha do Tesouro e O Médico e o Monstro, tornando-se um dos autores mais importantes do século XIX e mais traduzidos até hoje. Crítico às normas sociais, ele deixou a família, que considerava conservadora, aos 23 anos, e partiu para Londres, onde passou a frequentar os salões literários. Três anos depois, conheceu sua esposa em Paris. Acompanhando dela e do enteado, mudou-se para as Ilhas Samoa, no Pacífico, em 1889. Em meio à paisagem paradisíaca, que ele amava, morreu de hemorragia cerebral aos 44 anos.

Misturando elementos de ficção científica e de horror, O Médico e o Monstro é uma das principais novelas góticas do século XIX. Publicado por Robert Louis Stevenson em 1886, o livro é considerado pelo autor de terror Stephen King, um dos três grandes clássicos do gênero - ao lado de Drácula e de Frankenstein. 


O enredo tem inicio com a descoberta de que o respeitável médico Henry Jekyll deixou como único beneficiário de seu testamento o odioso senhor Hyde. Um ano depois, Hyde espanca um homem até a morte. Enquanto isso, Jekyll se isola cada vez mais em seu laboratório. 

O advogado Gabriel Utterson se empenhará, então, em descobrir a estranha relação que une esses homens. O médico e o monstro traz elementos inovadores ao gênero de horror, como o transtorno de dupla personalidade, por exemplo. Com referências as assassinatos cometidos por Jack, o estripador, na Londres vitoriana, chegou a inspirar um novo termo no dicionários inglês: Jekyll and Hyde, como são chamadas as pessoas moralmente dúbias. 
                                                               Filme de 2003
                                                               Filme de 2008


sábado, 14 de setembro de 2019

Scooby-Doo - 50 anos

Ontem, foi o dia das comemorações de aniversários: o desenho Scooby-Doo completou 50 anos. Eu nem preciso dizer que cresci assistindo desenhos e esse era um dos meus favoritos. Em 2018, o encontro da turma do Scooby-Doo com Sam, Dean e Castiel rendeu um episódio inesquecível para os hunters e para os próprios atores.

 Até hoje amo ficar diante da TV assistindo desenhos e recomendo com toda certeza.
 

"Há exatos 50 anos, em 13 de setembro de 1969, foi ao ar o primeiro episódio de Scooby-Doo, Where Are You!, série animada que trazia um cachorro e seus amigos adolescentes investigando misteriosos casos em aventuras que misturam horror e comédia. Cinco décadas depois, o “cachorro idiota e os garotos enxeridos” já estrelou vários desenhos animados, ganhou filmes em live-action, HQs e protagonizou encontros inusitados com grandes ícones da cultura pop. Muito celebrado por equilibrar comédia e mistério com pequenos toques de horror, o desenho tem uma grande importância por dar nova vida às animações, que viviam um período tumultuado.

A violência se tornou um assunto muito debatido nos EUA no final da década de 1960. Graves acontecimentos como a Guerra do Vietnã e o crescimento da criminalidade fez com que a sociedade passasse a se prestar mais atenção em como a cultura abordava esse polêmico assunto. A discussão chegou aos desenhos animados, citando diversos exemplos sobre como a programação poderia afetar as crianças, como assistir à protagonistas fumando e bebendo (Tom e Jerry), praticando racismo (Pernalonga) e por fim a violência. Um dos estúdios mais prejudicados foi Hanna-Barbera, que teve diversos de seus programas, como Space Ghost e Herculoides, cancelados no ano de 1968 devido a acusações de serem entretenimento vazio, que só mostram super-heróis lutando contra vilões. Em busca de um novo sucesso, a empresa decidiu criar um programa cujo enredo envolveria mistérios, investigações e pessoas vestidas como monstros.
A ideia original era surfar na popularidade do desenho A Turma do Archie, sucesso da concorrente Filmation, que acompanhava a rotina da The Archies, uma banda formada por adolescentes. Fred Silverman, um executivo da Hanna-Barbera, deu a ideia de criar uma animação baseada em uma banda que resolvia mistérios em suas horas vagas. Para emplacar um sucesso, ele procurou o próprio Joseph Barbera, que não conseguiu desenvolver uma história e transferiu a responsabilidade de criar uma nova atração aos roteiristas Joe Ruby e Ken Spears e o designer Iwao Takamoto. O primeiro resultado foi Mysteries Five (Os Cinco Misteriosos em tradução livre), que acompanhava uma banda formada por cinco adolescentes e seu cachorro Too Much (Demais em tradução livre). Originalmente o animal seria um Cão Pastor, mas por medo de comparações com Marmanduke, sua raça foi trocada para dogue alemão. Uma série de modificações foram feitas, como cortar um dos personagens, mudança na personalidade dos que continuaram e por fim o título se tornou Who's S-S-Scared? (Quem tem m-m-m-edo? em tradução livre). Após mais algumas reformulações para adicionar comédia, a atração estava próxima de ser aprovada até que Frank Sinatra cruzou o caminho da animação.

