quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Advogado do Diabo, o Filme

E lá se vão 20 anos, 17 de outubro de 1997, do lançamento do filme "Advogado do Diabo" e Keanu Reeves continua magnífico. Dizem que ele fez um pacto com o Anjo Caído para não envelhecer, sei não...

 Bem quanto ao filme é chocante e inspirador, visualmente bonito, assim como instigante. O diabo tem sido retratado milhares de vezes, por Hollywood, ao longo dos anos, mas nenhum tão interessante como este. 

Um filme fabuloso, envolve o coração e a mente. Ao longo das imagens, você começa a perceber a complexidade incomum da história. Kevin Lomax (Keanu Reeves) é um sucesso no tribunal do interior, onde mora. 

Não importa o quão repugnante seja o crime, ele hipnotiza o júri e libertar seus clientes. Lomax é convidado a ir para Nova York, onde uma escritório de advocacia, famoso e poderoso, comandado por um advogado misterioso, John Milton (Al Pacino), o convida para trabalhar e, assim se abre a porta para um mundo completamente diferente, um mundo de luxo e riqueza, luxúria e poder. 

Mas, ao viver nesse universo, ele começa a perceber que, as coisas não são o que parecem ser. Uma das obras cinematográficas mais inteligentes e deslumbrantes já realizadas. 

Mesmo não sendo um sucesso de público nos Estados Unidos, aqui no Brasil foi um mega sucesso e mesmo passados 20 anos ele ainda choca de uma certa maneira, principalmente pelos diálogos entre Lomax e Milton ou pelas cenas de Charlize Theron 

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Crer e Destruir de Christian Ingrao

E saiu mais um livro sobre o Nazismo e desta vez pela pena de um historiador francês. E quanto mais soubermos sobre o funcionamento da máquina de matar gerenciada por Hitler melhor. 

No momento em que a extrema direita começa a se instalar na Europa , exemplo da Alemanha de Angela Merkel e  na Áustria onde tem um governo de extrema direita, é bom estar ciente das ideologias com cunho nacionalista e conservador.


 " A imagem que se tem popularmente de um oficial da SS  é a de um indivíduo cruel, chegando ao sadismo, corrupto, cínico, arrogante, oportunista e não muito culto. Alguém que inspira (além de medo) uma repugnância instantânea e uma tranquilizadora sensação de que é uma criatura muito diferente, um verdadeiro monstro. O historiador francês especializado em nazismo Christian Ingrao (Clermont-Ferrand, 1970) oferece-nos um perfil muito diverso, e inquietante. A ponto de identificar uma alta porcentagem dos comandantes da SS e de seu serviço de segurança, o temido SD, como verdadeiros “intelectuais comprometidos”.

O termo, que escandalizou o mundo intelectual francês, é arrepiante quando se pensa que esses eram os homens que lideravam as unidades de extermínio. Em seu livro Crer e Destruir: Os intelectuais na máquina de guerra da SS nazista, Ingrao analisa minuciosamente a trajetória e as experiências de oitenta desses indivíduos que eram acadêmicos – juristas, economistas, filólogos, filósofos  e historiadores – e ao mesmo tempo criminosos –, derrubando o senso comum de que quanto maior o grau de instrução mais uma pessoa estará imune a ideologias  extremistas.

Há um forte contraste entre esses personagens e o clichê do oficial da SS: assassinos em massa fardados e com um doutorado no bolso, como descreve o próprio autor. O que fizeram os “intelectuais comprometidos”, teóricos e homens de ação, da SS foi terrível. Ingrao cita o caso do jurista e oficial do SD Bruno Müller, à frente de uma das seções do Einsatzgruppe D, uma das unidades móveis de assassinato no Leste, que na noite de 6 de agosto de 1941 ao transmitir a seus homens a nova ordem de exterminar todos os judeus  da cidade de Tighina, na Ucrânia, mandou trazer uma mulher e seu bebê e os matou ele mesmo com sua arma para dar o exemplo de qual seria a tarefa.
 
