sábado, 21 de outubro de 2017

A Biografia de Stan Lee em HQs

O sabadão está quente e com jeito de que vai chover a qualquer momento. Aproveitando nosso merecido relax, depois de uma semana bastante agitada, vamos curtir a biografia em Hqs de Stan Lee. Eu duvido que alguém nunca tenha ouvido falar desse Sr. maravilhosoooooo.

"Stan Lee é provavelmente a maior lenda viva da indústria dos quadrinhos no mundo, digo isso no sentido do impacto causado por suas obras e a aura mítica que envolve sua personalidade. Diferente de outros autores, que por mais igualmente grandes que possam ser considerados, ficam reclusos da repercussão de seus trabalhos passados, e optam por um ostracismo de persona (O caso mais clássico que temos é o de Alan Moore).
 

Stan Lee abraça fortemente o legado que deixou, desfrutando cada segundo de seu sucesso, sempre bem humorado, participativo e virtuoso. Tais características o tornaram um dos mais amados artistas da atualidade, se não “O” mais amado, sempre marcando presença nas telas do cinema, agora não só em live-action mas também em animações (Como em Big Hero Six), é difícil não se apaixonar pela personalidade e carisma do maior criador de heróis da história, mesmo com toda a polêmica que permeou sua carreira. Conflitos criativos, carrasco em sua passagem de editor-chefe da Marvel, luta por direitos autorais, etc, tudo isso é abordado no primeiro lançamento em quadrinhos da editora “Novo século”, que inaugura seu novo selo de publicações com chave de ouro.
Em “Incrível, fantástico, inacreditável”, acompanhamos a trajetória completa do astro, desde sua infância até os dias atuais, em uma narrativa não-linear e metalinguística que orquestra os relatos em primeira-pessoa de Stan Lee com o cinismo, ironia e comédia pastelão/auto satírica de Peter David, que aproveitando da veia cômica de Lee, tem a oportunidade de voltar a seu velho estilo que consagrou em “Mulher-Hulk” nos anos 80.

Com a dinâmica da narrativa e o competente trabalho de ilustração de Coleen Doran, a HQ consegue resumir inúmeros arcos longos e burocráticos da vida do astro com poucos quadros de HQ, deixando a narrativa fluida e ao mesmo tempo completa, por não omitir nem pular alguma coisa importe da carreira do autor. Pelos olhos da lenda, vemos toda a trajetória da Marvel, além de também termos aspectos da vida pessoal de Lee explorados, seus dramas, obstáculos, perdas e ascensão na carreira, pincelando incontáveis elogios aos inúmeros “fodõe” da indústria que trabalharam ao lado de Stan; de Jack Kirby á Larry Lieber. Vemos aqui os reais sentimentos do astro sobre as polêmicas envolvendo sua suposta supremacia editorial e controle criativo intensivo, e podemos rever nossas opiniões, muitas vezes preconceituosas, a respeito de sua carreira e criações."(ovicio.com.br/)



sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Irmão de Tiradentes Morou em Cuiabá

Eu estava lendo o site do Diário de Cuiabá e deparei-me uma notícia que já tinha ouvido falar, mas por falta de informações nunca dei muita importância.  Domingos da Silva Xavier, o irmão mais velho de Tiradentes tinha morado aqui em Cuiabá.

O profº Doutor Carlos Rosa, foi meu profº de História na UFMT, pesquisou o fato e mencionou em sua tese de Doutorado "Vida Urbana em Mato Grosso no Séc. XVIII", então resolvi postar a notícia aqui na íntegra.

"Inconfidência mineira é um episódio que aconteceu a cerca de 2 mil quilômetros daqui, nos confins das Geraes, e que não tem muitos vínculos com a história de Mato Grosso. Certo? Errado. Uma teia de indagações ainda não respondidas une o passado dos dois territórios – tendo como fio comum o irmão de Tiradentes, Domingos da Silva Xavier, que viveu na Vila Real do Bom Jesus de Cuiabá no decorrer de dez anos.

O rastro deixado pelo irmão mais velho de Joaquim José é cheio de mistérios. Ele aportou em Mato Grosso ocultando o verdadeiro nome e atividade, e sua identidade permaneceu escondida no decorrer da década em que permaneceu em Mato Grosso. Se o disfarce teve vínculos com as atividades da Inconfidência, ainda é cedo para saber – mas o fato é que ele chegou na região apenas seis anos antes da explosão do movimento, o que é suficiente para intrigar pesquisadores.

O historiador Carlos Rosa, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), puxou o fio deste episódio. Para incorporar o assunto à sua tese de doutorado, “Vida Urbana em Mato Grosso no século XVIII” – defendida pela Universidade de São Paulo (USP) – dedicou-se a seguir os passos de Domingos da Silva Xavier. No decorrer de dois anos, recolheu pistas em Cuiabá, Rio de Janeiro e Minas Gerais, onde percorreu os municípios de Belo Horizonte, Ouro Preto, Mariana e Pitangui. Também conseguiu, a distância, informações do Museu Histórico Ultramarino, em Portugal.


E o resultado formado pela junção das peças deste quebra-cabeças é intrigante. Domingos da Silva Xavier – que, segundo historiadores, chegou a ser tutor do irmão Tiradentes, por terem perdido os pais precocemente – chegou em 1784, provavelmente pelo caminho das monções, por via fluvial. Veio acompanhado por três escravos, alegando chamar-se Joaquim José – como Tiradentes – Ferreira.

Domingos era padre. Durante cerca de três anos, foi vigário no Cuiaté, aldeia administrada pela capitania de Minas Gerais. Antes disso, circulou pelos principais núcleos urbanos mineiros. Mas desceu da embarcação com roupas laicas, afirmando ser comerciante do Rio de Janeiro. Chegando em Cuiabá, pediu autorização para advogar, e foi então procurador de pessoas importantes da Vila Real.

Por que ele chegou disfarçado? “Esta é uma pergunta que, por enquanto, posso apenas tornar visível”, disse o pesquisador. Isso porque não foram encontrados documentos capazes de sustentar que ele trocou de identidade por ser emissário da Inconfidência. “Mas é possível que esse seja o motivo”, cogitou Carlos Rosa.

Em depoimento prestado nos anos 90 do século XVIII – quando foi preso –, ele mencionou que saiu de Minas para viver em Cuiabá em busca de uma vida melhor. Informou ainda ter pedido licença sacerdotal para deixar as atividades eclesiásticas, o que foi confirmado através de documentos. Mas, no decorrer do relato, não mencionou o porquê de ter trocado de nome e de naturalidade.

Domingos da Silva Xavier foi preso em Cuiabá porque devia a representantes de grandes comerciantes da Bahia e Rio de Janeiro. Carlos Rosa conseguiu comprovar que os credores fizeram uma armadilha para o irmão de Tiradentes: pagaram testemunhas para declarar que ele contrabandeava diamantes. Assim, o que era uma acusação de inadimplência transformou-se em crime de lesa majestade.