Durante o início da produção, Fred Silverman estava em um voo quando ouviu a canção "Strangers in the Night", de Frank Sinatra. No fim da faixa, o cantor começa a cantarolar "doo-be-doo”. Com a melodia em sua mente, o executivo decidiu renomear o cachorro para Scooby-Doo, e por consequência a série se tornou Scooby-Doo, Where Are You!. Em seu primeiro episódio, Scooby e Salsicha voltam do cinema por uma sombria estrada quando avistam uma caminhonete abandonada cuja única ocupante era uma armadura vazia. Curiosos a respeito de quem seria o veículo, Fred descobre que a carga pertence a um museu cujo pesquisador, Jameson Hyde White, está desaparecido e conhecem a lenda do Cavaleiro Negro, uma armadura que ganha vida na lua cheia. Decididos a encontrar Hyde White, o grupo tem diversos encontros com o Cavaleiro até descobrir que se tratava do Sr. Wickles, o curador do museu, que contrabandeava obras de arte e sequestrou o professor por medo de que ele denunciasse seus golpes.

A primeira aparição do grupo trouxe várias das características que tornou a atração tão querida, como um grupo de personagens divertidos, trocadilhos, piadas sobre comida e o temperamento medroso de Scooby Doo. Desde então, os personagens estrelaram diversos derivados como O Pequeno Scooby-Doo, e novas séries que vão até os dias atuais. A turma voltou a ganhar grande destaque em 2016, quando a DC Comics passou a publicar Scooby Apocalypse, uma HQ que modernizou a turma ao adicionar uma trama tecnológica e apocalíptica ao clima de horror da franquia. Ao longo de seus 50 anos, a atração segue angariando fãs, provando que resolver mistérios através da comédia não sai de moda."(omelete)

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Supernatural: 14 anos

Desde 13 de setembro de 2005, Supernatural tem sido uma constante na vida dos fãs ao redor do mundo. Para os mais fanáticos, é difícil imaginar a vida sem a série. No entanto, isso é o que nós os hunters da primeira hora precisamos fazer, agora que foi anunciado que a série terminará na décima quinta temporada.

Ao longo dos anos me tornei uma verdadeira hunter, exceto que nunca pude ir a uma Convenção para abraçar os meninos e dizer: muito obrigado por me ensinar o valor da FAMÍLIA e da AMIZADE. Que Família não é apenas de SANGUE! Assisto série desde criança, entretanto, nunca uma me deixou tão apaixonada e como muitos hunters chorei e me sentirei orfã e ainda bem que tenho todos os dvds originais para rever sempre que quiser.

Eu encontrei num site exatamente as palavras que não estou conseguindo escrever...
"1. O encontro semanal com os Winchesters

Muitos fãs ficaram tão à vontade com a presença semanal de Supernatural em suas televisões que começaram a acreditar que isso duraria para sempre. Mesmo depois de 14 anos, o elenco e a equipe pareciam que ainda estavam se divertindo. Além disso, depois de tantas temporadas, as renovações anuais pareciam eternas. Infelizmente, nada disto acontecerá mais.
 
