quarta-feira, 17 de março de 2021

St. Patrick's Day

 

St Patrick's Day (Dia de São Patrício) | by Guilherme Garcia | GGBEER —  Cultura Cervejeira | Medium 

O Dia de São Patrício, conhecido por St. Patrick's Day, celebra-se a 17 de março. Padroeiro da Irlanda, nesse dia realizam-se grandes festas e desfiles em homenagem ao santo.

É comum as pessoas vestirem-se de verde nas festas realizadas na Irlanda e ainda, nos Estados Unidos, Canadá e Austrália, países estes que receberam muitos imigrantes irlandeses.

Com forte teor religioso, a data lembra a chegada do Cristianismo no país, ao mesmo tempo que celebra os costumes e as tradições dos irlandeses.
Patrício da Irlanda – Wikipédia, a enciclopédia livre 

Patrick ou Patricius nasceu em 387, possivelmente em Banwen, no País de Gales. Ainda jovem foi vendido como escravo, sendo levado para a Irlanda. Porém, anos mais tarde conseguir fugir e voltar à casa da família, depois de Deus lhe ter dito em sonhos para fugir e para rumar ao litoral onde um barco lhe esperava para regressar a casa.

No retorno, Patrício entrou para o mosteiro de Ésir, sob a orientação de São Germano. Em 432 terá recebido um chamamento para regressar à Irlanda, já como bispo e grande pregador, tendo convertido centenas de pessoas.
Quem foi São Patrício, o padroeiro da Irlanda | E-Dublin 

São Patrício utilizou um trevo de três folhas para explicar a Santíssima Trindade aos irlandeses, como um todo feito de três partes, razão pela qual o trevo passou a ser um símbolo das festividades do Dia de São Patrício.

A crença popular é que São Patrício foi o responsável pelo desaparecimento das cobras da Irlanda, sendo o santo representado por vezes a esmagar serpentes com o seu cajado. São Patrício faleceu a 17 de março de 461 em Down, Irlanda, após três décadas de evangelização, tornando-se no santo padroeiro da Irlanda. 

Fountain Dye | Norlab Tracing Dyes | Leak Detection

Dia de São Patrício: uma celebração cada vez mais popular no Brasil -  Pedagógica

 leprechaun mascot doll stores Carrolls, Dublin, Ireland Stock Photo - Alamy

terça-feira, 16 de março de 2021

As Festas "Macabras" durante a Pandemia no Brasil

 Festas clandestinas acontecem em meio à pandemia pelo país

Pelo fato de eu não postar há dias sobre a pandemia da Covid 19, não significa que não esteja acompanhando as mortes, a falta de vacinas e a lentidão dos Estados na vacinação e principalmente as "festas clandestinas" que continuam acontecendo no país. Não só acompanho, como estou preocupada com o descaso pela Vida que o Criador nos concedeu para trilharmos o Caminho Evolutivo.!

Ontem, no Brasil havia 11.483.370 pessoas infectadas e 278.229 óbitos e aqui no Mato Grosso 272.232 e 6.370 óbitos. Nem nas Guerras em que Brasil participou morreu tanta gente assim.! Depois de um ano de pandemia ao invés de melhorar só piora; e novas variantes surgiram e agora atinge crianças, adolescentes e jovens sem dó nem piedade.

As pessoas perderam a empatia, o respeito pelo outro, ou nunca tiveram mesmo.! É assustador o que vem acontecendo no Brasil e se continuarem se aglomerando em festas clandestinas, nem imagino o que virá.! Em Cuiabá, não é diferente do restante do Brasil: festas e mais festas. Parece que na cabeça das pessoas o pensamento é "se vou morrer, que seja dançando e bebendo". 

Depois, vão para frente da TV clamar por uma vaga nas Utis, choram, gritam e pedem liminar na Justiça tudo porque a vida mundana é mais importante que a segurança do lar.! Lamentável o que estamos passando nos últimos meses... Enquanto isso, na Europa e Estados Unidos não ouve falar que a população quebra as restrições para beber e dançar como se o apocalipse fosse no dia seguinte.!


"Enquanto o Brasil bate recordes diários de mortes e novos casos de infecção pelo coronavírus, muitas pessoas continuam a festejar e quebrar os protocolos de isolamento social. Ainda que existam restrições na circulação em grande parte dos estados brasileiros, alguns ainda encontram formas clandestinas de se aglomerar.

