sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O Grande Hotel em Cuiabá

Depois da construção da Residência dos Governadores, a segunda prioridade das chamadas "Obras Oficiais", foi o Grande Hotel.

Atrás da Igreja Matriz, na esquina que liga a Rua Joaquim Murtinho à Avenida Getúlio Vargas, um belo prédio de varandas circundadas por arcos abriga hoje a Secretaria de Estado de Cultura.

 Em 1940, ali começava a ser erguido o Grande Hotel, com varandas, pátios e 38 quartos, todos desenhados por uma arquitetura de linhas retas, geométricas e elegantes, típicas do estilo Art Dèco, bastante utilizado nas obras do governo de Getúlio.

A construção de importante obra gerava especulações entre a população, que se perguntava de onde viria tanta gente para ocupar um hotel tão grande.

Maria José Couto Valle, Gerente de Inventário e Tombamento da Secretaria de Estado de Cultura, ocupante de um dos 38 quartos do antigo hotel – hoje seu local de trabalho – conta que aos domingos lá era oferecida uma “reunião dançante”, congregando moças e rapazes da região.

Outrora esses jovens tinham como diversão dominical apenas os passeios pelo Jardim Alencastro, hoje Praça Alencastro, em frente à Prefeitura Municipal. E mesmo o passeio pelo Jardim Alencastro não era facultado à todos. Minha mãe conta que o Jardim era gradeado e na parte de dentro, somente os ricos passeavam e do lado de fora, ficavam os pobres.

Durante seu período áureo, o Grande Hotel hospedou muitas personalidades da época, como Emilinha Borba (rainha do rádio), Ângela Maria, Procópio Ferreira, o próprio presidente Getúlio Vargas, dentre outros. Ali, os bailes de carnaval no salão de festas e pelas varandas eram muito concorridos pela sociedade cuiabana.

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