Poucas são as pessoas que sabem, mas na realidade as portas de
Brandenburgo foram construídas sobre outras portas.
Uma década após o
fim da guerra dos trinta
anos, a partir de 1658, Berlim começou a expandir-se como uma
fortaleza, cercada por altos muros.
Onde atualmente existem as portas
foram construídas nessa época umas primeiras, para servir como uma das
entradas para a cidade.
Na segunda metade do século XVIII, a burguesia ganhava força e o rei da Prússia,
Frederico Guilherme
II (Friedrich Wilhelm II), iniciou um plano de reestruturação da
cidade, dando a ela mais esplendor. Esse projecto previa a construção de
umas novas portas, mas o projecto sofreu constantes atrasos e somente
em 1788 as
antigas portas foram demolidas.
As obras foram iniciadas no ano de 1789 e duraram
até 1791,
seguindo os projetos do arquitecto Carl
Gotthard Langhans (1732–1808).
Quando foi aberto ao trânsito ainda faltavam as
esculturas de Johann Gottfried Schadow (1764–1850), e a
quadriga, mas a obra completa já havia sido imaginada e projetada,
sendo finalizada posteriormente a abertura.
Entre as seis colunas
dóricas passavam cinco estradas em que apenas duas (as mais extremas de
cada lado) estavam abertas ao livre trânsito civil.
A rua principal (do
meio) apenas podia ser percorrida pela comitiva real.
A quadriga foi instalada em 1793, dois anos após a abertura, mas permaneceu pouco
tempo sob as portas.
As tropas francesas de Napoleão Bonaparte invadem
Berlim, atravessando as portas de Brandenburgo em Outubro de 1806.
Em
Dezembro do mesmo ano, para simbolizar a dominação francesa,« Bonaparte
manda a quadriga para Paris. Esta apenas retornou a Berlim em 1814, após a
guerra da libertação e segundo a vontade
de Frederico Guilherme
III, a quadriga recebeu uma cruz de ferro e uma águia prussiana, e
passou a significar a vitória (antes era um símbolo da paz).
As portas ficaram completamente interrompidas para o tráfego de
pedestres e automóveis por quase 30 anos, somente com a queda do muro de Berlim - na noite de 9 para 10 de Novembro de 1989, a sua
reabertura foi repensada.
Em 22 de Dezembro as portas foram
reutilizadas como divisão de fronteira, e em poucos meses o muro
desapareceu por completo.
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