sexta-feira, 19 de abril de 2019

A Paixão de Cristo - Filme

A sexta-feira da Paixão está quase terminando e como em todos os anos em alguns bairros choveu. E aproveitei para assistir novamente o filme do Mel Gibson "A Paixão de Cristo". Eu ainda me lembro das polêmicas durante o lançamento do mesmo em 2004 e depois dos comentários que o filme era muito violento.

Eu ficava indignada com as pessoas: será que elas pensavam que os flagelos imputados à Jesus foram leves? Ele era um súdito de Roma e estava propondo que os senhores e poderosos romanos deveriam ser iguais aos escravos, quando dizia "amai o próximo como a ti mesmo". Ou "amar a Deus sobre todas as coisas". Para os romanos politeístas e detentores de tantos escravos, isso soava como um absurdo, uma subversão da ordem estabelecida por Roma há milhares de anos.

A imposição da morte na cruz era para ladrões e criminosos. Ele foi julgado e condenado a crucificação, antes deveria sofrer todo tipo de flagelos. O filme mostra as últimas doze horas da vida Dele e o Mel Gibson não exagerou em nada as violências que o tribunal de Pilatos lhe impôs. Basta ler um pouco da História de Roma para descobrir que os criminosos, escravos e subversivos eram torturados com requintes de crueldades.!

"Drama norte-americano realizado em 2004 por Mel Gibson. Intitulado originalmente The Passion of the Christ, foi interpretado por James Caviezel, Maia Morgenstern, Monica Bellucci, Hristo Jivkov e Hristo Shopov. Projeto acalentado por Mel Gibson há vários anos, o filme causou enorme controvérsia pela sua violência gráfica e pela acusação que lhe foi feita de antissemitismo, mas tal contribuiu apenas para aguçar a curiosidade dos espectadores e para o tornar um autêntico fenómeno de bilheteira a nível mundial.
 

O argumento foi escrito por Benedict Fitzgerald e Mel Gibson, baseado em diversas fontes, como os evangelhos do Novo Testamento e os diários de St. Anne Catherine Emmerich, uma freira que tinha visões da vida de Cristo e que escreveu várias profecias.

O filme retrata as últimas 12 horas de vida de Jesus Cristo, personagem interpretada por James Caviezel, na fase que ficou conhecida como a "Paixão" (do latim, sofrimento). O filme inicia-se no monte das Oliveiras onde Jesus é tentado pelo Diabo. Depois de ser traído por Judas, é preso e acusado de blasfémia pelos líderes dos Fariseus. Condenado à morte, é levado até Pôncio Pilatos (Hristo Shopov), o governador da Palestina, que escuta as acusações de que ele é alvo. Pilatos dá o poder de escolha à multidão entre a morte do criminoso Barrabás ou de Jesus. Eles escolhem a morte de Jesus e a libertação de Barrabás.

A Paixão de Cristo corta radicalmente com as imagens anteriores de Cristo no cinema, figurado aqui como um mártir no limite do suportável pelo corpo humano. Algumas sequências apresentadas são particularmente chocantes pela duração e detalhe na dilaceração da carne para obtenção de um efeito realista. 


Gibson inspirou-se em algumas pinturas famosas para encenar alguns dos momentos do filme, que é uma experiência de elevada intensidade emocional, como "A Crucificação" de Matthias Grunewald. James Caviezel, que obtém uma excelente interpretação num papel de elevadas exigências físicas e psíquicas, chegou mesmo a ficar ferido em algumas cenas."

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Supernatural - Mary Winchester: Hunter

A 14ª temporada de Supernatural está na reta final e o ep. de hoje será o 14x19 "Jack na Caixa" e pelo jeito vai ser tão bom e tenso quanto o anterior. E o que todos não esperavam aconteceu: Mary Winchester foi morta pelo bebê Jack num ataque de fúria.

Muitos fãs não gostavam dela e o mais incrível que até entre os americanos havia uma torcida por sua morte. Eu sempre gostei dela e a Samantha Smith a interpretou muito bem. Aos 49 anos ela é linda e esbanja vitalidade, os verdadeiros fãs de Mary Winchester irão sentir sua falta.

