quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Cyberpunk: Os Animes sobre esse Universo II

Quanto mais você procura animes sobre o tema Cyberpunk, mas se surpreende com o número que foi produzido nos anos 1980, 1990, 2000. E se ele foi feito no Japão, então é topppp, aliás o Japão é sinônimo de alta tecnologia.

 1. Serial Experiments Lain(1998)

"Diante da temática podemos lembrar de Matrix (1999), mas é no ano de 1998 que podemos realmente viajar nestas ideias de uma forma inusitada através do anime Serial Experiments Lain. Com treze e episódios, Lains é um anime cyberpunk de ficção científica, mistério e drama, lançado pelo estúdio Triangle Staff, dirigida por Ryutaro Nakamura, criação de cenários por Chiaki Konaka e desenhado por Yoshitoshi Abe.

Antes do fenômeno da internet, Serial Experiments Lain já previa como a tecnologia mudaria as formas de comunicação. O anime apresenta a Wired, uma rede que permite que as pessoas se comuniquem sem a necessidade de um dispositivo como um computador.

Neste mundo altamente tecnológico, a vida de Lain muda após receber o e-mail de uma colega de escola que teria cometido suicídio. No entanto, a mensagem diz que a garota está viva, mas que abandonou sua “existência física” e encontrou Deus na Wired. A partir disto, a protagonista se aprofunda neste “ambiente digital” para descobrir a verdade.

Então, a cada experiência dentro deste novo mundo, Lain vai perdendo sua identidade e tem dificuldades de separar o que é real e virtual. Considerada uma obra de vanguarda, ela traz uma trama cheia de mistérios, temas filosóficos e elementos da cultura cyberpunk

2. Metrópolis (2001)

Fugindo da estética da maioria das produções desta lista, Metropolis é uma adaptação do mangá do lendário Osamu Tezuka (Astro Boy). A história se passa em uma cidade tecnologicamente avançada, mas que humanos e robôs possuem dificuldades para conviver em sociedade.

A trama se inicia após Kenichi encontrar Tima, uma garota sem memórias. Na verdade, ela é um experimento do laboratório de Duke Red, um dos governantes locais. Com isso, a dupla vive uma grande aventura para evitar que o vilão os capture.

Diferente da obra original, o anime presta homenagem ao filme mudo Metropolis (1927) do cineasta alemão Fritz Lang. Desta forma, ele traz uma forte temática de luta de classes dentro de uma sociedade distópica, elementos muito comuns na literatura cyberpunk.
 3. Armitage III (1997)

Armitage III se passa em um futuro no qual a robótica e a alta tecnologia fazem parte do cotidiano de toda a população. Os avançados robôs se encontram em todos os lugares. Apesar do conforto proporcionado pela tecnologia, grande parte da população nutre um preconceito grande pelos robôs, pois acreditam que eles existam apenas para tomar seus empregos e dar lucros aos poderosos.

Ross Sylibus é um detetive que não gosta de computadores e robôs, mas por um motivo completamente diferente: sua parceira de trabalho foi assassinada por um robô descontrolado. Desde então, Ross não confia em máquinas e procura se manter o mais afastado possível de todos os casos que envolvam algum tipo de aparato tecnológico. 

Porém, quando um terrível incidente acontece e uma violenta e preconceituosa revolução que poderá levar até mesmo ao extermínio de todos os robôs existentes surge, ele é encarregado de investigar o caso com sua nova assistente e, juntos, eles vão descobrindo terríveis fatos por trás da revolta contra os robôs.
4. Psyco-Pass (2013)

Psycho-Pass é um anime japonês produzido pela Production I.G e dirigido por Naoyoshi Shiotani. A série foi adaptada também para mangá.

Em um mundo onde o princípio de que "todos são inocentes até que se prove o contrário" não se aplica, o julgamento é dado por um sistema que analisa o estado mental das pessoas e as categoriza como potenciais criminosos ou não, intitulado de "Sybil". É dada também uma probabilidade de "cura" (terapia) de recuperação mental desses indivíduos.