2. A base de Fãs

É um sucesso que acumulou uma enorme base de fãs. Os fãs se encontram em convenções, conversam on-line e acompanham todos os detalhes da série. O elenco aproveitou o poder da base de fãs para inúmeras causas de caridade ao longo dos anos.
 
3. Monstros

 Monstros são uma fonte constante de fascínio, mas poucas histórias se aprofundaram em muitos deles como Supernatural. Os irmãos Winchester vivem em um mundo atormentado por coisas que saem à noite. Embora muitos desses monstros sejam pura maldade, de vez em quando podem ser conflituosos e compreensivos.
4. A complexa Mitologia

Ao abordar e repensar religião, lenda e folclore,Supernatural criou um quebra-cabeça de mitologias. No entanto, tudo se desenrolou organicamente, permitindo que os fãs acompanhassem as histórias da série sem muita confusão.
5. Episódios Experimentais

Com o passar de Supernatural,  a série ficou cada vez mais disposta a assumir riscos e experimentar novos formatos de contar histórias. Tome como exemplo o episódio “Baby”, da décima primeira temporada, focado no ponto de vista do carro de Dean, e o crossover com Scooby-Doo, feito através de animação.
6. Personagens Secundários

Depois de tantas temporadas, Supernatural criou um grande número de personagens secundários. E muitos deles foram amados pelos fãs. Felizmente, com a premissa mística da série, os personagens secundários aparecem para ajudar os Winchester o tempo todo, mesmo os que tecnicamente estão mortos.
 
7. Incríveis personagens Femininas

Supernatural  nem sempre teve o melhor histórico com personagens femininas. Mas apesar disso, a série incluiu muitas mulheres cheias de nuances e profundidade ao longo dos anos. Várias delas continuam recorrentes na série.
8. A humanidade crescente de Castiel

O anjo Castiel não apareceu em Supernatural  até o primeiro episódio da quarta temporada. No início, Castiel estava quase completamente desprovido de humanidade. Ele não conseguia se relacionar com Sam e Dean e apenas os ajudava a contragosto. No entanto, ao longo das temporadas, a série humanizou muito Castiel, tornando-o um personagem fascinante.
9. A irmandade de Sam e Dean

A lealdade entre os irmãos Winchester é o coração de Supernatural. Sam e Dean fariam qualquer coisa um pelo outro. A crença um no outro é absoluta e essa confiança permitiu que desafiassem as probabilidades inúmeras vezes. Seu relacionamento tem sido inspirador e tocante. Sentiremos falta disso após o fim da série.

10. O humor

Supernatural  brincou com o absurdo de sua premissa em muitas ocasiões, fazendo piadas da forma mais agradável. Muitas delas eram internas, que somente os fãs de longa data entendiam. A quebra da quarta parede levou a alguns episódios hilariantes que tornaram o programa mais interessante para os fãs."

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Encontrado na Rússia um Esqueleto com um Iphone

As descobertas arqueológicas são sempre fascinantes e cada vez que algo novo surge a comunidade científica fica literalmente alucinada...

"Um grupo de arqueólogos encontrou um estranho objeto retangular preto ao lado do esqueleto de uma mulher em uma cova no local da escavação de Ala-Tey, na montanhosa República de Tuvá (Rússia).
 

Os pesquisadores apelidaram a mulher ancestral de ‘Natasha’, enquanto o objeto misterioso que a acompanhava foi chamado de ‘iPhone’ por causa de sua semelhança com o produto da Apple.

O objeto possui furos na parte superior e inferior e se parece com um dispositivo moderno. No entanto, e longe de ser um oopart, o objeto é na verdade uma fivela de cinto com mais de 2.100 anos, desenterrada em uma tumba na chamada ‘Atlântida Russa’, nome dado a uma região montanhosa da Sibéria, pois está coberta de água e aparece apenas algumas semanas por ano.

Pavel Leus, um dos arqueólogos que participa das escavações, explicou que a equipe realiza expedições ao cemitério de Ala-Tey há vários anos. Leus acrescentou que a descoberta desse objeto interessante foi feita em 2016, mas os resultados foram divulgados apenas agora.

