Domingão, com muitas nuvens no céu, está prevista chuva novamente, e com uma brisa suave no ar. Estou em férias escolar e aproveito para ler, maratonar séries na netflix e alguns passeios culturais é claro. Afinal, não se deixa de ser professora só porque está em férias.
Na pilha de livros que tenho para ler está "Mulherzinhas" e recomendo também o filme com a eterna bruxa Hermione de Harry Potter ou seja, Emma Watson. Emma é uma leitora voraz e por ocasião do lançamento do filme mobilizou uma ação para espalhar cerca de 2 mil exemplares do livro homônimo pelo mundo, junto com o clube de livros The Book Fairies.
A atriz compartilhou no Instagram fotos dela escondendo os livros pela cidade de Londres com a mensagem: “Estou empolgada em revelar um esforço global com a Book Fairies World Wide para esconder 2.000 cópias de ‘Little Women’! LWBookFairies começa hoje e traz mais de cem edições diferentes do romance clássico de Louisa May Alcott para comemorar o lançamento do filme Little Women, cada uma com uma nota especial minha por dentro. 38 países estão envolvidos na campanha, e será o maior evento de ‘fadas dos livros’ de todos os tempos – siga a hashtag para ver onde estão escondidos [os livros] nos próximos dias!”.

"Mulherzinhas é considerado um dos livros mais influentes de todos os tempos. Ultrapassando a barreira das idades, esse romance é lido com a mesma paixão por adultos e jovens. A história das irmãs March se tornou um clássico feminista que reflete sobre a tensão entre obrigação social e liberdade pessoal e artística para as mulheres.
Cada leitor terá sua irmã favorita: a independente Jo, a delicada Beth, a bela Meg ou a artista Amy. Essas quatro mulheres e sua mãe, Marmee, enfrentam com diligência e honra as privações da Guerra Civil americana, e se tornaram um sucesso instantâneo já em 1868.
Considerado uma obra semiautobiográfica da autora, o livro denuncia ainda uma série de questões sociais como o machismo, as desigualdades, o convencionalismo e o sentimento de nacionalismo, incorporado da figura do pai das jovens, a serviço da Guerra Civil Americana.
O romance de Louisa May foi escrito em duas partes: a primeira – produzida em 1868 – aborda a valorização da moral e da virtude em um período onde as personagens tinham pouca autonomia sobre suas próprias vidas.
A segunda parte – escrita em 1869 – aprofunda-se na vida emocional das irmãs e seus conflitos amorosos, trazendo cenas da vida cotidiana com fortes descrições e registros dos costumes da época. Um verdadeiro retrato dos dramas enfrentados pelas mulheres na segunda metade do século XIX.
Louisa May Alcott faleceu aos 55 anos no dia 6 de março de 1888. Ela não pôde testemunhar os grandes avanços que as mulheres conquistaram anos depois, mas sua obra simbólica e de importância fundamental continua atual, relevante e produzindo ecos. “Mulheres Adoráveis” não nos deixa negar."
Eu já postei sobre a questão das doenças erradicadas no Brasil, que estão voltando graças a um seleto grupo de pessoas ignorantes! Como assim? Esses "bem informados sobre a medicina e suas doenças" acham que não é preciso tomar vacina, pois tudo é invenção dos laboratórios farmacêuticos. "As doenças são criadas para vender remédios, as vacinas são responsáveis pelo autismo" e outras baboseiras que encontram na net atualmente. Enquanto eles se recusam a se vacinar, as doenças contagiosas estão voltando e com força total.
Hoje, 15/2, é o Dia D contra o Sarampo no Brasil e crianças de 5 a 19 anos estão convocados a se dirigir a um posto de saúde. Vamos deixar a ignorância de lado e proteger nosso país de uma doença tão fatal quanto o novo Covid- 19 ou Coronavírus!
"Dentre os avanços no serviço de saúde no Brasil está a vacinação. Estamos entre os países mais avançados na área. Doenças como o sarampo, meningite, coqueluche, hepatite, entre outras, hoje, estão controladas graças ao elevado índice de imunização. Enfermidades que, há poucas décadas, registravam números de óbitos preocupantes, principalmente em crianças.
No último ano, vivemos a chegada da vacina da dengue pelas redes particulares, o que foi um ganho enorme para o controle da doença. Além disso, o Brasil tem avançado na vacina brasileira, além de estar investido em pesquisas para o desenvolvimento de outras vacinas, como contra o zika e a chikungunya.