Caso essas pessoas sejam classificadas como irrecuperáveis, sua sentença pode ser a prisão ou a morte, mesmo que não tenham cometido crime nenhum. Como auxílio em suas investigações, a polícia usa um grupo de prisioneiros "especiais", chamados Executores, para ajudá-los a capturar ou matar esses indivíduos "não mais necessários". Para tal, utilizam uma arma especial, chamado de Dominators, ou "Os olhos da Sibila"."

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

V Wars - A Série da Netflix

As férias estão aí e vamos aproveitar para relaxar e nada mais interessante que uma série na netflix. Os vampiros são sempre os preferidos e a Netflix resolveu apostar nesse mito. Os livros e as HQs que foram transformados na série, infelizmente não estão traduzidos para nosso idioma. A primeira temporada estreou em 5 de dezembro e como um passatempo de férias eu recomendo.
 

"As primeiras histórias desse universo de vampiros foram publicadas em uma antologia de contos de diversos escritores, além do criador da série, Jonathan Maberry, que também foi responsável por editar o material. Com forte influência no filme O Enigma de Outro Mundo, de John Carpenter, as histórias são contadas por testemunhas oculares e pessoas que estiveram na linha de frente contra os vampiros. Os livros foram publicados entre 2012 e 2016, e entre os escritores que contribuíram estão Nancy Holder, Yvonne Navarro e Gregory Frost.
 

O primeiro livro recebeu o título V-Wars: Chronicles of the Vampire Wars, e as narrativas contam o início de um cenário apocalíptico causado pela liberação de um vírus que estava congelado no Ártico. Esse componente ativa um gene adormecido em parte da população humana, que se transforma em vampiros, dando origem a um banho de sangue.

A sequência, V-Wars: Blood and Fire, acontece 1 ano após o vírus ter se espalhado. Ao longo de 12 meses, a palavra "vampiro" já não está mais associada às histórias de ficção, pois as criaturas entraram em guerra com as pessoas não infectadas, um acordo de paz foi assinado, mas foi quebrado. Os contos narram os eventos após a quebra desse acordo.

Os dois últimos volumes de antologias, V-Wars: Night Terrors e V-Wars: Shockwaves, têm histórias mais locais, mostrando as consequências da guerra entre vizinhos, famílias e em ambientes do dia a dia.


A série da Netflix terá um formato próximo das HQs, e a história seguirá alguns dos mesmos personagens, mas em outro ponto de vista. A premissa seguirá a mesma, com um vírus que estava congelado no Ártico, ativando o gene vampiro em alguns humanos.

A trama vai acompanhar o Dr. Luther Swann (Ian Somerhalder), que de repente se vê em um mundo onde seu melhor amigo, Michael Fayne (Adrian Holmes), foi infectado por um vírus que o transforma em um assassino canibal. Com o tempo, a doença se espalha, atingindo outros humanos e dando origem a uma guerra entre infectados e não infectados. Enquanto Swann tenta descobrir o que está causando a infecção e luta para mediar a paz, Fayne se torna um dos líderes dos vampiros contra os humanos."

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Cyberpunk: Os Animes sobre esse Universo

 
Durante as três semanas do recesso escolar eu postarei assuntos leves, é claro que haverá alguns sobre a História, mas sem esquecer que sou uma blogueira Historiadora. Então, vamos começar com alguns animes sobre o universo do Cyberpunk, que alguns já ouviram falar apenas por causa deles, entretanto, existem muitos livros sobre esse assunto. Eu simplesmente adoroooooo

“Sociedades distópicas, alta tecnologia e baixa qualidade de vida”. Essas são as características da cultura cyberpunk, um subgênero de ficção científica bastante presente na cultura pop.