“É curioso que Müller e outros como ele, com alto grau de instrução, pudessem se envolver assim na prática genocida”, diz Ingrao. “Mas o nazismo é um sistema de crenças que gera muito fervor, que cristaliza esperanças e que funciona como uma droga cultural na psique dos intelectuais.”
 
O historiador ressalta que o fato é menos excepcional do que parece. “Na verdade, se examinarmos os massacres da história  recente, veremos que há intelectuais envolvidos. Em Ruanda,  por exemplo, os teóricos da supremacia hutu, os ideólogos do Hutu Power, eram dez geógrafos da Universidade de Louvain (Bélgica). 

Quase sempre há intelectuais por trás dos assassinatos em massa”. Mas, não se espera isso dos intelectuais alemães. Ingrao ri amargamente. “De fato eram os grandes representantes da intelectualidade europeia, mas a geração de intelectuais de que tratamos experimentou em sua juventude a radicalização política para a extrema direita com forte ênfase no imaginário biológico e racial que se produziu maciçamente nas universidades alemãs depois da Primeira Guerra Mundial. E aderiram de maneira generalizada ao nazismo a partir de 1925”. A SS, explica, diferentemente das ruidosas SA, oferecia aos intelectuais um destino muito mais elitista."(https://brasil.elpais.com)

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Teoria Bizarra sobre Toy Story 3

Eu adoro desenho animado desde adolescente e até hoje sou fã de muitos deles. Há pouco estava lendo sobre a Saga Toy Story e deparei-me com mais uma "teoria da conspiração" e resolvi postá-la aqui para possíveis reflexões. Mesmo não acreditando nela achei o paralelo com o holocausto bastante interessante.

"Qualquer indivíduo mentalmente desequilibrado pode inventar uma teoria assustadora sobre o seu desenho animado favorito – é por isso que elas são chamadas de “teorias dos fã”. No entanto, de vez em quando nos deparamos com algumas que são muito atraentes pra serem ignoradas, mesmo que a leitura garanta um mês de insônia.

Então mergulhamos na enorme fossa das interpretações enlouquecidas, divertidas e obsessivas da Internet e apresentamos as teorias dos fãs mais estranhamente plausíveis. Que o nosso sacrifício permita que sua mente exploda – e tenha assunto pra próxima mesa de bar.

1. Toy Story 3 é uma Alegoria para o Holocausto

 

Toy Story 3 é sem dúvida o filme mais sombrio da trilogia carro-chefe da Pixar, mas ainda é um conto comovente sobre amizade, crescimento e tempos difíceis . Ah, e também é sobre o extermínio em massa de milhões de pessoas em campos de concentração.



A Teoria:

De acordo com o crítico de cinema Jordan Hoffman, Toy Story 3 é totalmente sobre o Holocausto. No mesmo artigo, ele alega que o filme seja uma propaganda marxista, um filme existencialista e uma metáfora pra várias religiões do mundo – é possível que ele estivesse só brincando. A teoria do Holocausto é o que chamou a atenção da Internet devido ao número surpreendente de paralelos entre esta história alegre sobre brinquedos e uma das maiores tragédias da humanidade.

Porque é plausível:

Vamos olhar pro enredo: tudo começa quando o povo judeu – representado pelos brinquedos – é deixado pra trás por seus países no início da 2ª Guerra Mundial – representados por Andy saindo pra faculdade. Neste ponto, o líder dos brinquedos, Woody, sugere se esconder no sótão, estilo Anne Frank, mas eles acabam sendo mandados pra Creche Sunnyside. Você sabe, um lugar onde sua espécie está “concentrada” e é rotineiramente maltratada – por crianças em vez de nazistas.

Embora provavelmente esse garoto seja ambos:



Os brinquedos malvados que vivem em Sunnyside são a versão da polícia judaica do filme, que ajudou a empurrar os seus companheiros judeus em comboios pra Auschwitz. Por causa deles, os personagens principais acabam em uma correia transportadora – direto pro incinerador.

Há até uma cena triste, onde os brinquedos agarram as mãos e aceitam seu destino.