Entretanto, nos últimos anos, uma das doenças erradicadas no Brasil alertou as autoridades de saúde. Trata-se do sarampo. Após o registrado 147 casos em quatro países das Américas, sendo 121 nos Estados Unidos, 21 no Brasil, quatro no Canadá e um no México, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Pan-Americana de Saúde (Opas) emitiram um alerta ao continente Americano quanto ao risco de disseminação. Mas como uma doença controlada pode ganhar força novamente?
O sarampo é uma doença viral, de fácil disseminação, que possui altas taxas de mortalidade entre crianças menores de cinco anos. Até o final dos anos 70, era uma das principais causas de óbito no Brasil, dentre as doenças infectocontagiosas, sobretudo em menores de cinco anos, em decorrência de complicações, especialmente a pneumonia. Na década de 80, houve um declínio gradativo no número de óbitos. Essa redução foi atribuída ao aumento da cobertura vacinal e à melhoria da assistência médica ofertada às crianças com complicações pós-sarampo. Em 1992, o Brasil adotou a meta de eliminação do sarampo para o ano 2000, com a implantação do Plano Nacional de Eliminação do Sarampo, cujo marco inicial foi à realização da primeira campanha nacional de vacinação. Mas se a doença estava controlada, onde retrocedemos?
Os movimentos anti-vacina tem sido apresentados como os principais responsáveis. Atualmente, nos países que conseguem manter altos níveis de cobertura vacinal, a incidência do sarampo é reduzida. No entanto, a autonomia adquirida pela população para a prática não científica da medicina, baseada em fatos não comprovados, via redes sociais ou sites leigos, tem trazido prejuízos. Este movimento de desconstrução progressiva da autoridade médica tem contribuindo bastante para os extremos de negação das evidências científicas. Exemplo são os pais ideologicamente contra a vacinação na Califórnia/EUA, que gerou número suficiente de pessoas desprotegidas contra o vírus do sarampo, levando à epidemia.
Hoje, os médicos se tornaram quase dispensáveis. Claro que a autoridade absoluta do médico não é saudável. Mas negá-la a ponto de colocar crianças em risco, como no caso dos movimentos anti-vacinas não é o caminho. A sociedade precisa voltar ouvir os argumentos científicos da medicina baseada em evidências para que não ocorra ressurgimento de outras doenças do passado.
A vacinação continua sendo a forma mais segura de prevenção contra as doenças infectocontagiosas. Por isso fica o alerta: se informem antes de acreditar em boatos. As vacinas são seguras, desenvolvidas com base em estudos científicos. Atualizem o cartão de vacinas. Não coloquem a saúde em risco."(Marilene Lucinda, médica responsável pelo serviço de vacinas do Hermes Pardini)
A data mais romântica dos Estados Unidos acontece no dia 14 de fevereiro. O famoso Valentine’s Day celebra o amor em todas as suas formas, em especial o romântico e platônico.Vários países do mundo inteiro comemoram o Valentine’s Day de diferentes formas.
Segundo a história mais popular, acredita-se que a data foi escolhida por marcar o aniversário de morte de São Valentim, um santo relacionado ao amor romântico por enfrentar a proibição de casamentos na Idade Média.
Na época, quando era bispo, Valentim desrespeitou as ordens do imperador que bania matrimônios durante a guerra para que seus soldados lutassem melhor, e continuou a unir jovens apaixonados em segredo. Por isso, foi preso e condenado à morte.
"1. França
Embora seja uma celebração famosa nos Estados Unidos, há relatos de que a primeira carta de Valentine’s foi escrita na França em 1415, quando o Duque d’Orleães enviava cartas de amor à sua esposa da prisão.
Hoje em dia, a vila francesa chamada Valentine vira o epicentro do romance entre o dia 12 e 14 de fevereiro todos os anos. Casas, jardins, árvores e espaços públicos são decorados com cartões, rosas e pedidos de casamento. Além disso, alguns casais seguem a tradição de plantarem uma mudinha de árvore na data, representando o amor compartilhado por eles.
2. Romênia
Na Romênia, a comemoração acontece dez dias depois. O dia 24 de fevereiro, um feriado nacional chamado de Dragobete, é uma mistura de dia dos namorados (ou day for lovers, como chamam por lá) e celebração da primavera de uma vez só. Localmente, é considerado o início da nova estação, quando os romenos se despedem do rigoroso inverno.
Os casais escolhem esta data para ficarem noivos. Eles vão colher flores juntos e amigos molham seus rostos com a neve remanescente para desejar boa sorte.
3. Filipinas
Nos últimos anos, o 14 de fevereiro é o dia do casamento em massa nas Filipinas. Isso porque o governo passou a patrocinar eventos para que jovens casais pudessem se casar.