Influência para filmes e jogos, o tema também é abordado por animes e mangás. Por isso, separamos três animações japonesas que retratam de formas diferentes esse assunto. Está pronto para conhecer mais sobre esse universo?

1. Ghost In The Shell (1995)
 

Certamente, o longa-metragem de animação Ghost In The Shell é o maior representante da cultura cyberpunk entre os desenhos japoneses. O anime é uma adaptação do mangá de Masamune Shirow e deu origem a uma franquia com diversas sequências e spin-offs.

Em 2029, os implantes de partes cibernéticas em humanos tornaram-se uma prática comum. No entanto, um hacker descobre como controlar essas peças e, por consequência, seus usuários. Diante dessa ameaça para a sociedade, a trama mostra a agente Motoko Kusanagi realizando investigações para encontrar o criminoso.

Logo após sua estreia, Ghost In The Shell chamou a atenção do ocidente – e de Hollywood. As diretoras Lana e Lilly Wachowski contam que o anime inspirou alguns elementos do roteiro de Matrix (1999). Anos mais tarde, em 2017, uma adaptação live-action foi lançada nos cinemas com Scarlett Johansson como protagonista.
 

 2. Akira (1988)

Considerado uma obra-prima das animações orientais, Akira é constantemente referenciado dentro da cultura cyberpunk. Inspirado no mangá do autor Katsuhiro Otomo, o anime tem a cidade de Neo-Tóquio como cenário.

Nos anos 1980, a capital japonesa foi destruída durante a III Guerra Mundial em um ataque de bombas nucleares. Entretanto, poucos sabem que uma criança com poderes sobrenaturais chamada Akira foi o verdadeiro responsável pela catástrofe.

Trinta anos mais tarde, a cidade passa por seu pior período com alto índices de violência. Após sofrer um acidente, um jovem delinquente descobre ter os mesmos poderes de Akira. Com isso, a história parece estar prestes a se repetir. Nas entrelinhas, a trama reflete o medo japonês das armas nucleares após os ataques durante a II Guerra Mundial.

3. Battle Angel Alita (1993)
 

Conhecido no ocidente como Gunnm, Battle Angel Alita apresenta a história de uma “garota robô”. A ciborgue é reconstruída pelo médico cibernético Doc Ido após ser encontrada no lixo. Encantado com sua criação, o tutor transforma Alita em uma caçadora de recompensas.

A trama tem como cenário uma sociedade pós-apocalíptica dividida entre ricos e pobres. Assim, a protagonista busca uma maneira de sair de Scrap Iron City, a parte pobre da cidade, e levar seu criador para Zalum, a área mais próspera desta comunidade distópica. Entretanto, durante sua jornada, ela descobre ser mais que uma simples ciborgue.

Assim como Ghost In The Shell, Battle Angel Alita ganhou uma adaptação hollywoodiana em 2019. O longa-metragem foi dirigido por Robert Rodriguez (Sin City) e produzido por James Cameron (Avatar). No entanto, os críticos recomendam assistir apenas ao anime."

sábado, 14 de dezembro de 2019

Quem tem Medo de Greta, a pirralha?

A ativista ambiental sueca Greta Thunberg, de 16 anos, foi escolhida como Personalidade do Ano pela revista norta-americana Time. A imagem de capa da publicação traz a jovem perto do mar junto da frase "o poder da juventude".  
Ela iniciou um protesto solitário na frente do Parlamento sueco. Todas as sextas-feiras, ela passou a faltar às aulas e, portando apenas um cartaz com os dizeres "em greve escolar pelo clima", distribuía folhetos com uma lista de fatos científicos sobre as mudanças climáticas e explicações sobre por qual motivo ela estava em greve.  
Quantas Gretas tem no Brasil? E em Cuiabá? Poucas ou nenhuma... Eu gostaria de ter 40(quarenta) Gretas em minhas oito salas de aula, que ao menos colocassem o lixo no lixo; não rabiscassem as carteiras, paredes; portas; não furassem os mapas; que participassem de alguma atividade para garantir a Vida mais saudável e sustentável na escola e no Planeta.
 