Acuado, Domingos acabou revelando sua verdadeira identidade, em 1790. “Isso porque, como padre, teria direito a tratamento diferenciado. Até os padres envolvidos na Inconfidência Mineira tiveram”, explicou o historiador. Enquanto ele confessava seu nome em Mato Grosso, em Minas aconteciam as prisões dos inconfidentes.

Permaneceu em prisão domiciliar em Santo Antônio do Rio Abaixo – atual Leverger. Isso graças à ação dos chamados “fiéis carcereiros” – pessoas com bens suficientes para arcar com a liberdade condicional de acusados, responsabilizando-se pela recaptura em casos de fuga. Na nova morada e já depois de reassumir a identidade de padre, Domingos passou a rezar missas. Provavelmente, foi durante sua estadia em Santo Antônio que tenha recebido a notícia de que seu irmão havia sido morto e esquartejado."(www.diariodecuiaba.com.br). 



quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Supernatural: A História de Amor entre uma Série e uma Música

A 13ª temporada voltou com tudo e o primeiro episódio foi pura emoção. O resumo da 12ª temporada ao som de "Nothing Else Matters" do Metallica foi maravilhoso e arrepiante!  Hoje será transmitido o 13x2, The Rising Son, e promete novas surpresas para os hunters mais fiéis do mundo. 

Eu estava lendo algumas críticas e achei a do site "judão", onde ele analisa nosso hino ou seja, "Carry On Wayward Son" e o que essa música representa para Supernatural ao longo de 12 anos. O site "omelete" também menciona a presença do rock clássico na Série e também está interessante, entretanto, eu irei postar na íntegra a do "judão" e quem não gosta de textos longos, desculpa aí...

"Na quinta, dia 12 de outubro, estreou lá nos EUA a 13ª temporada de Supernatural, uma série que muita gente odeia e fica se perguntando por que caralhos ainda tá há tanto tempo no ar – mas que tem, do outro lado, uma base imensa de fãs, que a defendem com unhas e dentes (e se você é daqueles que dizem “ai, mas isso é série de menina, elas amam porque os protagonistas são bonitões”, vai se foder COM GOSTO).


Fato é que esta comunidade de fãs é grande o suficiente para garantir a audiência que vem mantendo Sam e Dean Winchester no ar durante tanto tempo. O mesmo grupo de fanáticos, aliás,  que não sabe o que esperar desta temporada com a morte de Castiel e o crescimento do personagem Jack (ou Nephilim, como queira), filho de ninguém menos que Lúcifer (também conhecido como “cramulhão”).
Quer dizer, pelo menos UMA coisa eles sabem que vai acontecer, inevitavelmente: o episódio de número 23, o season finale, vai começar com Carry On Wayward Son, dos progressivos americanos do Kansas, tocando.

Porque esta se tornou daquelas verdades inabaláveis pra Supernatural.

Tudo começou, na verdade, lá no dia 27 de abril de 2006. Em Salvation, penúltimo episódio da primeira temporada, os produtores inventaram de fazer um segmento chamado The Road So Far, pra abrir o episódio fazendo um recap do que tinha rolado, deixando as bases claras pro que vinha a seguir. Carry On Wayward Son, que tem toda esta vibe de música pra ouvir na estrada, foi a escolhida – considerando que tamos falando de uma série que segue os gostos musicais de seu criador, Eric Kripke, e tem rock clássico pra cacete tocando.

“Todos os meus amigos me chamam de Old Man Kripke, porque eu não escuto bandas que são de depois dos anos 1980”, explicou o executivo, certa vez, em entrevista pro The Futon Critic. Justamente por isso, Dean é uma espécie de eu-lírico de Kripke, o tarado por Led Zeppelin que controla o que entra no toca-fitas do Chevrolet Impala 1967 (aka Metallicar, como foi apelidado pelos fãs) que os guia pelas cidadezinhas dos EUA. “Já o Sam curte músicas mais cool, mais modernas, talvez Fall Out Boy, The Killers? Mas é por isso que você não ouve as faixas dele rolando na série, porque eu mal conheço”, admite.
Anos depois, em 2015, ele contaria no Twitter uma história sobre a jukebox que sua família tinha no porão, uma que tinha uma canção incrível, que ele adorava e tocava um monte: é, você adivinhou, esta mesma, Carry On Wayward Son. Sacou de onde veio a ideia? 

Voltando ao assunto, o fato é que então a parada funcionou. A tal The Road So Far com o Kansas rolando passou a ser tradição não no penúltimo, mas no último episódio de rigorosamente todas as temporadas de Supernatural (isso sem contar o encerramento de todos os episódios da temporada única da série em versão anime, produzida pelo estúdio Madhouse). E um seriado que não tem uma música-tema oficial acabou ganhando uma espécie de hino, adotado pelos fãs – que cantam a dita cuja a plenos pulmões em versão karaokê nas convenções da série, por exemplo.

Uma versão mais lenta da música, formato coral, chegou a ser cantada no episódio Fan Fiction, da décima temporada, como parte do musical inspirado em Supernatural – no caso, a série de livros sobre Sam e Dean que existe dentro da série. Mais metalinguagem, impossível.

Escrita pelo guitarrista Kerry Livgren, Carry On Wayward Son foi o grande single do disco Leftoverture, de 1976. Na real, tamos falando da quinta tentativa em emplacar uma canção como single deste álbum. Primeiro grande hit do grupo setentista de rock progressivo – afinal, um ano depois, eles lançariam a balada Dust in The Wind, aquela que toca a cada meia-hora em qualquer estação de rádio especializada em classic rock que você imaginar – a faixa se tornou a primeira composição dos caras a entrar nas paradas de sucesso na Billboard.
Descrita pelos músicos, no documentário Miracles: Out of Nowhere, como “a canção que mudou as nossas carreiras”, Carry On Wayward Son surgiu praticamente do nada. “Eu tava sob tanta pressão pra escrever coisas pro disco novo que entrei num modo que eu nunca tinha assumido antes”, explica Kerry, em entrevista ao Team Rock. “Virei uma máquina de compor, eu saía do ensaio com uma música nova na cabeça e voltava no dia seguinte com outra. Carry On Wayward Son foi a última que escrevi. Cheguei no estúdio, último dia, já empacotando tudo, e aí ‘caras, cês têm que ouvir isso’. Eles escutaram e ‘temos que gravar isso’”.

Pro guitarrista, o segredo da canção está justamente em que cada componente tem aquela pegada grudenta – o riff de abertura, o refrão, até o solo de guitarra. “Ter um hit assim é uma benção, cara. Mesmo hoje, quando os cheques dos direitos autorais chegam, é algo bem significativo. Abriu um novo mundo de público pra nós. Mas também é uma pequena maldição porque aumenta a pressão sobre mim, principalmente, na hora de escrever qualquer coisa. Se tornou desafiador, ampliando as expectativas”.

Este ano, na abertura do painel que encerrou as atividades do Hall H na San Diego Comic-Con, os produtores resolveram celebrar de vez o casamento entre Supernatural e Carry On Wayward Son – e, de surpresa, colocaram os músicos do Kansas para executar a canção ao vivo, levando um clima de show de rock para mais de 7.000 fãs. Originalmente uma ideia de Holly Ollis, diretora global de relações públicas pras produções de TV da Warner, esta foi uma iniciativa que levou TRÊS anos pra ser executada. O motivo? A agenda de shows do Kansas, que sempre batia de frente com a data do painel na SDCC.