Em entrevista à CNN Brasil, repercutida pelo portal UOL, Jamal Suleiman, infectologista do Instituto Emílio Ribas, descreveu como “macabro” o fato de muitos comparecem a festas ilegais. Considerado o segundo país mais atingido pela pandemia, o Brasil já alcançou a marca de 278 mil mortos.

“Aguarda um pouco mais, segura esse desejo para que a gente possa, de fato, comemorar. Neste momento, seria até macabro esse tipo de situação. Eu não posso comemorar a morte de 3 mil pessoas em um dia achando que isso é a coisa mais natural do mundo. Ainda que não seja com a sua família, isso não é natural”, afirmou Suleiman.

Enfatizando a necessidade de ficar em casa para frear o crescimento alarmante dos casos de Covid-19, o especialista disse que se continuarmos assim acontecerá “uma catástrofe de proporções muito maiores do que estamos vendo hoje”. Jamal reforça o que os estudiosos pedem há muito tempo: “é preciso ficar em casa”.
Coronavírus no Brasil e no Mundo

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o Brasil registra 11.483.370 de pessoas infectadas, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 278.229 no país.

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.

De lá pra cá, a doença já infectou 116.849.611 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 2,5 milhões de mortes, sendo mais de 278.229 mil delas apenas no Brasil."(aventuranahistoria)

segunda-feira, 15 de março de 2021

10 anos da Guerra na Síria

Dez anos de guerra na Síria | AFP - YouTube

 E lá se vai dez anos da Guerra na Síria que começou com a "Primavera Árabe" e pelo jeito não tem tempo para acabar. O pior é saber que no Brasil tem algumas pessoas que nunca estiveram numa guerra, que nunca sentiram o frio e a fome nos campos de refugiados, que nunca foram torturados ou que tiveram que fugir de seu país de nascimento, vão para às ruas pedindo intervenção militar.!

 

"Depois de uma década de violência incrível e uma tragédia humana que fez da guerra na Síria o conflito mais marcante do início deste século, os combates diminuíram de intensidade, mas a paz continua distante.

Quase 390.000 mortos, metade da população do país de 22 milhões de habitantes obrigada a fugir — o maior deslocamento causado por um conflito desde a Segunda Guerra Mundial -, cidades transformadas em campos de ruínas, e a situação na Síria continua a ser um “pesadelo vivo”, nas palavras do secretário-geral da ONU, António Guterres.
Guerra na Síria: motivos, resumo e números do conflito - Toda Matéria 

As manifestações estavam proibidas há meio século na Síria quando chegaram ao país os ecos do movimento de revolta conhecido como a Primavera Árabe, que abalou ditaduras árabes no poder há décadas.

Desencadeados em 2010 na Tunísia, os levantamentos alargaram-se ao Egito e à Líbia e as primeiras concentrações na Síria, limitadas, tinham como objetivo declarado apoiar o que se passava nos outros países.
 Oito capítulos para entender a crise na Síria, que dura mais de 4 anos -  BBC News Brasil

“Apelávamos à liberdade e democracia na Tunísia, no Egito e na Líbia, mas os nossos ‘slogans’ eram (na verdade) pela Síria”, conta o militante Mazen Darwiche, 47 anos, numa entrevista por telefone à agência France-Presse.
Dez anos de guerra na Síria causaram uma geração perdida e traumatizada -  Internacional - Estadão 

Um grupo de jovens de Deraa (no sul da Síria) foi mais direto e escreveu na parede da escola: “Chegou a tua vez doutor”, numa referência à formação em oftalmologia do Presidente Bashar al-Assad.

Os jovens foram detidos e torturados, o que provoca indignação e dá origem às primeiras grandes manifestações. A 15 de março de 2011, realizam-se concentrações em todo o país e a data fica como a do início dos protestos cuja repressão levaria à guerra.
Bashar al-Assad – Wikipédia, a enciclopédia livre 

Dez anos mais tarde, Al-Assad, 55 anos, não teve o destino do tunisino Zine el-Abidine Ben Ali, forçado ao exílio, nem do egípcio Hosni Mubarak, afastado do poder, como desejariam os jovens de Deraa.

Desprezando a condenação internacional, o regime recorreu a armas químicas, lançou barris de explosivos em bairros residenciais e usou táticas medievais de cercos contra redutos rebeldes.

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, cerca de 100.000 presos morreram sob tortura nas prisões do regime, outras 100.000 pessoas continuam detidas e cerca de 200.000 estão desaparecidas."