Os discursos de ódio sobre sua atuação em favor do clima são inúmeros! Eu acredito que todos os que lhe dirige esses discursos não estão nenhum pouco preocupados com a Terra; que são um bando de gente que suja as ruas e praias; que jogam o lixo pela janela do carro... Muitos morrerem de inveja de seus conhecimentos, disposição, juventude e para atingí- la dizem que é culpa de seu autismo.
 

"Greta Thunberg é uma jovem de 16 anos. E, como todo jovem é uma utopista – como todo jovem é ou, ao menos, deveria ser. Acredita que pode alterar a roda do mundo, com sua mensagem ambientalista. Em suas falas, parece acreditar que o fim do mundo está logo ali, na próxima esquina. 

É a intensidade típica dos muitos jovens. Mas, se o discurso parece, ao primeiro olhar, exageradamente alarmista, inegável que ela deve ser ouvida, mas, ao contrário, tem causado reações exacerbadas de marmanjos com vários anos nas costas – prova de que o correr da vida nem sempre traz a necessária serenidade para observar as coisas como elas são e, na medida do possível, tentar modifica-las para melhor.

Difícil compreender os motivos que levam homens formados (como Bolsonaro, Rica, Lacombe e vários outros) a atacarem tão furiosamente uma adolescente. Talvez seja inveja do viço e da capacidade de sonhar já carcomidos pelo passar do tempo. Ou talvez sejam as verdades que a voz de Greta faz chegar aos ouvidos de quem não quer ouvir. Pode ser, ainda, rancor por ver uma menina tão nova obter os holofotes que nós, homens de meia idade, nunca obtivemos e nunca obteremos.

Greta é verdadeiramente uma pirralha. No sentido de incomodar com o barulho que faz. Ela é daqueles fenômenos que surgem raramente para tirar o sossego de quem está vivendo muito bem, obrigado!, e quer manter o status quo intocável. Pode ser que, em poucos anos, ninguém mais ouça falar da menina. Mas debaixo do histrionismo de suas palavras, há uma mensagem que não pode ser esquecida."

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

O Brasil tem mais de 300 células Neonazistas

O Brasil vive tempos sombrios e falar que aqui existe mais de 334 células neonazistas chega a dar arrepios. Eu como professora de História, trabalho esse tema com meus alunos durante o "Período Entreguerras" e depois não voltamos mais ao assunto. Isso não quer dizer que em nosso país tão "tolerante", não possa ter pessoas com ideologia de extrema-direita. O que me deixa chocada é saber que estados como Fortaleza, João Pessoa e a cidade de Feira de Santana possuem células e onde a população não é em sua totalidade branca!.
 

A antropóloga Adriana Dias está compilando seus dados para lançar um livro sobre essas células e segundo ela "a construção desse ódio, segundo ela, está estruturada no culto à masculinidade que despreza minorias. “O ódio não é de agora. Sempre houve ódio racial, de classe, de gênero. Neste momento você tem uma articulação e uma sistematização deste ódio. Uma capilarização como projeto político em muitos lugares. E é impossível remover esse ódio enquanto você não civilizar as pessoas. É um processo muito complexo porque o ódio dá um conforto para elas”, afirmou ao portal UOL."  
"Um levantamento feito por uma pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aponta que existem pelo menos 334 células neonazistas ativas no Brasil. De acordo com a antropóloga Adriana Dias, a maioria dos grupos se concentra nas regiões Sul e Sudeste. Os dados indicam que São Paulo é o estado com maior presença desses grupos, concentrando 99 deles. Santa Catarina vem em segundo lugar, com 69 células, seguido por Paraná (66) e Rio Grande do Sul (47).