Este ano, no entanto, os astros se alinharam e deu tudo certo. Inclusive, segundo Lisa Gregorian, chefe de marketing da WBTV, contou pro Hollywood Reporter, a questão de equipamento também casou perfeitamente. Afinal, o pessoal da divisão de cinema já tinha negociado a utilização dos telões gigantes do Hall H, além de colocar uma iluminação especial que lembra muito a dos palcos de rock. “Veio tudo junto”, explica.
Junte a isso o fato de que o Kansas não só sabe que sua música tem este puta significado em Supernatural como tava realmente querendo fazer acontecer e ainda a liberação, por parte da SDCC, de algumas horas adicionais ao longo da semana para testes de som, de luz, ensaios dos músicos e a porra toda. Pronto, deu certo. “É um daqueles momentos pra conectar de fato as pessoas”, diz Tammy Golihew, VP executiva de marketing da WBTV. “Quando aconteceu mesmo, e a gente viu as pessoas gritando, cantando, dançando, fazendo vídeos e pirando, foi muito bonito. É isso que a gente quer mais e mais”.

O mais bacana é que o amor entre série e música tá gerando um novo fruto – no caso, o spin-off Wayward Sisters, cuja inspiração do título é claríssima. Fruto de uma campanha de fãs de Supernatural, que os próprios atores inclusive apoiaram em suas redes sociais, trata-se de uma série no universo dos Winchester mas protagonizada por um elenco feminino.

Focando inicialmente na xerife Jody Mills (Kim Rhodes), personagem recorrente e responsável pela manutenção da lei em Sioux Falls, Dakota do Sul, teremos um grupo de mulheres reunidas que, de alguma forma, tiveram as vidas marcadas por tragédias sobrenaturais. Aí, da mesma forma que rola com Sam e Dean, elas vão se tornar uma espécie de esquadrão de combate a demônios, vampiros, lobisomens e demais categorias de seres das trevas.

Além de Jody, estão confirmadas a também xerife Donna Hanscum (Briana Buckmaster), que trabalha em Stillwater, Minnesota, e dá as caras em Supernatural desde a temporada 9; Claire Novak (Kathryn Newton), filha de Jimmy, o receptáculo de Castiel; Alex Jones (Katherine Ramdeen), usada como receptáculo de sangue da família de vampiros de Celia e depois adotada por Jody; e Patience Turner (Clark Backo), neta de Missouri Moseley, consultora psiqúica que era muito amiga de John Winchester (pai de Sam e Dean).

Wayward Sisters ainda não tem data de estreia nem nada, mas será oficialmente apresentada dentro de um episódio desta temporada 13 de Supernatural, para depois ganhar vida própria – mais ou menos como aconteceu com o Flash em Arrow. Se eu fosse Eric Kripke, estaria neste exato momento conversando com os caras do Kansas pra que eles escrevam uma nova versão de sua canção, dando uma bela adaptada na letra. Mas isso se fosse eu, claro."(judao.com.br/)

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Advogado do Diabo completou 20 anos

E lá se vão 20 anos, 17 de outubro de 1997, do lançamento do filme "Advogado do Diabo" e Keanu Reeves continua magnífico. Dizem que ele fez um pacto com o Anjo Caído para não envelhecer, sei não...

 Bem quanto ao filme é chocante e inspirador, visualmente bonito, assim como instigante. O diabo tem sido retratado milhares de vezes, por Hollywood, ao longo dos anos, mas nenhum tão interessante como este. 

Um filme fabuloso, envolve o coração e a mente. Ao longo das imagens, você começa a perceber a complexidade incomum da história. Kevin Lomax (Keanu Reeves) é um sucesso no tribunal do interior, onde mora. 

Não importa o quão repugnante seja o crime, ele hipnotiza o júri e libertar seus clientes. Lomax é convidado a ir para Nova York, onde uma escritório de advocacia, famoso e poderoso, comandado por um advogado misterioso, John Milton (Al Pacino), o convida para trabalhar e, assim se abre a porta para um mundo completamente diferente, um mundo de luxo e riqueza, luxúria e poder. 

Mas, ao viver nesse universo, ele começa a perceber que, as coisas não são o que parecem ser. Uma das obras cinematográficas mais inteligentes e deslumbrantes já realizadas. 

Mesmo não sendo um sucesso de público nos Estados Unidos, aqui no Brasil foi um mega sucesso e mesmo passados 20 anos ele ainda choca de uma certa maneira, principalmente pelos diálogos entre Lomax e Milton ou pelas cenas de Charlize Theron 

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Crer e Destruir de Christian Ingrao

E saiu mais um livro sobre o Nazismo e desta vez pela pena de um historiador francês. E quanto mais soubermos sobre o funcionamento da máquina de matar gerenciada por Hitler melhor. 

No momento em que a extrema direita começa a se instalar na Europa , exemplo da Alemanha de Angela Merkel e  na Áustria onde tem um governo de extrema direita, é bom estar ciente das ideologias com cunho nacionalista e conservador.


 " A imagem que se tem popularmente de um oficial da SS  é a de um indivíduo cruel, chegando ao sadismo, corrupto, cínico, arrogante, oportunista e não muito culto. Alguém que inspira (além de medo) uma repugnância instantânea e uma tranquilizadora sensação de que é uma criatura muito diferente, um verdadeiro monstro. O historiador francês especializado em nazismo Christian Ingrao (Clermont-Ferrand, 1970) oferece-nos um perfil muito diverso, e inquietante. A ponto de identificar uma alta porcentagem dos comandantes da SS e de seu serviço de segurança, o temido SD, como verdadeiros “intelectuais comprometidos”.

O termo, que escandalizou o mundo intelectual francês, é arrepiante quando se pensa que esses eram os homens que lideravam as unidades de extermínio. Em seu livro Crer e Destruir: Os intelectuais na máquina de guerra da SS nazista, Ingrao analisa minuciosamente a trajetória e as experiências de oitenta desses indivíduos que eram acadêmicos – juristas, economistas, filólogos, filósofos  e historiadores – e ao mesmo tempo criminosos –, derrubando o senso comum de que quanto maior o grau de instrução mais uma pessoa estará imune a ideologias  extremistas.

Há um forte contraste entre esses personagens e o clichê do oficial da SS: assassinos em massa fardados e com um doutorado no bolso, como descreve o próprio autor. O que fizeram os “intelectuais comprometidos”, teóricos e homens de ação, da SS foi terrível. Ingrao cita o caso do jurista e oficial do SD Bruno Müller, à frente de uma das seções do Einsatzgruppe D, uma das unidades móveis de assassinato no Leste, que na noite de 6 de agosto de 1941 ao transmitir a seus homens a nova ordem de exterminar todos os judeus  da cidade de Tighina, na Ucrânia, mandou trazer uma mulher e seu bebê e os matou ele mesmo com sua arma para dar o exemplo de qual seria a tarefa.
 