E depois, claro, eles são salvos por brinquedo aliens, que, obviamente, seriam os Aliados. Os protagonistas, eventualmente, mudam pra um novo lugar onde “muitos de sua espécie já vivem e têm uma posição estabelecida” – Israel/casa de uma menina. Então lá vai: a próxima vez que alguém lhe disser que ouviu uma teoria impressionante sobre a identidade da mãe de Andy, você pode dizer-lhes: “Oh, eu sei, ela é a Gestapo que enviou os brinquedos.”(https://www.einerd.com.br)

domingo, 15 de outubro de 2017

Qualidades do Professor - Cecília Meireles

                  Às vezes alguma turma lembra que também celebramos aniversário.

O domingão amanheceu gelado, 17º C, e um sol tímido já começa a surgir no céu nublado. Nem precisa dizer que já realizei todos os rituais matinal como: ler o jornal, beber minha caneca de chocolate e ouvir a boa música na Centro América FM. 

E hoje é Dia do Professor e amanhã os alunos nem se lembrarão de nos cumprimentar. Entretanto, nós lembramos... Mesmo não tendo a devida valorização por parte dos governantes, continuamos seguindo nossa profissão; mesmo que por vezes pensamos em desistir por causa da falta de interesse dos alunos continuamos; e como diz Cecília Meireles possuímos algumas qualidades louváveis para serem apreciadas pelos adolescentes que estão sob nossos cuidados!.


"Se há uma criatura que tenha necessidade de formar e manter constantemente firme uma personalidade segura e complexa, essa é o professor.

Destinado a pôr-se em contato com a infância e a adolescência, nas suas mais várias e incoerentes modalidades, tendo de compreender as inquietações da criança e do jovem, para bem os orientar e satisfazer sua vida, deve ser também um contínuo aperfeiçoamento, uma concentração permanente de energias que sirvam de base e assegurem a sua possibilidade, variando sobre si mesmo, chegar a apreender cada fenômeno circunstante, conciliando todos os desacordos aparentes, todas as variações humanas nessa visão total indispensável aos educadores.
 


É, certamente, uma grande obra chegar a consolidar-se numa personalidade assim. Ser ao mesmo tempo um resultado — como todos somos — da época, do meio, da família, com características próprias, enérgicas, pessoais, e poder ser o que é cada aluno, descer à sua alma, feita de mil complexidades, também, para se poder pôr em contato com ela, e estimular-lhe o poder vital e a capacidade de evolução.

E ter o coração para se emocionar diante de cada temperamento.

E ter imaginação para sugerir.

E ter conhecimentos para enriquecer os caminhos transitados.

E saber ir e vir em redor desse mistério que existe em cada criatura, fornecendo-lhe cores luminosas para se definir, vibratilidades ardentes para se manifestar, força profunda para se erguer até o máximo, sem vacilações nem perigos. Saber ser poeta para inspirar. Quando a mocidade procura um rumo para a sua vida, leva consigo, no mais íntimo do peito, um exemplo guardado, que lhe serve de ideal.

Quantas vezes, entre esse ideal e o professor, se abrem enormes precipícios, de onde se originam os mais tristes desenganos e as dúvidas mais dolorosas!

Como seria admirável se o professor pudesse ser tão perfeito que constituísse, ele mesmo, o exemplo amado de seus alunos!

E, depois de ter vivido diante dos seus olhos, dirigindo uma classe, pudesse morar para sempre na sua vida, orientando-a e fortalecendo-a com a inesgotável fecundidade da sua recordação."

(*Publicado no Diário de Notícias, Rio de Janeiro, em 10 de agosto de 1930.)

                                                 
                                                  

sábado, 14 de outubro de 2017

Assassinato no Expresso do Oriente, o Livro

E o sabadão amanheceu com 16º C, quanta diferença, pois ontem estava 40º C.! Ainda é tempo para relaxar e ler um bom livro.  Antes que o filme O Assassinato no Expresso do Oriente chegue aos cinemas é melhor descobrir sobre o  enredo. Afinal, o famoso detetive Hercule Poirot é incrível nas soluções dos mistérios.
 