Outra coisa que me deixa indignada é a falta de interesse de alguns fãs em saber sobre o tema central das temporadas. Daí fazem uns comentários e reclamações descabidas como: "esta temporada está fraca; esta temporada é só lágrimas; esta temporada está chata"... Robert Singer, um dos produtores do programa, "revelou que essa temporada será um pouco mais “emocional e focada nas relações interpessoais” dos personagens. Segundo ele, há um grande foco nas questões emocionais nesse novo ano."

Quando foi anunciada o retorno de Mary, os fãs pensaram que ela iria ficar na cozinha do bunker, ou costurando ou lavando as roupas dos rapazes como algumas  mulheres da primeira metade do séc. XX ou mesmo nos anos 1980.
E pelos comentários na web, dá a impressão que grande maioria dos supostos fãs jamais leu uma entrevista do showrunner  Andrew Dabb: "em seu coração, a dinâmica da série não muda, porque sempre vai ser sobre os irmãos, sobre família. Mary chega para mudar a dinâmica dessa família, e para complementá-la. Quando ela chega, começamos a ver o tema de família por outra lente”, comentou.
Já Jared Padalecki diz  "eu acho que Sam glorificou tanto Mary em sua cabeça. Acho que é como um encontro às cegas, mas Sam já está apaixonado por essa pessoa que ele nem conhece."  "Dean tem imagens muito vagas de sua mãe. Mas são memórias as quais ele se apegou e são parte do que ele é. Quando ela volta, é claro que Dean não é mais o mesmo, ele não tem mais esse relacionamento com ela que tinha quando estava na infância. Essa é uma dinâmica interessante para entender Dean sob outra luz”, disse Jensen Ackles. 
Não vou mentir que chorei com a morte dela e com a tristeza de Sam, Dean e Castiel, e fico triste quando leio os comentários sobre o retorno de Mary ao show. Dá impressão que todos não admitem que uma mulher possa ser mãe, trabalhar fora, ter direito de errar, querer um espaço para se conhecer e principalmente não ser tratada como uma mulher perfeita.!

Quando a Mary partiu, Sam era um bebê e Dean era uma criança. As crianças que ela outrora conhecera são agora homens, por isso a relação é quase inexistente porque não existe uma. É uma situação interessante, eles tentarem ligar o grande vazio que existe entre eles.

Mary Winchester sempre foi uma hunter e depois  de seu casamento com John é que virou mãe. Mesmo assim ela não abandona as caçadas de imediato e num momento icônico também confessa que não sabe cozinhar e que as tortas favoritas do Dean ela comprava. Então, como os fãs queriam que ela ficasse no bunker esperando os rapazes com o jantar à mesa depois de um dia cansativo de caçadas?

Dean Winchester queria uma mãe perfeita, aquela de suas lembranças de menino de quatro anos, mas Mary não é essa pessoa. E os fãs também esperavam por esse tipo de mãe, esquecendo que uma vez hunter sempre hunter! Ela sempre amou seus filhos e vê-los como caçadores a deixou triste, mas nem por isso ela merecia morrer novamente.

Sendo  uma mulher do ano de 1954, ela era filha de hunters e Samuel Campbell não sonhava vê-la casada e com filhos. Aliás, hunters são possuíam uma vida normal. Ela por sua vez sonhava com um marido, John Winchester seu colega e mecânico a quem ela amava mais que tudo, casa e filhos e quando a oportunidade surgiu, depois da trágica morte de seus pais pela mão de Azazel, ela agarrou com unhas e dentes. E sua felicidade durou apenas dez anos.!
Como diz o site valkirias "Pela primeira vez desde a sua morte, Mary é confrontada pela perspectiva de uma vida em que todos os seus sonhos foram queimados junto com ela e que seu sacrifício causou feridas profundas, que iam muito além do luto. 