A pesquisa foi feita monitorando a atividade neonazista na internet. Adriana mapeou mais de 6.500 endereços eletrônicos de organizações de extrema direita em língua portuguesa. Além disso, ela identificou dezenas de milhares de neonazistas brasileiros em fóruns internacionais. A antropóloga está preparando um livro que compila esses dados.

Segundo a autora do estudo, os grupos se dividem em diversos movimentos, como hitleristas, supremacistas, separatistas, negadores do Holocausto e até mesmo seções locais da Ku Klux Klan. Em entrevista ao blog de Matheus Pichonelli, do portal Universa, Adriana disse que normalmente, no Brasil, esses grupos não se comunicam entre si. "Nenhum deles tem uma corrente única. Eles leem autores que, pelo mundo, brigam um com o outro", afirmou.

Apesar das divisões, geralmente os neonazistas pregam a intolerância com base em ideais ligados à superioridade e pureza racial. As células frequentemente professam ideias ultranacionalistas, racistas, xenófobas e discriminatórias. Em maior ou menor grau, elas também advogam o uso da violência. Entre seus alvos preferenciais estão negros, homossexuais, judeus e migrantes nordestinos. Apesar disso, Dias também identificou registros de neonazistas em cidades do Nordeste, como Fortaleza (CE), João Pessoa (PB) e Feira de Santana (BA).

Pela lei brasileira, apologia ao nazismo é crime. Nem é necessário haver atos de violência ou incitação direta à violência para que o delito ocorra. O código penal prevê pena de reclusão de dois a cinco anos para quem "fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo".

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

A nossa Miss Universo é uma Negra da África do Sul

E o Universo tem uma nova beleza e ela é da África do Sul e sim é uma negra linda!. Aos racistas da internet e da vida real, como diz o cuiabano tchupaaaaa essa manga. Para quem vive dizendo no Brasil que aqui não tem racismo ou para quem acha que o lugar da mulher é ser recatada e do lar, Zozibini Tunzi mandou um recado "nada é mais importante que ocupar os espaços na sociedade"

“A sociedade foi programada durante muito tempo para não enxergar a beleza das mulheres negras. Mas agora estamos entrando em um tempo em que finalmente as mulheres como eu podem saber que são bonitas”, disse a sul-africana Zozibini Tunzi à jornalistas, após ser coroada e receber o título de Miss Universo 2019 na noite do último domingo (8).

Após intervalo de oito anos, o concurso reconheceu pela terceira vez na história uma representante da África do Sul. Outras Misses Universo do país, Margaret Gardiner e Demi-Leigh Nel-Peters ganharam em 1978 e 2017, respectivamente. Tunzi também é a primeira negra a vencer o concurso desde 2011, quando Leila Lopes, de Angola, ganhou na edição realizada no Brasil.

Realizado em Atlanta, nos Estados Unidos, o concurso contou com 88 candidatas e, nesta edição, além de premiar a África do Sul, escolheu em segundo e terceiro lugar representantes da América Latina. Em segundo, ficou Madison Anderson, de Porto Rico, e em terceiro, a mexicana Sofía Aragón.

Zozibini Tunzi fez em entrevista coletiva à imprensa logo após receber a coroa, falou sobre preconceito, racismo, machismo e como se sente grata por ser a nova Miss Universo e poder passar uma mensagem com o título. “É uma honra absoluta representar, como negra e africana, a inclusão e a diversidade”, disse.

Ela ainda falou sobre o tanto que a sociedade demorou para enxergar e dar validade à beleza das mulheres negras ― e como ainda hoje existe um caminho dentro do imaginário social a ser combatido neste sentido.

“Na sociedade, nós lutamos para enxergar a nossa própria beleza. Porque fomos colocadas em caixas. A sociedade foi programada por muito tempo para não enxergar a beleza como ‘black girl magic’”, disse.

Tunzi completou sua fala dizendo que, para ela, agora “estamos entrando em um tempo em que finalmente, as mulheres como eu, podem encontrar seu lugar na sociedade e saber que são bonitas.”