As cerimônias coletivas acontecem em shoppings e outros espaços públicos pelo país e reúnem centenas de casais para firmar seus laços ou renovar os votos.
4. Coreia do Sul
Os coreanos não limitam a celebração do amor apenas em fevereiro. Na Coreia do Sul, o dia 14 de todos os meses do ano é comemorado de alguma forma diferente. Em maio, por exemplo, é o “dia das rosas; em junho, o “dia dos beijos”.
Em fevereiro, as mulheres presenteiam os homens com chocolates. Cada tipo de relação pede por um chocolate diferente. No dia 14 de março, chamado de “Dia Branco”, são os homens que presenteiam as mulheres.
E há, inclusive, um dia para os solteiros: 14 de abril, quando os coreanos solteiros se vestem de preto e jantam juntos um macarrão chamado de jjajang myeon tingido de preto e feito com carne de porco e frutos do mar.
5. Gana
Gana celebra o “Dia do Chocolate” no 14 de fevereiro. A tradição não tem uma história romântica: o governo criou a data em 2007 para melhorar o turismo no país. Gana é um dos maiores produtores de cacau do mundo.
No dia 14, há shows, eventos e jantares temáticos em restaurantes pelo país para comemorar o chocolate. E, é claro, as pessoas se presenteiam com essas delícias!"
As férias escolares começam hoje e vão até o dia 22/3/2020, lembrando que estivemos em greve e cumprimos o calendário não com muita animação. Mas, chegou a tão aguardada fériassssss para professores e alunos. Alguns irão viajar, curtir uma praia, sítio, voltar para casa dos país, mas muitos irão ficar por aqui.
Para quem vai ficar em casa lendo ou maratonando na netflix, recomendo Sex Education, pelos seguintes motivos:

"a) Politicamente correto
Em minha opinião, o humor negro saiu de moda faz muito tempo e, concorda comigo, ele normalmente afetava e depreciava certos grupos sociais como os negros, as mulheres e/ou os LGBTs? Pois em Sex Education podemos rir sobre diversos assuntos e não sermos, em nenhum momento, cúmplices do preconceito.
O riso é algo descontraído e politicamente correto na série, uma vez que os momentos de comédia não buscam menosprezar a sexualidade, o gênero ou a etnia de alguém em troca de algumas piadas. Sem mencionar que a produção busca representar uma diversidade grande de etnias, sexualidade, gênero e empasses sexuais, transformando tudo em uma atmosfera não-hollywoodiana em que não há apenas brancos, héteros e cisgêneros preenchendo a tela enquanto assistimos.
b) Desconstrução de gênero
O gênero é tratado de forma inovadora durante a produção, como se fosse totalmente desconstruída a ideia fixa de masculinidade (para homens) e feminilidade (para as mulheres). Os três personagens principais Otis, Eric (Ncuti Gatwa) e Maeve (Emma Mackey) não seguem – ou se preocupam – com os padrões de gênero.
Otis, o protagonista, não sente sua masculinidade ferida por ter um amigo homosseuxal – Eric – ou por nunca ter transado na vida. Ele se sente incomodado com sua virgindade apenas quando começa a se tornar uma espécie de conselheiro sexual em seu colégio sem nunca ter tido uma experiência na vida.
Já Maeve, que idealiza essas sessões do “terapeuta” com os estudantes, não é feminina e não se preocupa em ser, busca manter seu estilo descolado e até mais masculino que os personagens homens da série.
O trio representa uma quebra de padrões de gênero, uma vez que masculinidade e feminilidade é um fluxo tanto em homens quanto em mulheres. Não há reafirmação de padrões.
c) Amizade de Otis e Eric
No decorrer da temporada é impossível não se encantar com a amizade de Otis e Eric. Os amigos, mesmo sendo bem diferentes, o primeiro hétero e branco, o segundo negro e homossexual, se dão muito bem e em nenhum momento comentam sobre suas diferenças, afinal, elas não têm importância. Além disso, os dois não se preocupam com o que os outros pensam sobre a forma como se relacionam, eles são carinhosos em público, naturalizando a afetividade entre homens.
O casal de amigos é, também, imune de preconceitos e tabus entre si: conversam sobre tudo desde problemas familiares até relações sexuais. A confiança, carinho e consideração que eles têm é presente e se sobrepõem às diferenças, inseguranças e preconceitos.
d) Feminismo e sororidade
A empatia entre mulheres, ou sororidade, é introduzida na história após fotos íntimas de uma menina vazar na internet. Constrangida, ela assume que as fotos são dela em público para que não “atribuem” a foto à outra pessoa. Mas quando essa cena acontece, uma sensação de empatia toma conta de todas as meninas do colégio, e elas têm uma ação simples, acolhedora e empoderada que ajuda a menina da foto a enfrentar aquele constrangimento. Uma cena cheia de emoção e feminismo que vale muito a pena conferir.
e) Representação do sexo
Pelo título podemos imaginar que há muitas cenas explícitas de sexo, quando, na verdade, não é bem assim. A produção se preocupa em mostrar vários tipos de órgãos genitais, mas a transa em si, é bem mascarada e até a masturbação têm uma representação cinematográfica muito criativa.