Sua família já não existe mais; nem um marido, nem uma casa, nem crianças que precisavam de carinho e cuidado – ainda que existissem adultos que precisavam desesperadamente de todas essas coisas –, uma configuração completamente nova e inesperada para ela, que precisa forjar um espaço inteiramente novo para si mesma num mundo que aprendeu a viver sem sua presença; mas também para seus filhos e público que, em níveis diferentes, aprenderam a conviver com essa ausência e agora precisam reaprender a viver com uma versão de carne e osso da mulher incansavelmente romantizada por pouco mais de dez anos.
Ao longo das temporadas de seu retorno vamos conhecendo a verdadeira Mary Winchester e  "naturalmente, Mary decide tirar um tempo para si – porque é humana, porque não é perfeita, porque precisa de espaço para assimilar todo esse novo momento em sua vida – e é longe do olhar e superproteção dos filhos que ela tem a chance de crescer enquanto personagem. Ela ainda é uma mulher carinhosa e maternal, mas essas qualidades são momentaneamente deixadas de lado para que outras facetas recebam igual atenção. 

Assim, descobrimos que Mary continua a ser uma caçadora de mão cheia, destemida e inteligente, mas também cheia de sentimentos, uma mulher que mete os pés pelas mãos, que é cabeça dura, às vezes egoísta, e nem sempre faz as melhores escolhas, ainda que no fundo esteja fazendo aquilo que acredita ser melhor; o que também significa cometer erros de vez em quando. Ela corta o cabelo, escolhe os próprios casos, mantém uma vida sexual ativa sem precisar de um relacionamento estável para isso, come junk food como se não houvesse amanhã e confessa que, na realidade, nunca aprendeu a cozinhar."
Eu sempre admirei a Mary porque ela era uma mulher à frente de seu tempo; de uma certa forma rebelde; decidida; romântica.... No ano de 1969, ela estava com 15 anos, enquanto as mulheres estavam tentando queimar os sutiãs, ela estava queimando vampiros e outros monstros.  Quando ela retorna, aprendeu rapidamente como usar as tecnologias do séc. XXI, sem deixar de ser uma hunter tradicional. 

Ela deixou uma marca na série, exatamente como Sam e Dean e isso fica bem visível ao final do ep. 14x18, quando a câmara focaliza a mesa do bunker com as iniciais dos nomes dos três feitas com a ponta de um canivete. Ela nunca deixou de amar seus meninos e no ep. 300º vimos como seria a vida deles: a Família Winchester unida e reunida.!

Podem dizer o que quiserem, mas eu compreendi suas razões para parecer durona, sem sentimentos, distante, pois eu sou exatamente assim!. E vida longa e próspera a matrona Winchester!. Eu torço para que na 15ª temporada e última, ela retorne junto com o John e talvez possam realizar uma caçada junto aos seus filhos.






quarta-feira, 17 de abril de 2019

Parabéns, Sean Bean



Hoje, é o aniversário de Shaun Mark "Sean" Bean ele nasceu em Yorkshire, em 17 de abril de 1959 é um ator britânico. Ele é conhecido por suas "mortes" em quase todos os filmes. o ator revelou que sua morte favorita está em Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel, onde Boromir, seu personagem, se sacrifica nos momentos finais.
”Sim, é a minha cena favorita, e olha que eu já fiz algumas! Não poderia existir uma morte mais heroica do que aquela.” 


A morte de Ned Stark chocou os fãs de Game of Thrones, isto é, somente para quem não leu os livros, mesmo tendo participado de poucos eps. Sean demonstra a força de sua presença em cena. Parabéns pelo seu dia e que ainda possa nos encantar ainda por muitos anos.

O jovem Sean Bean trabalhou em diferentes áreas: vendeu queijo em supermercado, retirou neve das ruas e fez comércio de ferro na fábrica de seu pai antes de decidir que se tornaria um ator.

Em 1981, ele entrou para a Royal Academy of Dramatic Art (RADA) de Londres, onde, em 1983, recebeu a medalha de prata por sua performance na peça que lhe rendeu a graduação, Waiting for Godot.
 