“É curioso que Müller e outros como ele, com alto grau de instrução, pudessem se envolver assim na prática genocida”, diz Ingrao. “Mas o nazismo é um sistema de crenças que gera muito fervor, que cristaliza esperanças e que funciona como uma droga cultural na psique dos intelectuais.”
 
O historiador ressalta que o fato é menos excepcional do que parece. “Na verdade, se examinarmos os massacres da história  recente, veremos que há intelectuais envolvidos. Em Ruanda,  por exemplo, os teóricos da supremacia hutu, os ideólogos do Hutu Power, eram dez geógrafos da Universidade de Louvain (Bélgica). 

Quase sempre há intelectuais por trás dos assassinatos em massa”. Mas, não se espera isso dos intelectuais alemães. Ingrao ri amargamente. “De fato eram os grandes representantes da intelectualidade europeia, mas a geração de intelectuais de que tratamos experimentou em sua juventude a radicalização política para a extrema direita com forte ênfase no imaginário biológico e racial que se produziu maciçamente nas universidades alemãs depois da Primeira Guerra Mundial. E aderiram de maneira generalizada ao nazismo a partir de 1925”. A SS, explica, diferentemente das ruidosas SA, oferecia aos intelectuais um destino muito mais elitista."(https://brasil.elpais.com)

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Teoria Bizarra sobre Toy Story 3

Eu adoro desenho animado desde adolescente e até hoje sou fã de muitos deles. Há pouco estava lendo sobre a Saga Toy Story e deparei-me com mais uma "teoria da conspiração" e resolvi postá-la aqui para possíveis reflexões. Mesmo não acreditando nela achei o paralelo com o holocausto bastante interessante.

"Qualquer indivíduo mentalmente desequilibrado pode inventar uma teoria assustadora sobre o seu desenho animado favorito – é por isso que elas são chamadas de “teorias dos fã”. No entanto, de vez em quando nos deparamos com algumas que são muito atraentes pra serem ignoradas, mesmo que a leitura garanta um mês de insônia.

Então mergulhamos na enorme fossa das interpretações enlouquecidas, divertidas e obsessivas da Internet e apresentamos as teorias dos fãs mais estranhamente plausíveis. Que o nosso sacrifício permita que sua mente exploda – e tenha assunto pra próxima mesa de bar.

1. Toy Story 3 é uma Alegoria para o Holocausto

 

Toy Story 3 é sem dúvida o filme mais sombrio da trilogia carro-chefe da Pixar, mas ainda é um conto comovente sobre amizade, crescimento e tempos difíceis . Ah, e também é sobre o extermínio em massa de milhões de pessoas em campos de concentração.



A Teoria:

De acordo com o crítico de cinema Jordan Hoffman, Toy Story 3 é totalmente sobre o Holocausto. No mesmo artigo, ele alega que o filme seja uma propaganda marxista, um filme existencialista e uma metáfora pra várias religiões do mundo – é possível que ele estivesse só brincando. A teoria do Holocausto é o que chamou a atenção da Internet devido ao número surpreendente de paralelos entre esta história alegre sobre brinquedos e uma das maiores tragédias da humanidade.

Porque é plausível:

Vamos olhar pro enredo: tudo começa quando o povo judeu – representado pelos brinquedos – é deixado pra trás por seus países no início da 2ª Guerra Mundial – representados por Andy saindo pra faculdade. Neste ponto, o líder dos brinquedos, Woody, sugere se esconder no sótão, estilo Anne Frank, mas eles acabam sendo mandados pra Creche Sunnyside. Você sabe, um lugar onde sua espécie está “concentrada” e é rotineiramente maltratada – por crianças em vez de nazistas.

Embora provavelmente esse garoto seja ambos:



Os brinquedos malvados que vivem em Sunnyside são a versão da polícia judaica do filme, que ajudou a empurrar os seus companheiros judeus em comboios pra Auschwitz. Por causa deles, os personagens principais acabam em uma correia transportadora – direto pro incinerador.

Há até uma cena triste, onde os brinquedos agarram as mãos e aceitam seu destino.



E depois, claro, eles são salvos por brinquedo aliens, que, obviamente, seriam os Aliados. Os protagonistas, eventualmente, mudam pra um novo lugar onde “muitos de sua espécie já vivem e têm uma posição estabelecida” – Israel/casa de uma menina. Então lá vai: a próxima vez que alguém lhe disser que ouviu uma teoria impressionante sobre a identidade da mãe de Andy, você pode dizer-lhes: “Oh, eu sei, ela é a Gestapo que enviou os brinquedos.”(https://www.einerd.com.br)

domingo, 15 de outubro de 2017

Qualidades do Professor - Cecília Meireles

                  Às vezes alguma turma lembra que também celebramos aniversário.

O domingão amanheceu gelado, 17º C, e um sol tímido já começa a surgir no céu nublado. Nem precisa dizer que já realizei todos os rituais matinal como: ler o jornal, beber minha caneca de chocolate e ouvir a boa música na Centro América FM. 

E hoje é Dia do Professor e amanhã os alunos nem se lembrarão de nos cumprimentar. Entretanto, nós lembramos... Mesmo não tendo a devida valorização por parte dos governantes, continuamos seguindo nossa profissão; mesmo que por vezes pensamos em desistir por causa da falta de interesse dos alunos continuamos; e como diz Cecília Meireles possuímos algumas qualidades louváveis para serem apreciadas pelos adolescentes que estão sob nossos cuidados!.


"Se há uma criatura que tenha necessidade de formar e manter constantemente firme uma personalidade segura e complexa, essa é o professor.

Destinado a pôr-se em contato com a infância e a adolescência, nas suas mais várias e incoerentes modalidades, tendo de compreender as inquietações da criança e do jovem, para bem os orientar e satisfazer sua vida, deve ser também um contínuo aperfeiçoamento, uma concentração permanente de energias que sirvam de base e assegurem a sua possibilidade, variando sobre si mesmo, chegar a apreender cada fenômeno circunstante, conciliando todos os desacordos aparentes, todas as variações humanas nessa visão total indispensável aos educadores.
 


É, certamente, uma grande obra chegar a consolidar-se numa personalidade assim. Ser ao mesmo tempo um resultado — como todos somos — da época, do meio, da família, com características próprias, enérgicas, pessoais, e poder ser o que é cada aluno, descer à sua alma, feita de mil complexidades, também, para se poder pôr em contato com ela, e estimular-lhe o poder vital e a capacidade de evolução.

E ter o coração para se emocionar diante de cada temperamento.

E ter imaginação para sugerir.

E ter conhecimentos para enriquecer os caminhos transitados.

E saber ir e vir em redor desse mistério que existe em cada criatura, fornecendo-lhe cores luminosas para se definir, vibratilidades ardentes para se manifestar, força profunda para se erguer até o máximo, sem vacilações nem perigos. Saber ser poeta para inspirar. Quando a mocidade procura um rumo para a sua vida, leva consigo, no mais íntimo do peito, um exemplo guardado, que lhe serve de ideal.

Quantas vezes, entre esse ideal e o professor, se abrem enormes precipícios, de onde se originam os mais tristes desenganos e as dúvidas mais dolorosas!