 “Assassinato no Expresso do Oriente”, é um dos livros mais emblemáticos e notórios de Agatha Christie. Publicado em 1934, é também o livro mais vendido da autora, que escreveu mais de 80 contos  policiais, romances sob o pseudônimo de Mary Westmascott, além de diversas obras para o teatro. Ela, que escreveu um livro por ano até a data de sua morte, criou o mais famoso de seus personagens, justamente para o enredo de “Assassinato no Expresso do Oriente”: o detetive Hercule Poirot, que possui uma forma muito peculiar de solucionar os casos que está investigando.  

A narrativa de “Assassinato no Expresso do Oriente”, começa com Hercule Poirot voltando para Londres, logo após de desvendar um crime que acontecera na Síria. É então que o detetive vai se deparar com outro caso muito misterioso: um assassinato no trem chamado de ‘expresso oriente’. Por conta de uma grande tempestade de neve, o expresso tem o seu percurso bloqueado.

Grande parte da narrativa é ambientada, por esta razão, no local onde acontecera o crime. Mr.Ratchett, personagem de nacionalidade americana, é assassinado em sua cabine, que está trancada pelo lado de dentro. Ele leva 12 punhaladas de faca, sob circunstâncias muito misteriosas. O expresso estava lotado naquele dia, e o crime causa grande comoção entre os passageiros. Sabendo que o famoso detetive Poirot estava à bordo, ele é chamado para ver a cena do crime, e assim tentar uma solução para o caso. 


O crime se mostra totalmente confuso, irracional, e complexo, ao mesmo tempo. Poirot, que se depara com um dos crimes mais estranhos de sua carreira, consegue resolver o mistério, conferindo verdade para cada um dos pontos obscuros da cena do crime. Poirot fica perplexo diante de tantas pistas contraditórias que levam às conclusões mais absurdas. Na verdade, todas plantadas para enganar a polícia."(www.clubedoresumo.com)

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Razões para Assistir Lucifer

E é sexta-feira 13 e nada de lua cheia para dar um tom de terror, feriadão em andamento então, nada mais interessante que maratonar mais uma série na netflix. E Lucifer é muito divertida e interessante e alguns motivos para assistir são...
"1. O ator Tom Ellis

O encarregado de interpretar Lucifer é o ator galês Tom Ellis, que se destacou principalmente em séries de televisão britânicas, como “East Enders”, “Merlin”, “Pulling” e “Miranda”. Ele também teve uma pequena participação na série de Guillermo Del Toro, “The Strain”. Ellis faz deste Lucifer um personagem carismático, charmoso e diabólico.
2. Quem é esse Lucifer?

Lucifer, como todos sabem, é o mestre e senhor do inferno, o anjo caído da Bíblia e o diabo em todas as religiões abraâmicas. Nas mãos de Neil Gaiman, o personagem se ajustou um pouco para se encaixar no universo fictício da DC Comics, onde convive com outras divindades, figuras metafísicas antropomórficas (como Sonho e vários outros personagens de “The Sandman”) e super-heróis.
3. Os criadores da série

O principal responsável criativo da série é Tom Kapinos, o criador de “Californication”, a série estrelada por Dave Duchovny. Len Wiseman (“Underworld”, “Live Free” ou “Die Hard”) é o diretor do piloto como também o produtor executivo. Completam o quarteto: Jerry Bruckheimer, que produziu de “C.S.I.” a “Piratas do Caribe”, e Jonathan Littman (“C.S.I.”).
4. Gerou polêmica

Todo mundo sabe o que Lucifer representa como símbolo, mas é preciso ser capaz de diferenciar este personagem que é um produto da ficção. Uma organização norte-americana chamada One Million Mothers, pertencente à American Family Association, lançou através de seu site uma petição para evitar que “Lucifer” fosse transmitida. De acordo com essa organização, a série, em sua versão do diabo, comete uma falta de respeito com o cristianismo e faz zombaria da Bíblia.
5. A resposta de Neil Gaiman aos protestos

"Ah, parece que foi ontem (mas foi em 1991) que as mães preocupadas da América anunciaram seu boicote ao 'The Sandman' porque tinha personagens homossexuais, bissexuais e trans. Eu me pergunto se elas não descobriram que a estratégia também não funcionou naquele tempo”, respondeu Neil Gaiman."(/www.vix.com/)

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Supernatural: Os Segredos da Série...