O início de sua carreira profissional se deu na companhia teatral Royal Shakespeare Company. Seu primeiro papel foi o de Tybalt, na peça Romeu e Julieta, em maio de 1983. Sean ainda atuou nas produções The Fair Maid of the West e A Midsummer Night's Dream antes de se dedicar à televisão e ao cinema.
 

No seu currículo cinematográfico tem várias participações em grandes produções de Hollywood, como O Senhor dos Anéis ou Troia. Em 2011 participou na primeira temporada da série Game of Thrones. Em 2015 protagonizou a minissérie britânica The Frankenstein Chronicles.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Catedral Notre Dame de Paris e seus Segredos

E o mundo ficou estarrecido com o incêndio na famosa Catedral de Notre Dame de Paris. Como dizem por aí: 2019 já pode acabar... Para nós Historiadores e inúmeros arqueólogos e arquitetos pelo mundo, esse incidente nos deixa preocupados com os museus e outras catedrais medievais existentes na Europa, América, Ásia, África e Brasil.

Com muito pesar iremos aguardar a restauração desse símbolo do Séc. XI e torcer para que nenhuma outra tenha o mesmo fim.! Numa época em que as informações estão ao alcance das mãos, a destruição de uma joia da arquitetura medieval não pode ocorrer de jeito nenhum.

"A Catedral de Notre Dame em Paris é uma joia arquitetônica do estilo gótico, além de ser um dos locais mais emblemáticos de toda a França. Essa majestosa construção é o lar de muitas histórias e o palco principal do romance de Victor Hugo, Nossa Senhora de Paris (O corcunda de Notre Dame). Se você leu o livro, já esteve em Paris ou simplesmente revisou um guia turístico, pode até dizer que já conhece Notre Dame, mas será que ouviu falar dos detalhes secretos que tornaram essa catedral tão importante historicamente?

1. O Corcunda Escultor

Um documento  pertencente ao museu Tate Modern, em Londres, revelou um fato impressionante para os fãs do romance de Victor Hugo. Trata-se da autobiografia do escultor Henry Sibson, que foi contratado pelo governo francês para trabalhar na reparação da catedral de Notre Dame. Nesse texto, Sibson relata que, junto com ele, havia outro escultor contratado pelo governo, que era corcunda e solitário. O romance de Victor Hugo foi escrito no mesmo período em que Sibson e o escultor corcunda trabalhavam na catedral. É uma coincidência ou se trata do verdadeiro Quasimodo?
 

2. Viollet-le-Duc, o apóstolo

O processo de construção da catedral de Paris durou quase dois séculos com a intervenção de muitos arquitetos. Após a Revolução Francesa, a Notre Dame ficou devastada e esquecida e foi então que teve início o processo de restauração pelas mãos de Viollet-le-Duc.
 


O trabalho de Le-Duc foi criticado porque uma grande parte de sua intervenção vinha de sua visão romântica da Idade Média, mas o fato é que, a partir desse momento, a catedral recuperou o seu esplendor e prestígio. Há muitos elementos curiosos na obra de Viollet-le-Duc, um dos mais interessantes são os apóstolos introduzidos como decoração. Se olharmos de perto, podemos perceber que um desses personagens é o próprio arquiteto observando sua criação.
 

3. Rosáceas

Outra atração imperdível de Notre Dame é a grande rosácea localizada na fachada norte. Mede 13 metros de diâmetro e contém 80 imagens do Antigo Testamento, dispostas em torno da imagem central da virgem.

Enquanto isso, no extremo oposto, há uma rosácea com a imagem do Cristo do Apocalipse, que foi acrescentada por Viollet-le-Duc durante a restauração.
 

4. A Altura Gótica

A arquitetura gótica  é caracterizada por seus longos arcos pontiagudos, elemento usado para os cristãos se sentirem mais próximos de Deus. Foi o bispo Mauricio de Sully que teve a ambição de criar a maior igreja da época. Como resultado, a nave principal de Notre Dame foi erguida com 33 metros de altura e com capacidade para 9 mil pessoas.