Como seria admirável se o professor pudesse ser tão perfeito que constituísse, ele mesmo, o exemplo amado de seus alunos!

E, depois de ter vivido diante dos seus olhos, dirigindo uma classe, pudesse morar para sempre na sua vida, orientando-a e fortalecendo-a com a inesgotável fecundidade da sua recordação."

(*Publicado no Diário de Notícias, Rio de Janeiro, em 10 de agosto de 1930.)

                                                 
                                                  

sábado, 14 de outubro de 2017

Assassinato no Expresso do Oriente, o Livro

E o sabadão amanheceu com 16º C, quanta diferença, pois ontem estava 40º C.! Ainda é tempo para relaxar e ler um bom livro.  Antes que o filme O Assassinato no Expresso do Oriente chegue aos cinemas é melhor descobrir sobre o  enredo. Afinal, o famoso detetive Hercule Poirot é incrível nas soluções dos mistérios.
 

 “Assassinato no Expresso do Oriente”, é um dos livros mais emblemáticos e notórios de Agatha Christie. Publicado em 1934, é também o livro mais vendido da autora, que escreveu mais de 80 contos  policiais, romances sob o pseudônimo de Mary Westmascott, além de diversas obras para o teatro. Ela, que escreveu um livro por ano até a data de sua morte, criou o mais famoso de seus personagens, justamente para o enredo de “Assassinato no Expresso do Oriente”: o detetive Hercule Poirot, que possui uma forma muito peculiar de solucionar os casos que está investigando.  

A narrativa de “Assassinato no Expresso do Oriente”, começa com Hercule Poirot voltando para Londres, logo após de desvendar um crime que acontecera na Síria. É então que o detetive vai se deparar com outro caso muito misterioso: um assassinato no trem chamado de ‘expresso oriente’. Por conta de uma grande tempestade de neve, o expresso tem o seu percurso bloqueado.

Grande parte da narrativa é ambientada, por esta razão, no local onde acontecera o crime. Mr.Ratchett, personagem de nacionalidade americana, é assassinado em sua cabine, que está trancada pelo lado de dentro. Ele leva 12 punhaladas de faca, sob circunstâncias muito misteriosas. O expresso estava lotado naquele dia, e o crime causa grande comoção entre os passageiros. Sabendo que o famoso detetive Poirot estava à bordo, ele é chamado para ver a cena do crime, e assim tentar uma solução para o caso. 


O crime se mostra totalmente confuso, irracional, e complexo, ao mesmo tempo. Poirot, que se depara com um dos crimes mais estranhos de sua carreira, consegue resolver o mistério, conferindo verdade para cada um dos pontos obscuros da cena do crime. Poirot fica perplexo diante de tantas pistas contraditórias que levam às conclusões mais absurdas. Na verdade, todas plantadas para enganar a polícia."(www.clubedoresumo.com)

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Razões para Assistir Lucifer

E é sexta-feira 13 e nada de lua cheia para dar um tom de terror, feriadão em andamento então, nada mais interessante que maratonar mais uma série na netflix. E Lucifer é muito divertida e interessante e alguns motivos para assistir são...
"1. O ator Tom Ellis

O encarregado de interpretar Lucifer é o ator galês Tom Ellis, que se destacou principalmente em séries de televisão britânicas, como “East Enders”, “Merlin”, “Pulling” e “Miranda”. Ele também teve uma pequena participação na série de Guillermo Del Toro, “The Strain”. Ellis faz deste Lucifer um personagem carismático, charmoso e diabólico.
2. Quem é esse Lucifer?

Lucifer, como todos sabem, é o mestre e senhor do inferno, o anjo caído da Bíblia e o diabo em todas as religiões abraâmicas. Nas mãos de Neil Gaiman, o personagem se ajustou um pouco para se encaixar no universo fictício da DC Comics, onde convive com outras divindades, figuras metafísicas antropomórficas (como Sonho e vários outros personagens de “The Sandman”) e super-heróis.
3. Os criadores da série

O principal responsável criativo da série é Tom Kapinos, o criador de “Californication”, a série estrelada por Dave Duchovny. Len Wiseman (“Underworld”, “Live Free” ou “Die Hard”) é o diretor do piloto como também o produtor executivo. Completam o quarteto: Jerry Bruckheimer, que produziu de “C.S.I.” a “Piratas do Caribe”, e Jonathan Littman (“C.S.I.”).
4. Gerou polêmica

Todo mundo sabe o que Lucifer representa como símbolo, mas é preciso ser capaz de diferenciar este personagem que é um produto da ficção. Uma organização norte-americana chamada One Million Mothers, pertencente à American Family Association, lançou através de seu site uma petição para evitar que “Lucifer” fosse transmitida. De acordo com essa organização, a série, em sua versão do diabo, comete uma falta de respeito com o cristianismo e faz zombaria da Bíblia.
5. A resposta de Neil Gaiman aos protestos

"Ah, parece que foi ontem (mas foi em 1991) que as mães preocupadas da América anunciaram seu boicote ao 'The Sandman' porque tinha personagens homossexuais, bissexuais e trans. Eu me pergunto se elas não descobriram que a estratégia também não funcionou naquele tempo”, respondeu Neil Gaiman."(/www.vix.com/)

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Supernatural: Os Segredos da Série...

E finalmente chegou a 13ª Temporada de Supernatural com o 13x1,"Lost and Found", e pelo trailer vai ser de arrepiar... Foram quase 5 meses de espera e a ansiedade só aumenta, afinal são 12 anos e 13 temporadas. 

Não tem como não amar essa Série incrível e os pseudos hunters podem continuar dizendo que deveria ter terminado na 5ª temporada, pois essa não é a opinião dos J2M e demais atores e atrizes e dos produtores e roteiristas e do próprio criador da mesma. Então, quem não gosta aproveita e pare de dar opinião, afinal existem inúmeras Séries para serem cultuadas.

Eu como uma hunter de "raiz" estou sempre antenada com as notícias e achei esta entrevista feita com os personagens principais da Série ao EW e irei postá-la aqui na íntegra.


"As estrelas de Supernatural analisam os momentos que mudaram a série

Estrelas Jensen Ackles, Jared Padalecki e Misha Collins passaram por rápidas mudanças e algumas voltas surpreendentes durante a jornada extraordinária da série.

Jared Padalecki ainda lembra o tom exato para a primeira temporada de Supernatural: “Rota 66 encontra Arquivo X, irmãos nas estradas secundárias da América caçando coisas que aparecem à noite.” Foi assim que ele e o co-protagonista Jensen Ackles foram pedidos para promover a série, onde, em seu primeiro ano, era apenas isso, Sam e Dean Winchester caçando lendas urbanas de estado em estado.

Mas com o tempo esse tom original adicionou algumas sentenças. Bem como toda boa viagem, houve algumas reviravoltas – e as ocasionais encruzilhadas – no caminho. Embora a série continue sendo sobre dois irmãos nas estradas secundárias da América caçando coisas, essas “coisas” agora incluem tudo desde espíritos vingativos à amigos imaginários e até mesmo o próprio Lúcifer. Afinal de contas, uma série não dura 13 temporadas sem ajustar seu plano de jogo. Para Supernatural, isso significou uma mitologia sempre se expandindo, algumas mortes chocantes, personagens ressuscitados, quebrando a quarta parede e muito mais.
 