E finalmente chegou a 13ª Temporada de Supernatural com o 13x1,"Lost and Found", e pelo trailer vai ser de arrepiar... Foram quase 5 meses de espera e a ansiedade só aumenta, afinal são 12 anos e 13 temporadas. 

Não tem como não amar essa Série incrível e os pseudos hunters podem continuar dizendo que deveria ter terminado na 5ª temporada, pois essa não é a opinião dos J2M e demais atores e atrizes e dos produtores e roteiristas e do próprio criador da mesma. Então, quem não gosta aproveita e pare de dar opinião, afinal existem inúmeras Séries para serem cultuadas.

Eu como uma hunter de "raiz" estou sempre antenada com as notícias e achei esta entrevista feita com os personagens principais da Série ao EW e irei postá-la aqui na íntegra.


"As estrelas de Supernatural analisam os momentos que mudaram a série

Estrelas Jensen Ackles, Jared Padalecki e Misha Collins passaram por rápidas mudanças e algumas voltas surpreendentes durante a jornada extraordinária da série.

Jared Padalecki ainda lembra o tom exato para a primeira temporada de Supernatural: “Rota 66 encontra Arquivo X, irmãos nas estradas secundárias da América caçando coisas que aparecem à noite.” Foi assim que ele e o co-protagonista Jensen Ackles foram pedidos para promover a série, onde, em seu primeiro ano, era apenas isso, Sam e Dean Winchester caçando lendas urbanas de estado em estado.

Mas com o tempo esse tom original adicionou algumas sentenças. Bem como toda boa viagem, houve algumas reviravoltas – e as ocasionais encruzilhadas – no caminho. Embora a série continue sendo sobre dois irmãos nas estradas secundárias da América caçando coisas, essas “coisas” agora incluem tudo desde espíritos vingativos à amigos imaginários e até mesmo o próprio Lúcifer. Afinal de contas, uma série não dura 13 temporadas sem ajustar seu plano de jogo. Para Supernatural, isso significou uma mitologia sempre se expandindo, algumas mortes chocantes, personagens ressuscitados, quebrando a quarta parede e muito mais.
 


Apesar de tudo, uma coisa permaneceu fiel: Sam e Dean Winchester farão qualquer coisa para salvar o mundo e, mais ainda, para salvar um ao outro. E eles farão enquanto navegam aquelas aparentemente estradas sem fim em seu Impala 1967.

Encontrar John Winchester (interpretado por Jeffrey Dean Morgan) foi o objetivo dos rapazes na temporada 1, embora isso acabou sendo tão difícil quanto fazer John ficar uma vez que ele foi finalmente encontrado. A reunião da família Winchester foi curta: a temporada 1 acabou com um acidente de carro e os destinos dos três homens incertos. E então teve aquele pacto demoníaco que John fez com o mesmo monstro que eles estavam caçando. 



 








JENSEN ACKLES Tudo até nesse ponto era sobre encontrar o pai. Encontramos nosso pai, continuamos a lutar como uma unidade, e então perdemos o pai, e agora somos dois órfãos.
 

JARED PADALECKI E acho que essa foi a primeira vez que trouxemos alguém de volta da morte e foi você (para Ackles).

ACKLES Morri no acidente de carro e ele trocou sua vida com Azazel.

PADALECKI Acho que foi a primeira vez que vimos um personagem grande morrer e voltar. E foi um risco total. Então contamos a história dos Ceifadores e o véu e o que acontece com sua alma.

ACKLES Foi quando entramos no pós-vida.

PADALECKI Essa foi uma grande mudança no que Supernatural poderia fazer.