5. Um Vampiro na Torre

Outro elemento adicionado por Viollet-le-Duc foram as quimeras e gárgulas. A mais famosa é uma estige , algo como um vampiro na mitologia romana.
 

6. Ocupa o Terceiro Lugar em Tamanho

Embora este trabalho seja considerado a representação mais importante do gótico, Notre Dame, com seus 90 metros de altura, está longe de ser a maior catedral gótica do mundo. A maior delas fica em Ulm, na Alemanha (161,5 metros de altura), e a segunda, em Colônia, também na Alemanha. A título de curiosidade, a Catedral da Sé, em São Paulo (em estilo neo-gótico) também é mais alta: tem 100 metros e é uma das cinco mais altas do mundo nesse estilo.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Toda Família Romanov da Rússia morreu Sim...

E lá se vão mais de cem anos da morte da família Romanov da Rússia, 1918,  e ainda tem gente que acredita que a princesa Anastácia sobreviveu ao massacre. Muitas mulheres se apresentaram como a jovem princesa e todas foram desmascaradas com exames de DNA. 

O mistério só se desfez com o surgimento do famoso exame no anos de 1985 e finalmente os restos mortais puderem ser enterrados na Rússia. E também foi através do exame que ficou provado que Anastácia morrera junto com os pais e irmãos.

"Um mistério que durou mais de 100 anos finalmente encontrou um desfecho: ao realizarem uma análise de DNA, pesquisadores confirmaram que os restos mortais encontrados em 1979 realmente pertenceram aos Romanov— a dinastia monárquica derrubada durante a Revolução Russa.

A análise, solicitada pela Igreja Ortodoxa Russa, coloca fim à dúvida de que algum membro da família real tenha escapado da ordem de fuzilamento expedida pelos bolcheviques (quem se lembra da animação da Disney Anastasia, que alimenta a lenda de que uma princesa teria sobrevivido?).

Após a revolução de março de 1917 e a posterior Revolução Bolchevique, os Romanov foram deportados para os Montes Urais, chegando na cidade de Ecaterimburgo em abril de 1918. Meses depois, em 17 de julho, agentes bolcheviques executaram o ex-czar Nicolau II, sua esposa Alexandra, os cinco filhos do casal e os demais serviçais que acompanharam a família.
No dia do assassinato, os membros da família foram levados para o porão da casa onde estavam alojados e foram surpreendidos por um pelotão militar, que leu a sentença da pena capital sob ordens do Comitê Executivo Ural (que formava um dos sovietes da Rússia revolucionária). Após o fuzilamento, os cadáveres dos Romanov foram incinerados e enterrados em uma vala comum.

Décadas após o fim abrupto da dinastia imperial, os membros da realeza foram canonizados pela Igreja Ortodoxa Russa — com o fim da União Soviética, fiéis voltaram a reverenciar a memória do czar e de sua família."(revistagalileu)

domingo, 14 de abril de 2019

Se eu fechar os olhos Agora - Livro e Minissérie

Lá fora, um vento delicioso sacode as folhas das árvores e os pássaros estão entoando sons agradáveis. Eu estou como sempre, ouvindo a Centro América FM enquanto leio o jornal ou aproveito para dar uma olhada nas notícias da web.

A indicação do jornal é o livro "Se eu fechar os olhos Agora" do Edney Silvestre seu  primeiro romance de 2009, e com o qual venceu o prêmio Jabuti de 2010. Outras obras de relevância da sua carreira são: A felicidade é fácil, Vidas Provisórias e Contestadores. Edney é respeitado por toda a comunidade literária brasileira e muito reconhecido pelo mundo a fora, tanto por seus brilhantes trabalhos literários, quanto pelos textos jornalísticos.

Amanhã, a globo estará apresentando como uma minissérie e quem não tiver tempo, o livro é uma ótima pedida. Podem falar o que for sobre a rede globo, entretanto, quando se trata de minissérie ela é imbatível.