“O enterro de” Natasha “com um ‘iPhone’ da era Xiongnu continua sendo um dos mais interessantes nesse local”, disse o especialista.

A fivela, de 18 por 9 centímetros, é feita de pedras preciosas incrustadas de turquesa, cornalina e madrepérola e decorada com moedas chinesas de Wu Zhu. Essas moedas ajudaram os cientistas a datarem do objeto há 2.137 anos atrás, quando foram cunhadas."

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Parabéns, Claudia N. Sousa/Euzinhaaaaaaa

Hoje, eu completo mais uma "primavera" ou seja, 59 anos de idade. Sou a mulher do Séc. XX e por que não dizer das "antigas"? Nasci no inverno, entretanto, sou apaixonada pela primavera e suas cores vibrantes. Eu agradeço ao Pai Celestial pela oportunidade de estar mais uma vez na Jornada Evolutiva e aos meus pais por mais uma vez me receberem como sua filha. 

Eu sou uma virginiana típica: organizada, pontual, disciplinada e muito sincera. Adoro ler, assistir filmes e séries, ouvir música de qualidade... História sempre foi minha "praia", mas uma professora de Ensino Médio estou antenada com as outras disciplinas. Então, espero ter uma Vida Longa e Próspera ainda por alguns anos.

Esse poema escrito por Charles Chaplin nos seus 70 anos diz muito sobre mim...

"Chaplin poema

Quando comecei a amar-me
Eu entendi que em qualquer momento da vida, estou sempre
no lugar certo na hora certa.
Compreendi que tudo o que acontece está correto.
Desde então, eu fiquei mais calmo.
Hoje eu sei que isso se chama CONFIANÇA.

Quando eu comecei a me amar, entendi o quanto isso pode ofender alguém
Quando eu tentei impôr minha vontade sobre esta pessoa,
Mesmo sabendo que não era o momento certo e a pessoa não estava preparada para isso,
E que, muitas vezes, essa pessoa era eu mesmo.
Hoje, sei que isto significa DESAPEGO.

Quando comecei a amar-me
Eu pude compreender que dor emocional e tristeza
são apenas avisos para que eu não viva contra minha própria verdade.
Hoje, sei que a isso se dá o nome de AUTENTICIDADE.

Quando comecei a amar-me
Eu parei de ansiar por outra vida
e percebi que tudo ao meu redor é um convite ao crescimento.
Hoje eu sei que isso se chama MATURIDADE.

Quando comecei a amar-me
Parei de privar-me do meu tempo livre
e parei de traçar magníficos projetos para o futuro.
Hoje faço apenas o que é diversão e alegria para mim,
o que eu amo e o que deixa meu coração contente,
do meu jeito e no meu tempo.
Hoje eu sei que isso se chama HONESTIDADE.

Tratei de fugir de tudo o que não é saudável para mim,
de alimentos, coisas, pessoas, situações
e de tudo que me puxava para baixo e para longe de mim mesmo.
No início, pensava ser "egoísmo saudável",
Mas hoje eu sei que trata-se de de AMOR PRÓPRIO.

Quando comecei a amar-me
Parei de querer ter sempre razão
Dessa forma, cometi menos enganos.
Hoje eu reconheço que isso se chama HUMILDADE.

Quando comecei a amar-me
Recusei-me a viver no passado
e preocupar-me com meu futuro.
Agora eu vivo somente este momento onde tudo acontece.
Assim que eu vivo todos os dias e isto se chama CONSCIÊNCIA.

Quando comecei a amar-me
Reconheci, que meus pensamentos
podem me fazer infeliz e doente.
Quando eu precisei da minha força interior,
minha mente encontrou um importante parceiro.
Hoje eu chamo esta conexão de SABEDORIA DO CORAÇÃO.