ACKLES Com a introdução do inferno e fazendo pactos com demônios – o que é engraçado, porque você pensa sobre isso, e (criador) Eric (Kripke) sempre soube porque a mãe fez um pacto com o demônio de olhos amarelos.

A próxima mudança viria mais tarde na temporada 2, preparando o território para a introdução de anjos antes de Castiel mostrar suas asas naquele celeiro abandonado na temporada 4. 

PADALECKI “Houses of the Holy” foi a primeira vez que falamos sobre anjos em Supernatural. (Jensen) e eu pensamos, “Qualquer que seja sua crença religiosa, qualquer que seja a nossa, não estamos aqui para proselitizar. Estamos aqui para fazer um seriado de televisão, mas queremos ser universais.” Então fizemos uma conferência por telefone com Eric Kripke, e falamos, “Ei, cara, não sabemos como sentimos sobre isso.”

ACKLES Não queríamos ser um porta-voz para as visões religiosas dos roteiristas, porque não era a série que tínhamos topado. Nosso argumento era: Confiamos em você. Você foi justo com a gente até agora. No entanto, essa é a nossa única preocupação, e estamos trazendo isso à tona para que possamos discutir.”

PADALECKI E eles nos escutaram, e acho que é por isso que eles esperaram mais um ano e meio antes de introduzir nosso segundo e mais famoso anjo. Acho que foi a única vez que os procuramos com uma reclamação. Porque não sou um roteirista. Não quero ser um roteirista. Gosto do meu trabalho como ator. Mas foi legitimo, como “Escute, se for pra ser sobre religião, não quero fazer parte disso.”

MISHA COLLINS E agora surpreendentemente, 12 anos depois, muito da série tem ficado entre o conhecimento bíblico e mitologia que é na verdade tirado da bíblia. Uma coisa interessante para nós que terminamos conversando com padres e pastores e ministros, ou até mesmo freiras, que adoram a série. 

ACKLES [para Collins] Você e eu fomos ao Vaticano. Fomos à Basílica de São Pedro e tinha um padre ali da Carolina do Sul. Ele era um fã da série e fez uma missa particular para nós em frente do mural de Michael destruindo Lúcifer. Ele disse “Pensei que seria apropriado para vocês.”

COLLINS Foi bem mágico.

ACKLES Foi maravilhoso, mas meu ponto é que estávamos em um dos lugares mais religiosos do mundo, e eles estavam atendendo pessoas de uma série que lida com enredos baseados em religião.

PADALECKI Mas não contando a história que a bíblia conta. 


ACKLES Essa foi a saída. É quando conseguimos um passe de que não estamos tentar contar a história da bíblia. Os roteiristas pegam inspiração de elementos bíblicos e então elaboram sobre eles. Então entramos na discussão original, Eric voltou com: “Não estamos aqui para contar a história de Jesus Cristo. Estamos aqui para pegar aquele elemento e usar como inspiração para a história.” Acho que isso aliviou qualquer preocupação que ele e eu tivemos. E ao mesmo tempo confiamos realmente em Kripke e ainda confiamos até hoje. 
Outro risco veio com o “Hollywood Babylon” na temporada 2, que pode ser considerada a primeira tentativa da série em um metaepisódio. Abriu a porta para tudo desde “The French Mistake” na temporada 6 até o crossover com Scooby-Doo na temporada 13.

ACKLES “Babylon” foi a primeira vez que brincamos conosco mesmo e estávamos debochando da indústria.

COLLINS Essa foi uma grande (ajuda saber) que você pode ir nessas distâncias absurdas e quebrar convenções. Lendo o roteiro onde estamos fazendo um episódio com Scooby Doo me deixa orgulhoso. Onde mais você pode fazer isso?

PADALECKI Que outra série faz isso e tem o fandom no geral bem animado que vamos fazer isso? Pode imaginar se JAG ou NCIS fizessem um episódio com Scooby-Doo? Pessoas iriam pensar, “O quê?” Não apenas quebramos a quarta parede, vamos fazer meta, mas esses acabam sendo alguns dos nossos melhores episódios. 