Apesar de tudo, uma coisa permaneceu fiel: Sam e Dean Winchester farão qualquer coisa para salvar o mundo e, mais ainda, para salvar um ao outro. E eles farão enquanto navegam aquelas aparentemente estradas sem fim em seu Impala 1967.

Encontrar John Winchester (interpretado por Jeffrey Dean Morgan) foi o objetivo dos rapazes na temporada 1, embora isso acabou sendo tão difícil quanto fazer John ficar uma vez que ele foi finalmente encontrado. A reunião da família Winchester foi curta: a temporada 1 acabou com um acidente de carro e os destinos dos três homens incertos. E então teve aquele pacto demoníaco que John fez com o mesmo monstro que eles estavam caçando. 



 








JENSEN ACKLES Tudo até nesse ponto era sobre encontrar o pai. Encontramos nosso pai, continuamos a lutar como uma unidade, e então perdemos o pai, e agora somos dois órfãos.
 

JARED PADALECKI E acho que essa foi a primeira vez que trouxemos alguém de volta da morte e foi você (para Ackles).

ACKLES Morri no acidente de carro e ele trocou sua vida com Azazel.

PADALECKI Acho que foi a primeira vez que vimos um personagem grande morrer e voltar. E foi um risco total. Então contamos a história dos Ceifadores e o véu e o que acontece com sua alma.

ACKLES Foi quando entramos no pós-vida.

PADALECKI Essa foi uma grande mudança no que Supernatural poderia fazer.

ACKLES Com a introdução do inferno e fazendo pactos com demônios – o que é engraçado, porque você pensa sobre isso, e (criador) Eric (Kripke) sempre soube porque a mãe fez um pacto com o demônio de olhos amarelos.

A próxima mudança viria mais tarde na temporada 2, preparando o território para a introdução de anjos antes de Castiel mostrar suas asas naquele celeiro abandonado na temporada 4. 

PADALECKI “Houses of the Holy” foi a primeira vez que falamos sobre anjos em Supernatural. (Jensen) e eu pensamos, “Qualquer que seja sua crença religiosa, qualquer que seja a nossa, não estamos aqui para proselitizar. Estamos aqui para fazer um seriado de televisão, mas queremos ser universais.” Então fizemos uma conferência por telefone com Eric Kripke, e falamos, “Ei, cara, não sabemos como sentimos sobre isso.”

ACKLES Não queríamos ser um porta-voz para as visões religiosas dos roteiristas, porque não era a série que tínhamos topado. Nosso argumento era: Confiamos em você. Você foi justo com a gente até agora. No entanto, essa é a nossa única preocupação, e estamos trazendo isso à tona para que possamos discutir.”

PADALECKI E eles nos escutaram, e acho que é por isso que eles esperaram mais um ano e meio antes de introduzir nosso segundo e mais famoso anjo. Acho que foi a única vez que os procuramos com uma reclamação. Porque não sou um roteirista. Não quero ser um roteirista. Gosto do meu trabalho como ator. Mas foi legitimo, como “Escute, se for pra ser sobre religião, não quero fazer parte disso.”

MISHA COLLINS E agora surpreendentemente, 12 anos depois, muito da série tem ficado entre o conhecimento bíblico e mitologia que é na verdade tirado da bíblia. Uma coisa interessante para nós que terminamos conversando com padres e pastores e ministros, ou até mesmo freiras, que adoram a série. 

ACKLES [para Collins] Você e eu fomos ao Vaticano. Fomos à Basílica de São Pedro e tinha um padre ali da Carolina do Sul. Ele era um fã da série e fez uma missa particular para nós em frente do mural de Michael destruindo Lúcifer. Ele disse “Pensei que seria apropriado para vocês.”

COLLINS Foi bem mágico.

ACKLES Foi maravilhoso, mas meu ponto é que estávamos em um dos lugares mais religiosos do mundo, e eles estavam atendendo pessoas de uma série que lida com enredos baseados em religião.

PADALECKI Mas não contando a história que a bíblia conta. 


ACKLES Essa foi a saída. É quando conseguimos um passe de que não estamos tentar contar a história da bíblia. Os roteiristas pegam inspiração de elementos bíblicos e então elaboram sobre eles. Então entramos na discussão original, Eric voltou com: “Não estamos aqui para contar a história de Jesus Cristo. Estamos aqui para pegar aquele elemento e usar como inspiração para a história.” Acho que isso aliviou qualquer preocupação que ele e eu tivemos. E ao mesmo tempo confiamos realmente em Kripke e ainda confiamos até hoje. 
Outro risco veio com o “Hollywood Babylon” na temporada 2, que pode ser considerada a primeira tentativa da série em um metaepisódio. Abriu a porta para tudo desde “The French Mistake” na temporada 6 até o crossover com Scooby-Doo na temporada 13.

ACKLES “Babylon” foi a primeira vez que brincamos conosco mesmo e estávamos debochando da indústria.

COLLINS Essa foi uma grande (ajuda saber) que você pode ir nessas distâncias absurdas e quebrar convenções. Lendo o roteiro onde estamos fazendo um episódio com Scooby Doo me deixa orgulhoso. Onde mais você pode fazer isso?

PADALECKI Que outra série faz isso e tem o fandom no geral bem animado que vamos fazer isso? Pode imaginar se JAG ou NCIS fizessem um episódio com Scooby-Doo? Pessoas iriam pensar, “O quê?” Não apenas quebramos a quarta parede, vamos fazer meta, mas esses acabam sendo alguns dos nossos melhores episódios. 

O finale da temporada 5 mantém o lugar No 1 no Ranking de Episódios da EW, mas esse momento foi importante por várias razões, uma das quais sendo que foi a despedida de Kripke.

COLLINS “Swan Song” foi outra milhagem porque marcou a culminação da visão original de Kripke para a série. Ele teve um arco de cinco temporadas em mente que embrulhou perfeitamente com um laço e então ele seguiu em frente e entregou as rédeas para Sera (Gamble). Isso se tornou, “Okay, pessoal, vamos pensar em como começar um novo capítulo ou um novo volume em uma série de capítulos.”

PADALECKI Foi a história que todos nós viemos, alguns de nós foram introduzidos nos primeiros cinco anos. Então o criador se afastou? Eu argumentaria que foi a maior mudança.

Gamble serviu como showrunner para as temporadas 6 e 7, a última contendo outro maior momento da série: a morte de Bobby (Jim Beaver), a figura paternal de Sam e Dean.

PADALECKI Bobby foi uma grande parte. Jeffrey Dean (Morgan) nunca foi uma grande parte da série. Ele obviamente foi uma grande parte da história, mas ele fez (apenas uns poucos) episódios, e Jim Beaver fez 60 e alguma coisa. E teve algo sobre a morte dele que sabíamos que era final…ou final para Supernatural. 

