domingo, 15 de janeiro de 2017

O "Lixo Musical" do Brasil Atual

E é domingo novamente... Lá fora, o sol ainda não apareceu completamente e em pleno verão o tempo está com cara de outono. Uma brisa fresca balança as folhas das árvores e os pássaros cantam uma "sinfonia" suave. 
O ritual de ler o jornal, de papel é claro, tomar chocolate e ligar o rádio para ouvir músicas de qualidade é o mesmo...

Eu estava assistindo ontem, um vídeo do cantor Nando Cordel sobre o "lixo musical" que se tem produzido aqui e tenho que concordar com ele. Meu Deus! Como as pessoas podem gostar de ouvir e repetir as letras em uníssono? Meus ouvidos rejeitam essas "músicas" assim como meu corpo se recusa a dançar tal ritmo.

Me desculpe quem gosta de funk, sertanejo universitário e outros grupos do gênero. Mas, eu nasci nos anos 60; no estado onde se dança o  Rasqueado; no país que criou o Samba; a Bossa Nova; do Tropicalismo; da Jovem Guarda; das Bandas incríveis dos anos 80; sem falar das Cantores e Bandas Estrangeiras; não posso admitir que o que nos mostra como "música" tem tantos admiradores principalmente entre os jovens!. E o pior é que tem professores que gostammmmmm ...
Os anos 90 já foi considerada como a "década musical perdida" e os anos 2.000 não está sendo diferente. A net está repleta de opiniões sobre tudo o que se produz atualmente e li até uma tese de doutorado sobre isso. 
"Um estudo acadêmico parte do forró eletrônico, ouvido à exaustão em todo o Nordeste, para investigar o que muitos chamam de “degeneração” da música popular. O professor Jean Henrique Costa, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, obteve o título de doutor em Ciências Sociais com a tese “Indústria Cultural e Forró Eletrônico no Rio Grande do Norte”, defendida em março de 2012 na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Será que a mente dos compositores atrofiou? Ou  como dizem "a era da imbecilidade" chegou para ficar? Por que tantos jovens letrados e iletrados, com acesso a net ou não, se deixam levar por essa alienação musical? E pensar que essa geração será nossa substituta me preocupa muito, o que estaremos ouvindo em dez anos?

Eu comentei com meus sobrinhos sobre esse assunto e mesmo eles que são fãs assumidos do rock ficam horrorizados. Mesmo gostando do metal eles ouvem o pop, a MPB, música medieval, principalmente as celtas e um deles até toca violino. Acho que gosto musical deles deve ter sido influenciado pela a educação que receberam. 
É isso que dá a gente ser de uma Era Revolucionária e tentar acompanhar a decadência do que nos eleva a alma ou seja, a MÚSICA!.
 
"O crítico do jornal inglês The Guardian, Joe Bishop, detonou o estrondoso sucesso da música "Ai Se Eu Te Pego", que ganhou fama e repercussão na voz do sertanejo Michel Teló. Em tom agressivo, Bishop ainda condena o gosto musical dos brasileiros, insinuando que o país é uma "fábrica de lixos". "'Ai Se Eu Te Pego' só não foi primeiro lugar no Reino Unido e nos Estados Unidos, locais onde as pessoas são normais, têm cérebro e não falam português", finaliza.'
 
"O cantor e compositor pernambucano Nando Cordel, 62 anos, faz críticas à qualidade da música brasileira atual, considerada por ele "um lixo musical". "Nós compositores estamos fazendo um trabalho muito triste atualmente na música popular brasileira. Uma música que está em um nível baixíssimo. Cheia de pornografia, cheia de convites para cair na gandaia. É uma música que está profundamente na lama, na lama podre", declara.

No desabafo, o compositor de De volta pro aconchego chama a atenção para o conteúdo das letras e influências na educação de crianças e jovens. "Essa música está atrofiando a mente das pessoas. Mexendo com as crianças e jovens. Na realidade, a música pode mudar a vida das pessoas completamente", explica. 

Nando ainda fala sobre o poder de transformação que a música tem na sociedade. "A música veio para fazer o bem e embelezar as almas, e não para alienação total, como está acontecendo agora.
A gente precisa acordar e não deixar essa música dissolver a ética e a moral". 

O artista, com mais de 25 discos gravados, ainda faz um apelo a todos os compositores: "Gostaria de dizer que nós precisamos refletir e oferecer uma música de qualidade, que eleva, que pode fazer você feliz. Pense numa música de paz e faça uma música melhor", conclui." (www.diariodepernambuco.com.br)

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