 Síria entra no 11º ano da guerra sem acordo de paz e fatiada entre  potências estrangeiras - Jornal O Globo

sábado, 13 de março de 2021

Por que muitos acreditam que os "Mamonas Assassinas" previram a própria Morte?

 Mamonas Assassinas, no teatro, é mais um reencontro do que um tributo -  Jornal Opção

Sabadão de sol tímido, brisa fresca no ar, os últimos dias do Verão estão chegando. E foi justamente no Verão de 2 de março de 1996, que os membros da maior banda de músicas sem noção da História do Brasil faleceram. Os "Mamonas Assassinas" morreram quando o avião que os transportava se chocou com a Serra da Cantareira.

Eu nunca me esqueço, pois naquela noite estava voltando de férias no Rio de Janeiro e ao passar pela Serra nosso avião começou a balançar. Eu que até hoje tenho medo de avião, comecei a rezar e de repente uma moça começou a gritar que todos iríamos morrer. Foi o suficiente para que o caos se estabelecesse no avião; e por alguns minutos todos estavam rezando e de mãos dadas. No aeroporto de S. Paulo, entramos em outro avião e fomos avisados que nossas bagagens seriam colocada pela empresa no avião. Todos descemos quietos e não entendemos o que estava acontecendo.

Quando chegamos no aeroporto Marechal Rondon/Várzea Grande, fui pegar a mala e tentar achar um orelhão para telefonar para alguém vir me buscar. Meu irmão já estava me esperando. Eu perguntei como ele sabia o horário em que eu chegaria e ele não respondeu e me mandou entrar no carro rapidamente. O aeroporto estava lotado e todos falam ao mesmo tempo. Pela manhã ao ligar a TV, eu entendi o porque de tanta gente no aeroporto: os "Mamonas Assassina" tinham morrido quando seu avião se chocou com a Serra da Cantareira. Eu comecei a chorar e me lembrava do avião balançando e por uma semana fiquei tendo pesadelos com o avião caindo.!

"Brincar com tudo e com todos; parecia uma missão dos Mamonas Assassinas, que alcançaram um sucesso meteórico no ano de 1995 no Brasil após o lançamento do primeiro e único disco, recheado com músicas bem-humoradas sobre os mais famosos estereótipos brasileiros.

Costumavam dizer que o gênero de suas músicas era "sonrisal" e, em diversas entrevistas, fazia questão de ser um motivo para os brasileiros sorrirem, sendo assim até o dia 2 de março de 1996, quando o avião que transportava o grupo se chocou com a Serra da Cantareira, em São Paulo, levando todos os integrantes ao óbito imediato.

O acidente aéreo, amplamente discutido em veículos de imprensa nacionais, foi alvo de uma infeliz coincidência. Diversas passagens do grupo atribuíam o humor a piadas sobre a aviação civil, desde antes da gravação do álbum que os tornou conhecidos. A mais antiga que se tem registro ocorreu após a primeira viagem internacional do grupo, em Los Angeles, nos EUA.

Antecedentes ao fato

O selo EMI-Odeon, responsável pelo lançamento do disco, fez questão de cuidar dos arranjos em estúdios estadunidenses, levando os rapazes para a Califórnia durante a produção.

Ao retornar, não apenas agradeceu aos responsáveis pela viagem, como brincou agradecendo Santos Dumont — "senão, a gente tava indo mixar o disco a pé" (sic), escreveu o grupo no encarte do álbum de estreia.

Com o sucesso, ainda no ano da finalização do álbum, o grupo teve a agenda inteiramente preenchida com a contratação de shows em 25 estados brasileiros, tendo de reservar o serviço de taxi aéreo com um jato particular para os membros do conjunto. O momento da primeira viagem também virou alvo das gracinhas dos membros, principalmente do vocalista Dinho.

Registrado em vídeo, o cantor brincou enquanto esteve no ônibus do aeroporto, no embarque e até mesmo quando a aeronave iniciou o voo: "Nós tamo indo buscar o teco-teco que nós alugou e ele vai cair! (sic)."

Dentro do avião, ainda interagiu com diversas vezes com o piloto, perguntando se ele tinha um CD do Ritchie Valens para reproduzir — cantor este que criou a música “La Bamba” e faleceu aos 17 anos em um acidente aéreo.

Últimas referências

Um dos episódios ocorreu em uma visita dos integrantes aos estúdios da antiga MTV, no final de 1995, participando do Top 20 Brasil justamente na ocasião onde a música "Vira-Vira" liderava o ranking de videoclipes nacionais. Perguntados sobre o sucesso no primeiro disco, os membros brincaram acrescentando que tratava-se do “primeiro e último".