ACKLES Porque o personagem dele disse “Fui”. Então não foi como se ele tivesse sido morto por acidente e conseguimos um jeito de trazer Bobby de volta. Ele foi como, “Estou jogando a toalha, rapazes.” Foi pesado.

PADALECKI Essa foi provavelmente a primeira grande morte de alguém que esteve lá por anos…

ACKLES (Interrompendo) Um favorito dos fãs

PADALECKI Sim, e eu lembro do (presidente da CW) Mark Pedowitz dizendo algo sobre o efeito de “Como fã, odiei quando Bobby morreu, mas foi uma grande televisão.” É assim que me sinto.

ACKLES Como quando Sam Winchester morre de vez, vai ser boa televisão. Mas quando Dean Winchester continua vivo, vai ser uma ótima televisão. (Todo mundo ri) 

 
O finale da temporada 12 vimos a introdução de um mundo apocalíptico alternativo no qual Sam e Dean nunca nasceram e Céu e Inferno estão presos em uma guerra eterna. E com esse mundo vem a possibilidade para um número de voltas de personagens. Mas será um momento decisivo?

COLLINS Bem, acho que a fenda e o fato que você pode entrar no mundo apocalíptico e pode de repente revisitar cada personagem em uma diferente iteração – pode haver uma versão diferente de cada personagem – abre para essa incrível variedade de coisas.

ACKLES Porque não ter os mesmos personagens como algo diferente? 

PADALECKI E se um universo alternativo existe, então quantos universos alternativos existem? É difícil dizer, porque sinto que é impossível identificar uma reviravolta durante a volta. Em retrospectiva, será revelado como essa história afetará a série, o cânone no geral e da forma como seguiremos em frente. Mas eu certamente sinto que estamos abrindo portas com a fenda e com o filho de Lúcifer.

COLLINS É também difícil porque (nos) primeiros cinco anos houve esses novos capítulos totalmente incríveis que nunca foram abertos. Então muita coisa foi levada para tantos extremos que é difícil ir para um novo extremo que é tão grande que cria um mundo inteiro novamente.

PADALECKI É quase um paradoxo, mas contamos essas histórias de um jeito que é baseado na realidade. Esse não é uma série fantástica. Não é “há muito tempo, em uma galáxia muito, muito distante. Parte de toda nossa premissa é que aquele é esse mundo. Estamos contando histórias malucas, mas isso está no mundo que você vive nesse momento. É incrível ver nossos roteiristas, que são incrivelmente talentosos, imaginar isso e tentar colocar uma peça quadrada em um buraco redondo. É incrível de ver e ser parte disso.(jensenacklesbr.com/) Artigo Original


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Brasil Nunca Mais, o Livro


 Na História recente do Brasil não se pode deixar de estudar os "anos de chumbo", 1964-1984, e nada melhor do que ler os depoimentos de quem vivenciou esse período tenebroso do país.

Eu li "Brasil Nunca Mais" em 1985 ou seja, a 1ª edição e de uma forma bastante diferente: uma colega adquiriu e todos lemos "escondidos". Como assim? A ditadura militar já havia terminado e ainda não se podia ler certos livros?

Sim, a democracia ainda estava se restabelecendo e um livro de  capa vermelha, onde estava descrita todas as formas de torturas sofridas pelos resistentes do regime era muito perigoso. Até hoje, não tenho esse exemplar na estante para não apagar o horror de sua leitura e o temor de estar lendo um livro proibido.!

Seria bom se todos pudessem ler e se escandalizar com o que acontecia nos porões da ditadura.! Eu e meus colegas historiadores ficamos com lágrimas nos olhos e escandalizados ao descobrir que o regime militar não era maravilhoso. Que a maioria de nossos professores sofreram algum tipo de torturas e que no "Brasil nunca Mais", uma de nossas professoras deu um depoimento estarrecedor sobre seus dias no cativeiro!.

“As angústias e esperanças do povo devem ser compartilhadas pela Igreja. Confiamos que esse livro, composto por especialistas, nos confirme em nossa crença no futuro”. Assim começa o prefácio do livro ‘Brasil Nunca Mais’, assinado pelo então cardeal arcebispo de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns.

Lançado em 1985, o livro foi a forma encontrada de dar publicidade a um extenso trabalho documentação dos crimes cometidos durante o regime militar brasileiro (1964-1985), que expôs os métodos de tortura da ditadura brasileira.

O projeto foi idealizado por dom Paulo, pelo reverendo presbiteriano Jaime Wright e pelo o rabino Henry Sobel, que em 1975 fizeram um ato que reuniu cerca de 8 mil pessoas a praça da Sé em memória do jornalista Vladimir Herzog, morto nos porões da ditadura. A versão oficial dizia que tratava-se de um suicídio. O ato foi considerado a maior concentração popular contra o regime, até então.

Durante o período de pesquisa, foram colhidas informações em mais de 1 milhão de páginas, obtidas em 707 processos do Superior Tribunal Militar. O material permitiu que se conhecesse a extensão da repressão política no Brasil, no período entre 1961 e 1979. Cerca de 30 pesquisadores realizaram o trabalho, que durou cerca de seis anos.

No seu prefácio, dom Paulo classifica a tortura como desumana. “É o meio mais inadequado para levar-nos a descobrir a verdade e chegar à paz”.

Na ocasião do lançamento, em uma entrevista ao ‘Jornal do Brasil’, dom Paulo disse que o conteúdo pretendia ser um registro “histórico e objetivo, sem qualquer ânimo revanchista”.(veja.abril.com.br/)





terça-feira, 10 de outubro de 2017

A Redação Nota Mil de 2016

Para escrever uma excelente redação é preciso gostar de ler,  ter um vocabulário de qualidade e informações do cotidiano. E na era digital, onde as informações estão ao alcance das mãos, ainda existem pessoas que não sabem aproveitar tudo que a web apresenta.

No ENEM de 2016, apenas 77 candidatos conseguiram uma nota mil na redação, uma vergonha para um país que tem 120 milhões de pessoas conectadas, ficando apenas atrás dos Estados Unidos.

O tema da redação foi Intolerância Religiosa e percebe-se finalmente a valorização das disciplinas de História, Filosofia e Sociologia e depois de ler várias escolhi para postar a seguinte...


"Vinícius Oliveira de Lima, de 26 anos - Duque de Caxias (RJ)
  



Tolerância na prática

A Constituição Federal de 1988 – norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro – assegura a todos a liberdade de crença. Entretanto, os frequentes casos de intolerância religiosa mostram que os indivíduos ainda não experimentam esse direito na prática. Com efeito, um diálogo entre sociedade e Estado sobre os caminhos para combater a intolerância religiosa é medida que se impõe.

Em primeiro plano, é necessário que a sociedade não seja uma reprodução da casa colonial, como disserta Gilberto Freyre em “Casa-Grande Senzala”. O autor ensina que a realidade do Brasil até o século XIX estava compactada no interior da casa-grande, cuja religião era católica, e as demais crenças – sobretudo africanas – eram marginalizadas e se mantiveram vivas porque os negros lhe deram aparência cristã, conhecida hoje por sincretismo religioso. No entanto, não é razoável que ainda haja uma religião que subjugue as outras, o que deve, pois, ser repudiado em um estado laico, a fim de que se combata a intolerância de crença.