Não preciso mais temer discussões,
conflitos e problemas comigo mesmo e com os outros,
pois até as estrelas às vezes chocam-se umas contra as outras
e criam novos mundos.
Hoje eu sei que isto é VIDA!"


















domingo, 8 de setembro de 2019

Allan Heinberg X Mentes Retrógradas no Brasil

Num país onde o povo não gosta de ler livro de papel ou digital, a 19ª edição da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, 30 de agosto a 8 de setembro, serve para incentivar o hábito salutar da leitura. Aliás, a Bienal é a mais aguardada pelos amantes da leitura.! Meu sonho de consumo...
 

O que os visitantes não esperavam era a polêmica provocada por alguns pseudo-nerds e o prefeito Marcelo Crivella, por causa de uma HQ de 2010.! Uma HQ de 2010 provocando assombro num pais que sempre foi conservador, machista, homofóbico, intolerante e atrasado culturalmente,  mas que agora está pior que os inquisidores da Europa Medieval.

Essa Bienal vai ficar para a História, pois teve de tudo:  

a)fiscais da Secretaria de Ordem Pública que chegaram ao Riocentro, local onde acontece o evento, com a tarefa de buscar materiais "com cenas impróprias a crianças e adolescentes";

b) Felipe Neto que adquiriu 14 mil exemplares — todos entregues lacrados, em resposta à exigência de Crivella. A seguinte mensagem foi escrita em cada embalagem: "Este livro é impróprio para pessoas atrasadas, retrógradas e preconceituosas.";

 
c) Jim Cheung respondendo no instagram "O fato de que esta HQ, de mais de uma década atrás, só agora está sendo alvo de críticas pelo prefeito apenas destaca como ele está atrasado. A comunidade LGBTQ está aqui para ficar, e não tenho nada além de amor e apoio por aqueles que lutam por validez e uma voz a ser ouvida. Torço para que o belo povo do Brasil, uma nação diversificada e orgulhosa, veja além do ruído político e se foquem na luz e em formas de se unir, ao invés de ajudar a semear conflito e divisão.”

Eu como Historiadora, me surpreendo como a Idade Média, que o Brasil não teve, uma vez que fomos colonizados na Idade Moderna, está tão presente em nosso cotidiano e o pior é que a censura é um ato das Ditaduras que já vivemos como a de Vargas e a dos Militares. Está difícil viver nesse país onde tudo gera polêmica, daqui a pouco vamos estar dentro do "Conto da Aia", literalmente, onde até o simples ato de dar um abraço, um beijo ou mesmo sorrir, nos mandará para os porões da TEOCRACIA QUE ESTÁ SE INSTALANDO NO BRASIL.


"A carreira do americano Allan Heinberg, criador da coletânea em quadrinhos Vingadores: cruzada das crianças , que nesta sexta-feira 6 ganhou atenção no Brasil depois que o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, tentou impedir que fosse vendida na Bienal do Livro, vai muito além do universo das HQs.

O escritor de 52 anos, nascido em Tulsa, Oklahoma, tem em seu currículo megasucessos na TV e no cinema.

Heinberg foi produtor do bem-sucedido Mulher Maravilha (2017), que arrecadou US$ 821,8 milhões em bilheteria no mundo todo e é protagonizado pela israelense Gal Gadot, além dos seriados Grey's Anatomy (2005), um dos dramas mais populares da televisão americana, e Sex and the city (1998), seriado da HBO estrelado por Sarah Jessica Parker.

A coletânea, de autoria de Allan Heinberg e do desenhista Jim Cheung, chegou às bancas no Brasil em abril e traz uma cena de dois personagens masculinos se beijando. Segundo o prefeito, a cena seria "conteúdo sexual para menores".

No universo dos quadrinhos , Heinberg foi o criador dos dois personagens que causaram polêmica: Wiccano e Hulkling. Ele os lançou na série Jovens Vingadores, da Marvel Comics.

O escritor também criou uma história em cinco partes da Liga da Justiça para a DC Comics junto com Geoff Johns em 2005 e escreveu uma série de quatro edições da HQ da Mulher Maravilha . De acordo com o site IMDb, ele deixou de escrever os quadrinhos quando ficou difícil conciliar o trabalho com sua atribulada carreira na TV.