O finale da temporada 5 mantém o lugar No 1 no Ranking de Episódios da EW, mas esse momento foi importante por várias razões, uma das quais sendo que foi a despedida de Kripke.

COLLINS “Swan Song” foi outra milhagem porque marcou a culminação da visão original de Kripke para a série. Ele teve um arco de cinco temporadas em mente que embrulhou perfeitamente com um laço e então ele seguiu em frente e entregou as rédeas para Sera (Gamble). Isso se tornou, “Okay, pessoal, vamos pensar em como começar um novo capítulo ou um novo volume em uma série de capítulos.”

PADALECKI Foi a história que todos nós viemos, alguns de nós foram introduzidos nos primeiros cinco anos. Então o criador se afastou? Eu argumentaria que foi a maior mudança.

Gamble serviu como showrunner para as temporadas 6 e 7, a última contendo outro maior momento da série: a morte de Bobby (Jim Beaver), a figura paternal de Sam e Dean.

PADALECKI Bobby foi uma grande parte. Jeffrey Dean (Morgan) nunca foi uma grande parte da série. Ele obviamente foi uma grande parte da história, mas ele fez (apenas uns poucos) episódios, e Jim Beaver fez 60 e alguma coisa. E teve algo sobre a morte dele que sabíamos que era final…ou final para Supernatural. 

ACKLES Porque o personagem dele disse “Fui”. Então não foi como se ele tivesse sido morto por acidente e conseguimos um jeito de trazer Bobby de volta. Ele foi como, “Estou jogando a toalha, rapazes.” Foi pesado.

PADALECKI Essa foi provavelmente a primeira grande morte de alguém que esteve lá por anos…

ACKLES (Interrompendo) Um favorito dos fãs

PADALECKI Sim, e eu lembro do (presidente da CW) Mark Pedowitz dizendo algo sobre o efeito de “Como fã, odiei quando Bobby morreu, mas foi uma grande televisão.” É assim que me sinto.

ACKLES Como quando Sam Winchester morre de vez, vai ser boa televisão. Mas quando Dean Winchester continua vivo, vai ser uma ótima televisão. (Todo mundo ri) 

 
O finale da temporada 12 vimos a introdução de um mundo apocalíptico alternativo no qual Sam e Dean nunca nasceram e Céu e Inferno estão presos em uma guerra eterna. E com esse mundo vem a possibilidade para um número de voltas de personagens. Mas será um momento decisivo?

COLLINS Bem, acho que a fenda e o fato que você pode entrar no mundo apocalíptico e pode de repente revisitar cada personagem em uma diferente iteração – pode haver uma versão diferente de cada personagem – abre para essa incrível variedade de coisas.

ACKLES Porque não ter os mesmos personagens como algo diferente? 

PADALECKI E se um universo alternativo existe, então quantos universos alternativos existem? É difícil dizer, porque sinto que é impossível identificar uma reviravolta durante a volta. Em retrospectiva, será revelado como essa história afetará a série, o cânone no geral e da forma como seguiremos em frente. Mas eu certamente sinto que estamos abrindo portas com a fenda e com o filho de Lúcifer.

COLLINS É também difícil porque (nos) primeiros cinco anos houve esses novos capítulos totalmente incríveis que nunca foram abertos. Então muita coisa foi levada para tantos extremos que é difícil ir para um novo extremo que é tão grande que cria um mundo inteiro novamente.

PADALECKI É quase um paradoxo, mas contamos essas histórias de um jeito que é baseado na realidade. Esse não é uma série fantástica. Não é “há muito tempo, em uma galáxia muito, muito distante. Parte de toda nossa premissa é que aquele é esse mundo. Estamos contando histórias malucas, mas isso está no mundo que você vive nesse momento. É incrível ver nossos roteiristas, que são incrivelmente talentosos, imaginar isso e tentar colocar uma peça quadrada em um buraco redondo. É incrível de ver e ser parte disso.(jensenacklesbr.com/) Artigo Original