"Dois meninos encontram o corpo de uma linda mulher, morta e mutilada às margens de um lago, numa pequena cidade da antiga zona do café fluminense. Assustados, Eduardo e Paulo, de 12 anos vão à polícia, onde acabam sendo tratados como suspeitos.  São libertados pouco depois, quando o marido da vítima, um homem frágil, confessa o crime.

A brutalidade do assassinato, a indiferença da polícia e a falta de lógica da explicação oficial para o crime intrigam os meninos. Começam uma investigação, à qual se une um velho misterioso, ex-preso político da ditadura Vargas. Dele, ouvem um aviso que marca o começo de um turbilhão de acontecimentos: “Nada neste país é o que parece.”

Em pouco tempo, percebem que a mulher tem uma estranha ligação com os homens mais importantes da cidade e um passado nebuloso, repleto de contradições. A investigação de Paulo e Eduardo desvendará ainda um perverso painel em que violência sexual, racismo, corrupção e espúrias alianças políticas se misturam. Para os meninos, será um terrível caminho de amadurecimento e chegada à vida adulta.

Em sua estreia literária, Edney Silvestre constrói uma trama eletrizante e comovente, repleta de referências a um dos momentos mais importantes do cenário político e cultural do Brasil e do mundo. Transitando por gêneros tão distintos quanto o policial, o histórico e o romance de formação, Se eu fechar os olhos agora é uma leitura vertiginosa, que retrata a essência da nossa sociedade."

sábado, 13 de abril de 2019

Matrix - 20 anos

Sábado quente com previsão de chuva e perfeito para assistir um clássico que no último dia 31 de março completou 20(vinte) anos. Matrix foi o filme que marcou uma geração e Keanu Reeves virou o ídolo de todos nós. Suas roupas, óculos, lutas, a filosofia colocada nos filmes tornou-se um ícone da cultura pop e mesmo passado 20 anos ainda é emocionante!

"Em 31 de março de 1999 Matrix  estreava nos cinemas norte-americanos. Aclamado pela crítica como uma revolução na ficção científica, foi amado também pelo público, a ponto do longa fazer quase meio bilhão de dólares nas bilheterias mundiais, tornando-se um ícone da cultura pop.

Vinte anos depois, Matrix mantém esse status e mostra que envelheceu bem. Na trama, Neo interpretado por Keanu Reeves, busca da libertação da humanidade com um roteiro cheio de profundidade, filosofia, elementos cyberpunk, alta tecnologia e uma história simples e bem executada.

Sem falar que o longa também pode ser considerado um prelúdio para o sucesso dos filmes de super-heróis, que dominam os cinemas. Afinal, Neo, o messias desse universo futurista, é basicamente um super-herói (um muito, muito poderoso, diga-se de passagem).

Outro ponto interessante é como o filme traz conceitos inspirados em grandes pensadores como Platão e Sócrates, com temas recorrentes em suas obras aparecendo no filme, como o Mito da Caverna de Platão, que tenta explicar a condição de ignorância dos seres humanos e o que seria necessário para atingir o verdadeiro "mundo real", baseado na razão acima dos sentidos.

Matrix também virou referência em tecnologias para o cinema. A produção das irmãs Wachowski usou a estética cyberpunk, vistas também em obras como o anime Akira, de Katsuhiro Otomo, e misturou com elementos Hollywoodianos. O resultado foram cenas incríveis e avanços tecnológicos para o cinema da época, além de levar o gênero sci-fi a um novo público.

Vale lembrar que o Bullet Time, efeito especial de câmera lenta usado no filme para os personagens desviarem de balas, não apenas se tornou marca registrada do filme, mas também se tornou algo comum em muitas em produções dos anos posteriores.

Matrix é um marco, mas é também um filme incrível e reflexivo. Se você não viu esse clássico, precisa largar tudo que está fazendo e assistir agora mesmo. Não só para se divertir, mas também para lembrar que a realidade colocada diante de nossos olhos não é necessariamente o mundo real. E sempre vale questionar e lutar pelo que acredita. No momento atual do mundo, essa é uma mensagem continua extremamente relevante."