Em vez de mostrar alguém gemendo ao se tocar ou transar, a série explora mais as músicas e o cenário, criando uma incrível trilha sonora e palheta de cores nas cenas de prazer para representar aquilo como algo poderoso e único, e não banal e supérfluo.
Além disso, há paixão entre os personagens, sentimentos que os envolvem tanto dentro quanto fora do sexo. Sex Education consegue, assim, nos explicar como transar tem muito mais haver com o que os inúmeros sentimentos e pensamos que temos do que com uma fútil atração corporal"
A arqueologia é simplesmente maravilhosaaaaaaa... E a engenharia de 2.300 anos então?
"O antigo sistema de tubulações e encanamento de Pompeia, na Itália, está em tão boas condições que deve voltar a funcionar — mesmo apesar de ter sido construído há 2.300 anos. Os 457 metros de construções foram afetados pela erupção do Vesúvio, em 79 d.C., que destruiu a cidade e matou todos os moradores da região. Ainda assim, segundo os pesquisadores, recuperar o sistema de drenagem foi possível.
De acordo com os especialistas, a rede de túneis e canais se ramifica a partir de duas cisternas localizadas abaixo do centro da cidade. Acredita-se que a construção do sistema tenha ocorrido em três fases, começando no século 3 a.C. — quando a cidade sofreu os impactos do Vesúvio, as obras provavelmente ainda não estavam completamente terminadas.
Para explorar o sistema de drenagem de Pompeia, os especialistas começaram a limpar os túneis em 2018, restaurando-os com o intuito de torná-los úteis novamente. Mas para isso a equipe teve de desenvolver uma técnica que não perturbasse o resto do sítio arqueológico tão rico da região.
Felizmente o projeto deu certo, e agora os arqueólogos pretendem explorar outras partes da cidade em busca de mais túneis e canos para serem restaurados. “O projeto de explorar esses túneis faz parte das atividades do Parque Arqueológico de Pompeia, que visam ampliar nossa compreensão do local, que é a base essencial de qualquer intervenção de monitoramento ou salvaguarda”, declarou Massimo Osanna, diretor geral do sítio arqueológico, em comunicado.
“Essa exploração inicial, mas completa, do complexo sistema de canais subterrâneos confirma o potencial cognitivo que o subsolo pompeiano preserva e demonstra quanto ainda resta a ser investigado e estudado", pontuou Osanna. "Além disso, muitas lacunas no conhecimento do passado sobre certos aspectos ou áreas da cidade antiga estão sendo preenchidas, graças à colaboração de especialistas em vários setores, que nos permitem reunir dados cada vez mais precisos como resultado de habilidades especializadas que nunca foram empregadas em outros períodos de escavação ou estudo."
No mundo todo existem mitos, lendas e contos sobrenaturais e no Brasil não é diferente. Com a diferença que a maioria dos brasileiros não leva a sério e reduz a meros casos folclóricos. Nossos mitos não são totalmente valorizados, entretanto, temos lendas incríveis que merecem ser conhecidas e divulgadas.
"Eles não alardeiam seus sustos, aguardam os incautos na penumbra, pois anseiam, acima de tudo, dar continuidade a seus causos com letras tipografadas em vermelho sangue.
Corpo Seco é desses. Dizem que em vida, era um homem que vivia para promover maldades e que na morte, nem o inferno o queria, sendo rejeitado e vomitado pela terra de sua sepultura. Segundo o mito, trata-se de um corpo em decomposição que persegue e surra as pessoas na estrada. Assim, atenção aí quem trafega pelo interior dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Centro-Oeste.
Espreita pelos telhados do interior de São Paulo e também no Paraná e em Minas Gerais, uma bruxa velha e abominável que na calada da noite, entra pelas janelas e pisa sobre o peito dos adormecidos na intenção de mata-los sufocados. Minha avó me prevenira que apenas uma tesoura aberta oculta sob o colchão pode afugentar a criatura.
Nas serras e penhascos do Ceará, existe a assombração de um velho escravo faminto, o gigantesco e terrível Gorjala, que caça e devora os homens que se atrevem a percorrer esse caminho à noite.