A apresentadora Cuca Lazzarotto questionou os rapazes, recebendo uma resposta de Dinho junto ao tecladista Júlio Rasec: “A gente vai tocar agora no interior e a gente vai de monomotor. Já ouviu falar em La Bamba?”.

A última referência, entretanto, partiu dos arquivos pessoais do cabeleireiro Nelson Lima, que era responsável por tingir o cabelo de Júlio até seu último dia de vida, quando compareceu ao seu salão em Guarulhos para retocar a tinta vermelha antes do último show da turnê, em Brasília.

Visto que era a última visita antes da viagem do grupo para Portugal, que aconteceria no dia 3 de março, Lima preferiu gravar a visita em vídeo, registrando um presságio do mamona, que foi repercutido pelo Notícias da TV: “Essa noite eu sonhei com um negócio, assim; parecia que o avião caía, não sei...”, disse Júlio. Vale destacar que o vídeo ganhou notoriedade após ter sido exibido numa matéria do Jornal Nacional, da Rede Globo. "(aventuranahistoria)

sexta-feira, 12 de março de 2021

Filme : A Escavação: Motivos para Assistir na Netflix

 4kHD assistir o filme A Escavação (A Escavação) dublado completo 2021 | by  Greenf Av | Feb, 2021 | Medium 

E sextouuuuuu, então vamos aproveitar e curtir um filme na Netflix? 

O filme leva os telespectadores para 1939. No filme, Edith Pretty contrata o arqueólogo Basil Brown para investigar intrigantes formações em sua grande propriedade. O que eles encontram no local é surpreendente: impressionantes artefatos anglo-saxões que representariam uma das maiores descobertas arqueológicas do Reino Unido.

"Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, uma rica viúva (Carey Mulligan) contrata um arqueólogo amador (Ralph Fiennes) para escavar sepultamentos ancestrais em sua propriedade. Ao fazerem uma descoberta histórica, os ecos do passado ressoam em um futuro de incertezas", diz a sinopse do filme.  

Contudo, anos depois, os itens valiosos encontrados acabam sendo levados para o Museu Britânico, que exibe os itens sem mencionar o responsável pela grandiosidade: Brown. 

O que muitos não sabem antes de assistir ao filme é que, embora baseado em um romance, o filme recria uma história real." Quer mais motivos para assistir?
Crítica | A Escavação 

"1. O romance

O filme produzido por Simon é baseado na obra A Escavação, com autoria de John Preston, publicado em 2007.

Instigante, a obra é de suma importância: retrata a importância do arqueólogo Basil Brown, que pouco foi reconhecido pela descoberta que impressionou o Reino Unido. Assim, o filme lançado pela Netflix é mais necessário que nunca.

"O reconhecimento de nossa mortalidade e a transitoriedade de nossa existência é exatamente o que provoca os personagens a irem em busca de momentos de alegria, paixão e união", explicou Simon durante conversa com o Radio Times. "E eu acho que essa dinâmica, esse paradoxo, a tensão de que sabemos que está prestes a desaparecer e o fervor da luta para encontrar a conexão, é assim que tantas pessoas descrevem o verão de 1939 no Reino Unido — como sendo uma estranha festa selvagem antes do inferno."
Conheça a incrível história real por trás de 'A Escavação', da Netflix 

2. História real

Tanto a obra quanto o filme são baseados em uma das maiores descobertas arqueológicas da história. Trata-se das escavações realizadas numa propriedade no sul da Inglaterra, conhecida como Sutton Hoon.

O episódio em questão aconteceu em 1938, mas, após um ano do projeto, as escavações revelaram uma embarcação funerária anglo-saxônica, chamando a atenção da comunidade arqueológica mundial pela impressionante relação histórica no século 7.
A Escavação', exibido pela Netflix, conquista o mundo e revela tesouro  arqueológico – Essencialle 

3. Personagens reais

A produção, portanto, é baseada em uma história real, mas conta com elementos ficcionais para a construção da narrativa. Ainda assim, é possível afirmar que os personagens mais importantes do longa, como Edith Pretty, interpretada por Carey Mulligan, e o arqueólogo Basil Brown, vivido por Ralph Fiennes, são baseados nas pessoas reais que viveram esse acontecimento.