Já o ilustrador dos quadrinhos, Jim Cheung, é um desenhista britânico de quadrinhos mais conhecidos por trabalhar em histórias da Marvel, como Novos Vingadores , Illuminati , Jovens Vingadores e Vingadores . 


A edição especial que desagradou Crivella conta a trajetória de Wiccano e seu irmão Célere, que precisam da ajuda da Feiticeira Escarlate para descobrir informações sobre seu passado, em uma jornada que envolve seus colegas dos Jovens Vingadores e grandes vilões da Marvel, como Dr. Destino e Magneto"(revistaépoca)

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Motivos para assistir Peaky Blinders

 Sextouuuuuuu... E ainda tem feriado de 7 de setembro, no sábado... Que tal maratonar uma série muito boa e desconhecida da grande maioria do público? Na netflix é claro...
 

Peaky Blinders conta a história real da família Shelby. Tal família era formada por criminosos que praticavam diversos tipos assaltos e contrabando. Além disso, dominavam o ramo de apostas ilegais de cavalo.
No ano de 1919, Thomas Shelby – líder da família e da gangue Peaky Blinders – volta da primeira guerra com o objetivo de estabelecer domínio da cidade de Birmingham interior da Inglaterra. E assim, a trama se desenrola. A partir dali, os Peaky Blinders vão do céu ao inferno, enfrentam gangues rivais, fogem de autoridades e lidam com a presença de comunistas no seu território.
 

"1. Fantástica ambientação

Uma das primeiras razões que vale a pena assistir Peaky Blinders é sua ambientação. A série começa em 1919, logo após a Primeira Guerra Mundial. Se passando em uma Inglaterra que ainda colhe os resquícios do grande conflito, a ambientação do drama britânico é estonteante. Muitas locações reais recriam as ruas de Birmingham da década de 1920, e o trabalho é minucioso. Fora que, o figurino também é deslumbrante. E, além disso, ele vai evoluindo a medida que a gangue vai conquistando mais poder, algo notado pelos fãs mais atentos.
 

2. É baseada em fatos reais

Se você estava pensando, “Peaky Blinders é um nome estranho para drama criminal sério”, isso é porque é tirado da vida real. A série toda é vagamente baseada em uma verdadeira gangue criminosa conhecida como Peaky Blinders, que alcançou proeminência em Birmingham durante o final do século 19 e início do século 20. A gangue foi nomeada assim após os gangsters costurarem lâminas de barbear em seus chapéus. Tal detalhe se tornaria marca registrada do grupo, que as usaria como armas para cortar suas vítimas. Além disso, um jovem Winston Churchill se entrelaça com a trama da série, misturando-se com elementos ficcionais.
 

3. O elenco é muito bom

Para uma série que é um tanto desconhecida, Peaky Blinders tem um elenco digno de uma grande produção de cinema. Sam Neill, Helen McCrory e Noah Taylor foram os protagonistas; Paddy Considine se juntou à série mais recente como vilão padre Hughes; Tom Hardy empresta seu sotaque de Ronnie Kray para interpretar o líder da gangue judaica Alfie Solomons; enquanto Cillian Murphy, como líder da gangue Tommy Shelby, dá a performance definidora de sua carreira até o momento. São poucas séries de TV que apresentam um elenco tão afiado como este. Ainda vale ressaltar que a série tem um excelente elenco feminino, que dá o tom certo para o protagonismo das mulheres que a série apresenta. O destaque vai para Helen McCroy, que representa divinamente a personagem Polly Gray.

4. Fácil de maratonar

Talvez uma das melhores razões é esta. A série é extremamente fácil de maratonar, uma vez que possui 6 episódios por temporada. Até agora, foram produzidas 4 parcelas, todas disponíveis na Netflix. A quinta temporada está em produção e deverá estrear em breve. Além disso, mesmo com episódios mais longos – em torno de 1 hora – a trama tem um texto que flui e te envolve, a ponto de nem perceber quando o episódio acaba. Assim, Peaky Blinders é o tipo de série certa para aqueles que buscam uma série não tão grande mas que, ao mesmo tempo, tem um texto valioso e uma história grandiosa."