Há em nossa criptozoologia verde amarela, relatos históricos de um ser chamado Anhangá na região Norte. As Cartas de José de Anchieta Manuel de Nóbrega e Fernão Cardim, no final do século XVI, descreviam uma criatura fantástica, antropoide, com olhos de fogo e que devorava as pessoas que se atreviam a visitar seus bosques.
O Boitatá foi uma das primeiras criaturas míticas a ganhar vida no imaginário brasileiro. Os povos tupi-guarani alardeavam que essa imensa cobra de fogo perseguia à noite os guerreiros mais bravos que se aventurassem na floresta e queimava-os para consumir suas cinzas. Seu mito é conhecido no Rio Grande do Sul.
Um dos mais conhecidos mitos brasileiros é a Mula Sem Cabeça. Comum em qualquer povoado onde exista uma igrejinha. Costuma correr pelas matas e assusta tanto homens como animais com seu formato grotesco. Possuí corpo equino e no lugar da cabeça se divisa apenas uma imensa tocha ardendo na escuridão da noite. Dizem que se trata do fantasma de uma mulher amaldiçoada por Deus por ter tido um filho com um padre.
Há quem o tome por um gênio bom da floresta Amazônica, mas poucos conhecem a verdadeira natureza do Curupira que sequestra crianças para devorar e tocaia os adultos que partem em sua busca.
A Iara é uma linda sereia que vive no Rio Amazonas, sua pele é parda, possuí longa cabeleira verde e olhos castanhos que encantam os barqueiros que cruzam suas águas. Há quem diga que, à noite, ela ataca os homens que acampam a margem dos rios para lhes afogar e consumir sua carne no lodo do rio.
Essa é, pois, uma pequena amostra do que espreita nas páginas de nossos mitos. Dada a tendência do cinema gringo de transformar strigois em vampiros bonzinhos que brilham a luz do dia e de preencher de amor o coração gelado dos mortos vivos, é bom ir se acostumando a valorizar o folclore de seu país, meu bem."(revistaaventuranahistoria)
Domingão, com uma forte garoa, olhando de longe parece que estamos em pleno outono, e brisa sacudindo as folhas das árvores. Uma manhã deliciosa e perfeita para colocar as leituras e séries em dias.
E por falar em série, na Netflix estreou Locke e Key, eu comecei a assistir e descobri que é baseada numa HQ do mesmo nome, publicada em 2008. E todos já devem saber que gibis/HQs são minha paixão desde criança né?
O autor das HQs Joe Hill(sim, filho de Stephen King e autor de livros como A Estrada da Noite, Fantasmas do Séc. XX, Tempo Estranho, O Pacto, entre outros) nos mostra uma história inteligente e extremamente
original, mesmo usando muitos elementos de H.P. Lovecraft na trama.
O
horror e a violência em Locke & Key – Bem-vindo a Lovecraft parecem
reais e não são para os fracos de coração. O estilo artístico de
Gabriel Rodriguez é muito animado, consistindo de linhas claras e
nítidas. E na maior parte das cenas, ficamos analisando os detalhes,
pois cada arte nos faz refletir todo o plano de fundo que não são
contados.
"Locke & Key – Bem Vindo a Lovecraft é o primeiro Volume, dividido em 6 partes, e conta uma estória sobre a família Locke e suas chaves, segredos, e com direito a referências ao H.P Lovecraft e ao seu mundo criado. Algo que foi deixado de lado propositalmente na série.
A Família Locke é uma família muito rica, dona de uma ilha chamada Lovecraft em Massachusetts (A Massachusetts de Lovecraft, não a real). A Família Locke é formada por Nina (mãe), Rendell (pai), Bode (filho caçula), Tyler e Kinsey (Irmãos mais velhos).
O enredo de Locke & Key – Bem vindo à Lovevcraft gira em torno da família Locke. Logo após o assassinato brutal do pai, os três irmãos e sua mãe se mudam para sua casa ancestral em Lovecraft, Massachusetts. A mansão é chamada de Keyhouse e possui chaves e portas mágicas, dando aos portadores das chaves poderes mágicos. Por exemplo, uma das chaves dá o poder de morrer temporariamente e se transformar em um fantasma. Outra chave muda seu sexo. A família Locke logo descobrirá que um demônio enganador, que foi mantido em cativeiro em um poço na Keyhouse, também está de olho nas chaves e está disposto a derramar sangue para obtê-las.
Além disso temos o Algoz da Família Locke: Ram Lesser, que assassinou Rendell e fugiu do centro de detenção juvenil para voltar a atormentar os Lockes e, para chegar até eles, mostra o quão cruel ele pode ser."