Talvez tenha sido por isso que a plataforma de streaming foi alvo de críticas. Isso porque, na vida real, Edith tinha 57 anos no período que compreende a descoberta dos itens valiosos. Já no longa, como era de se esperar, ela acaba sendo interpretada por uma jovem de 35 anos.

4. O passado

A produção se torna especial justamente por levantar uma questão importante em nossas vidas: a necessidade de conhecer o passado. Descobertas arqueológicas representam uma oportunidade de saber mais sobre antigas civilizações e como elas moldaram o que vivemos hoje.

Com o fim da Segunda Guerra, os itens de Sutton Hoo foram estudados e parcialmente identificados, como diversos objetos datados e atribuídos ao Império Bizantino e ao Oriente Médio.

Descobriu-se que a embarcação funerária também servia para auxiliar em transações comerciais dos anglo-saxões por todo o continente europeu."

 Aventuras na História · Inspirou 'A Escavação', da Netflix: A descoberta do  tesouro de Sutton Hoo em 5 curiosidades

quinta-feira, 11 de março de 2021

Dez anos do Terremoto, Tsunami e Acidente Nuclear no Japão

 Japão lembra hoje 10 anos de terremoto, tsunami e acidente nuclear | Geral  | Rondônia Dinâmica 

O Japão recordou com grande emoção nesta quinta-feira o 10º aniversário da catástrofe tripla de 11 de março de 2011 - um terremoto, um tsunami e um acidente nuclear -, que traumatizou o país para sempre. Às 14H46 (2H46 de Brasília), horário em que o terremoto sacudiu o nordeste do país em 2011, os japoneses respeitaram um minuto de silêncio. Em seguida aconteceu uma cerimônia com discursos do imperador Naruhito e do primeiro-ministro Yoshihide Suga. O gigantesco tsunami foi a principal causa das 18.500 mortes ou pessoas desaparecidas. Ondas do tamanho de edifícios atingiram a costa nordeste do Japão pouco depois de um terremoto de 9,0 graus de magnitude.

Após o terremoto e tsunami, um acidente nuclear aconteceu na central de Fukushima Daiichi, que ficou inundada. Os núcleos de três dos seis reatores sofreram uma fusão, o que deixou cidades inteiras inabitáveis por anos devido à radiação e obrigou dezenas de milhares de pessoas a abandonarem suas casas.
Tsunami no Japão A terrível onda gigante, imagens surpreendentes em meio ao  desastre - YouTube

"O início da segunda semana de março em 2011 foi marcada por um alerta que aterrorizaria o mundo. A previsão de um tsunami com abalo sísmico intenso no litoral japonês não previa que, em uma sexta-feira, 11, resultaria em um dos maiores episódios nucleares da história.

Acometido por ondas gigantes e tremores intensos, as cidades evacuadas não foram suficientes para interromper o trabalho da Central Nuclear de Fukushima I.

Durante a tarde daquele dia, a força do desastre natural — cujo maremoto atingiu a magnitude 8,7 graus na escala Richter — resultou no derretimento de três dos seus reatores que abasteciam e armazenavam a usina, passando a liberar quantidades exorbitantes de material radioativo por toda a região.

Em decorrência da presença de material químico, a ocasião se tornou o segundo maior desastre nuclear da história, sendo o maior após Chernobyl, atingindo o sexto nível da Escala Internacional de Acidentes Nucleares, como informou o portal G1.

Em âmbito de comparação, autoridades da Agência Internacional de Energia Atômica acreditam que o material liberou aproximadamente 30% da radioatividade do acidente europeu.
Fukushima tenta se reerguer sete anos após maior tragédia nuclear do Japão

(...)

Ao todo, oito funcionários faleceram diretamente pela ocasião, sendo seis pela exposição excessiva à radiação e, os outros dois, por ferimentos decorrentes do terremoto. As mortes em decorrência do fenômeno natural, abortos e natimortos causados não são contabilizadas em pela incerteza numérica.

Reparação e legado

De acordo com a ABC News, um dos primeiros feitos que buscou reparar as perdas pela reação à radiatividade ocorreu em setembro de 2018, quando a família de um ex-operário da usina conseguiu provar a incidência de um câncer fatal, conseguindo um tratado financeiro.

Além disso, mais de 160 mil pessoas que foram forçadas a saírem ainda não puderam voltar para as casas ou acessar bens pessoais. Agora, o governo japonês trabalha em um projeto contínuo de limpeza intensiva, não apenas para a descontaminação das áreas afetadas, mas também para cessar a imensa quantidade de radioatividade que contaminou a água em reservatórios e até no mar.