“Mas não só isso. É sobre continuar a quebrar barreiras. Esse é um movimento de mudança muito bonito e eu fico muito feliz em fazer parte dele”, comemorou.

A Miss Universo 2019, que estuda Relações Públicas e foi coroada também como Miss África do Sul neste mesmo ano, comemorou o título reafirmando seu posicionamento frente à opressão sofrida pelas mulheres negras ao afirmar que, neste último domingo “uma porta foi aberta”.

“Esta noite uma porta foi aberta e eu não poderia estar mais agradecida por ter sido a pessoa que a atravessou. Que toda garotinha que testemunhou esse momento acredite para sempre no poder de seus sonhos e que eles possam ver seus rostos refletidos nos meus”, escreveu.

A questão da educação para meninas, inclusive, esteve presente em uma das falas de Tunzi na prova de perguntas e respostas do evento. Ao ser questionada sobre “o que deveria ser ensinado às jovens atualmente:”, ela respondeu:

“Eu acho que o a coisa mais importante que devemos ensinar às meninas hoje é liderança. Isso é algo que tem sido retirado de garotas jovens por um grande período de tempo. Não porque nós não queremos isso, mas porque o que a sociedade definiu o que as mulheres deveriam ser”, disse, ao ser aplaudida.

Tunzi ainda completou dizendo que acredita que as mulheres são os seres “mais poderosos no mundo e que deveríamos ter acesso à todas as oportunidades. E deveríamos estar ensinando às nossas garotas a ocuparem esses espaços. Nada é tão importante quanto ocupar espaços na sociedade”."


segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Descobertas múmias de 3 mil anos tatuadas

Os arqueólogos descobriram algumas múmias no Egito e o mais interessante é que elas estavam tatuadas. Pode não parecer muito, mas quando se trata do Egito, tudo é empolgante.
 

"Pesquisadores descobriram que sete múmias encontradas em Deir Almedina, no Egito, têm seus corpos tatuados. Os cadáveres têm pelo menos 3 mil anos e provavelmente pertenceram a moradores da vila de artesãos situada no local, que estava próxima do Vale dos Reis e do Vale das Rainhas.

Segundo especialistas, desde que as escavações começaram há mais de um século na região, apenas seis outras múmias identificadas tinham tatuagens. Essa descoberta só foi possível graças à tecnologia, que permitiu aos arqueólogos utilizar raios infravermelhos para escanear a pele das múmias.

É muito mágico trabalhar em um túmulo antigo e de repente ver tatuagens em uma pessoa mumificada usando fotografia infravermelha", disse Anne Austin, da Universidade do Misouri, nos Estados Unidos, à Science News. Das 13 múmias conhecidas que têm tatuagens, apenas uma é homem, o que é bem sugestivo para os cientistas.
 
"A distribuição, exibição e conteúdo dessas tatuagens revelam como elas foram usadas na prática religiosa e para forjar identidades públicas permanentes", escreveu Austin, em um artigo publicado por ela e sua equipe. "As várias tatuagens em uma múmia feminina demonstram o uso delas como identificação, para que essa mulher pudesse atuar como praticante religiosa, [figura] essencial para a comunidade Deir el-Medina."

Uma das múmias chamou a atenção por ter uma tatuagem de olho no pescoço, símbolo egípcio associado à proteção. Além disso, o corpo da mulher tinha dois babuínos desenhados, um em cada lado do pescoço.

Entretanto, os arqueólogos não encontraram uma lógica nos desenhos: "Não vejo um padrão discernível nas tatuagens que encontramos até agora", apontou Austin. Sendo assim, a equipe pretende continuar estudando as múmias da região em busca de outras múmias. "As tatuagens encontradas e analisadas durante as temporadas de 2016 e 2019 com o uso de fotografia infravermelha indicam que muito mais indivíduos provavelmente foram tatuados em Deir el-Medina.""