De outra parte, o sociólogo Zygmunt Bauman defende, na obra “Modernidade Líquida”, que o individualismo é uma das principais características – e o maior conflito – da pós-modernidade, e, consequentemente, parcela da população tende a ser incapaz de tolerar diferenças. Esse problema assume contornos específicos no Brasil, onde, apesar do multiculturalismo, há quem exija do outro a mesma postura religiosa e seja intolerante àqueles que dela divergem. Nesse sentido, um caminho possível para combater a rejeição à diversidade de crença é desconstruir o principal problema da pós-modernidade, segundo Zygmunt Bauman: o individualismo.

Urge, portanto, que indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar a intolerância religiosa. Cabe aos cidadãos repudiar a inferiorização das crenças e dos costumes presentes no território brasileiro, por meio de debates nas mídias sociais capazes de desconstruir a prevalência de uma religião sobre as demais. Ao Ministério Público, por sua vez, compete promover ações judiciais pertinentes contra atitudes individualistas ofensivas à diversidade de crença. Assim, observada a ação conjunta entre população e poder público, alçará o país a verdadeira posição de Estado Democrático de Direito."

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Os Presidentes Militares do Brasil(1964-1984)

É impressionante como muitos jovens e adultos desinformados andam balançando bandeiras para o retorno dos militares ao poder.  Fico imaginando se eles sabem que a censura  foi um dos elementos mais marcantes da severidade do regime autoritário que governava o país. 

O povo brasileiro era controlado pelos órgãos do governo que tentavam transparecer a paz e a estabilidade social no país tendo como sustento o desenvolvimento econômico. Daí a maioria da população achar que tudo era "maravilhoso", pois a censura os impedia de saber da verdade.

Quanto mais se conhece a História do Brasil melhor para que os mesmos erros não se repitam. Então, vamos estudar os vinte anos em que o Brasil viveu os chamados "anos de chumbo" e tentar evitar que os militares retornem mesmo que  um pequeno grupo os apoie...
"Humberto Castelo Branco (20 de setembro de 1897 – 18 de julho de 1967)- Nome Completo: Humberto de Alencar Castelo Branco- Naturalidade: Messejana [Fortaleza] (CE)- Formação: Militar- Período de governo: 15 de abril de 1964 a 15 de março de 1967- Primeiro presidente do período de ditadura militar, Castelo Branco foi também um dos principais articuladores que levou ao golpe de 1964. Frequentou o Colégio Militar de Porto Alegre, tendo alterado seu ano de nascimento para 1900 para conseguir gratuidade na escola. Passou por diversas escolas militares, tendo se formado em primeiro lugar no Curso de Estado-Maior do Exército.Combateu a Coluna Prestes em 1925 e, depois de passar por diversos cargos militares, foi designado chefe do Estado-Maior do Exército, cargo que exerceu entre 1963 e 1964. Faleceu apenas quatro meses após deixar a presidência, em um acidente aéreo. Sua mãe, Antonieta Alencar, fazia parte da família do escrito José de Alencar.
Artur da Costa e Silva (3 de outubro de 1902 a 17 de dezembro de 1969)- Nome Completo: Artur da Costa e Silva- Naturalidade: Taquari (RS)- Formação: Militar- Período de governo: 15 de março de 1967 a 31 de agosto de 1969- Um dos principais articuladores do golpe de 1964, Costa e Silva deixou o cargo de Ministro da Guerra, que exercia durante o governo Castelo Branco, para se candidatar à presidência pela Arena. Com dois anos de mandato, teve que se afastar do cargo devido a uma trombose cerebral e acabou falecendo três meses depois.Iniciou sua carreira militar no Colégio Militar de Porto Alegre, assim como muitos de seus colegas. Participou do movimento tenentista, da Revolta de 5 de julho – pelo qual foi preso e anistiado -, e da Revolução de 1930. Lutou contra a revolução constitucionalista de São Paulo. Antes de se envolver no movimento que levou ao golpe, passou por diversos cargos militares, como o de chefe do Departamento Geral de Pessoal do Exército, no Rio de Janeiro.
Emílio Garrastazu Médici (4 de dezembro de 1905 – 9 de outubro de 1985)- Nome Completo: Emílio Garrastazu Médici- Naturalidade: Bagé (RS)- Formação: Militar- Período de governo: 30 de outubro de 1969 a 15 de março de 1974- Presidente dos Anos de Chumbo e do Milagre Brasileiro, Médici foi indicado como candidato à presidência pelo Alto Comando do Exército, logo após o afastamento de Costa e Silva. Antes disso, foi comandante do III Exército, chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI) e delegado brasileiro na Junta Interamericana de Defesa Brasil-Estados Unidos.Começou sua carreira militar no Colégio Militar de Porto Alegre, passando também pela Escola Militar do Realengo e pela Escola de Armas (atual Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais). Exerceu diversos cargos de chefia e comando dentro do Exército, inclusive o de Comandante da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN).
Ernesto Geisel (3 de agosto de 1908 – 12 de setembro de 1996)- Nome Completo: Ernesto Beckmann Geisel- Naturalidade: Bento Gonçalves (RS)- Formação: Militar- Período de governo: 15 de março de 1974 a 15 de março de 1979Iniciou sua carreira militar no Colégio Militar de Porto Alegre e, antes de participar do movimento político-militar que deu origem ao golpe de 1964, exerceu diversos cargos políticos e militares, como o de secretário estadual de Fazenda e Obras Públicas da Paraíba, na década de 30, e o de comandante do Regimento da Escola de Artilharia, em 1955.Após o golpe, foi nomeado chefe do Gabinete Militar do presidente Castelo Branco e, mais tarde, foi ministro do Supremo Tribunal Militar e presidente da Petrobras. Depois de ser presidente, Geisel foi presidente da Norquisa, empresa ligada ao setor petroquímico, e manteve influência sobre o Exército e, com isso, ao apoiar o candidato oposicionista Tancredo Neves nas eleições indiretas de 1985, conseguiu diminuir a resistência dos militares a ele.
João Batista Figueiredo (15 de janeiro de 1918 – 24 de dezembro de 1999)- Nome Completo: João Baptista de Oliveira Figueiredo- Naturalidade: Rio de Janeiro (RJ)- Formação: Militar- Período de governo: 15 de março de 1979 a 15 de março de 1985- Último presidente da ditadura militar, Figueiredo iniciou sua carreira militar aos 11 anos, quando obteve o primeiro lugar no concurso de ingresso para o Colégio Militar de Porto Alegre. Passou por diversas escolas militares, tanto como aluno quanto como instrutor, até cursar a Escola Superior de Guerra, em 1960.Durante o governo de Jânio Quadros, foi chefe do Serviço Federal de Informações. Participou do movimento político-militar que originou o golpe de 1964 e, com o início da ditadura, foi nomeado chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI). Antes de assumir a presidência, comandou o Estado-Maior do III Exército, chefe do Gabinete Militar no governo Médici e ministro-chefe do SNI no governo Geisel."(www.gazetadopovo.com.br)