O jornal britânico The Guardian publicou, em 2014, uma estimativa de descontaminação com uma barreira no solo, bloqueando a disseminação do material químico em dutos subterrâneos de água, mas prevê que o processo levará pelo menos 30 anos."

 Dez anos depois, veja como estão as cidades japonesas afetadas por tsunami  e acidente nuclear - RecordTV - R7 Domingo Espetacular

quarta-feira, 10 de março de 2021

Maurício de Sousa e seus personagens Reais

 Mauricio de Sousa toma vacina e faz campanha: "Vacine-se!!" 

O cartunista de 85 anos Maurício de Sousa, tomou a segunda dose da Vacina Coronavac incentivando assim todos os brasileiros a fazerem o mesmo. Maurício é o "pai" da Turma da Mônica que nós crescemos lendo e amando, mas de onde veio a inspiração para criar personagens tão fantásticos? Não sabe? Então, leia para conhecer e continuar curtindo os gibis/Hqs mais famosos de nossa infância.


"Desde criança, Mauricio de Sousa teve contato com a arte. Seu pai, Antônio Mauricio de Sousa era barbeiro, poeta, compositor e pintor. Já a sua mãe, Petronilha Araújo de Sousa, era poetisa. O cartunista cresceu em um ambiente regado de saraus, reuniões de artistas e rodas de chorinho, o que lhe permitiu desenvolver suas habilidades na área.

Em 1954, decidiu procurar emprego de desenhista em São Paulo, mas acabou sendo designado para uma vaga de repórter policial na Folha da Manhã. Durante cinco anos, trabalhou escrevendo reportagens, até que em 18 de julho de 1959, o jornal aprovou a sua primeira história em quadrinhos com o cãozinho Bidu e seu dono, Franjinha.

Mais tarde, Mauricio foi contratado pelo jornal carioca Tribuna da Imprensa, onde estreou, em 25 abril de 1962, o personagem Piteco e sua turma. Já o cãozinho Bidu tornou-se símbolo da empresa Mauricio de Sousa Produções, fundada pelo cartunista.

Ao lado dos desenhistas como Messias de Mello, Gedeone Malagola, Ely Barbosa e Júlio Shimamoto, Mauricio de Sousa integrou a Associação de Desenhistas de São Paulo (ADESP). No entanto, com a instalação da ditadura militar no país, o cartunista deixou a associação. Neste mesmo período, foi demitido do jornal Folha da Tarde e seu nome foi colocado na lista de cartunistas considerados inimigos do Estado.

Entretanto, em 1963, Mauricio de Sousa criou com a jornalista Lenita Miranda de Figueiredo, a Folhinha de S. Paulo. Devido ao sucesso, em 1970, decidiu lançar a revista Turma da Mônica, com tiragem de 200 mil exemplares. Já em 1987, as revistas passaram a ser publicadas pela editora Globo, até que mais tarde os títulos foram passados para a multinacional Panini — detentora dos direitos de publicações da Marvel e DC Comics.

Inspirações reais

As inspirações de Mauricio de Sousa remetem a observações de amigos e familiares. Pai de 10 filhos, o autor se baseou em sua filha Mônica para criar a personagem principal de suas histórias. Assim como a protagonista, a personagem comilona Magali também foi inspirada em uma de suas filhas, que possui o mesmo nome da amiga de Mônica.

Já a irmã de Cebolinha, a Maria Cebolinha, foi inspirada em sua filha mais velha, chamada Mariângela. Pai de gêmeas, Mauricio se inspirou em sua filhas Vanda e Valéria, para criar as personagens gêmeas que levam os mesmos nomes.

DoContra, Nimbus e Marcelinho também foram inspirados em seus filhos. Nimbus se interessa por temas relacionados à meteorologia, assim como o filho Mauro. Já o personagem mais novo, Marcelinho, se interessa por economia, como o filho Mauricio.

Sem dúvidas a personagem mais envolvida com arte é a Marina, que foi baseada em sua filha que leva o mesmo nome da personagem. Assim como o pai, ela possui habilidade de desenhar, trabalhando ao lado do patriarca.

Por fim, o professor Spada, também conhecido como Dr. Spam, foi inspirado em outro filho de Mauricio, que possui o mesmo nome do pai. No entanto, ele veio a falecer em 2 de maio de 2016, aos 44 anos de idade."